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Gigante varejista pede falência e culpa pandemia

Uma das varejistas mais conhecidas pelos brasileiros está atravessando graves problemas na Justiça. Entenda.

Leo GarfinkelPor Leo Garfinkel3 min de leitura
Imagem de um cofre, em formato de porco, quebrado por um malhete.

Em meio a um cenário de incertezas econômicas para muitos mercados, mais uma gigante varejista muito conhecida pelos brasileiros está passando por um momento delicado.

Nos últimos meses, a famosa loja de móveis Tok&Stok vem encarando uma série de ações judiciais referentes a dívidas acumuladas pela companhia nos últimos anos.

Um desses processos, inclusive, é movido por uma consultoria de tecnologia parceira da loja, que pede na Justiça a falência da varejista por conta de uma dívida de R$ 3,8 milhões.

O processo que pede a falência da Tok&Stok

Há algumas semanas, corre na Justiça a ação judicial da Domus Aurea contra a Tok&Stok. A empresa de tecnologia que prestava serviços para o setor de e-commerce da loja cobra uma dívida referente a um projeto que foi suspenso.

O contrato entre as partes, assinado em 2019, previa a atuação da Domus por ao menos 5 anos, para realizar desenho de estratégia, desenvolvimento, assessoria, gestão e treinamento em tecnologia digital. A remuneração prevista no acordo era de R$ 34 milhões.

Após o atraso de três meses em um dos pagamentos, a Domus pediu à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo que fosse declarada a falência da Tok&Stok, argumentando que “a insolvência da empresa é comprovada”.

Tok&Stok justificou usando pandemia

Nas etapas mais recentes da ação, a varejista demonstrou à Justiça que o “aperto monetário” motivado pela pandemia afetou a sua estrutura de capital.

A defesa da Tok&Stok no processo afirmou que o endividamento da loja cresceu de R$ 8 milhões para R$ 361 milhões em 2021. Hoje, o valor estimado dos débitos da empresa chega a R$ 600 milhões.

Além das dívidas, outro contratempo apontado para justificar os problemas financeiros foi a migração do centro de distribuição e do sistema de controle de estoques entre 2020 e 2021 (anos da pandemia). De acordo com a companhia, isso teria causado um prejuízo de R$ 100 milhões.

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Ao judiciário, a loja ainda afirmou que “duas graves ondas da Covid-19, em 2020 e 2021 acarretaram o crescimento das vendas online, mas comprometeram entre 80% e 90% do faturamento da companhia, em virtude do fechamento total das lojas no período”.

Posicionamento da Domus

Em uma nota enviada ao portal InfoMoney, a Domus se mostrou surpresa com a justificativa da Tok&Stok. A consultoria afirmou que está confiante de que a Justiça fará com que a varejista cumpra os contratos e ainda usou o comunicado para alfinetar a loja.

“(A Domus) lamenta a postura oportunista da varejista, que traz insegurança a todos os seus credores e parceiros”, escreveu a empresa.

Imagem: ADragan/ Shutterstock.com

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