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Gleisi e Nikolas trocam acusações sobre fraudes no INSS

Gleisi Hoffmann rebate Nikolas Ferreira sobre fraudes no INSS e troca acusações sobre responsabilidades durante os governos Bolsonaro e Lula.

Bianca BorgesPor Bianca Borges6 min de leitura
Deputado Federal Nikolas Ferreira (Pl-MG)

Na quarta-feira (7) e quinta-feira (8) de 2025, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) trocaram farpas públicas sobre as investigações de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O motivo da discussão foi a tentativa de barrar a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre as irregularidades envolvendo o INSS, com as acusações sendo direcionadas, respectivamente, aos governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.

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As acusações de Gleisi Hoffmann

Gleisi Hoffmann , presidente nacional do PT
imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Em uma publicação no X (antigo Twitter), Gleisi Hoffmann reagiu a um vídeo de Nikolas Ferreira, que se tornou viral, com mais de 93 milhões de visualizações no Instagram.

No vídeo, o deputado federal critica a ministra, acusando o governo atual de não querer que a CPMI do INSS seja criada, sugerindo que aqueles que não têm nada a esconder não se opõem a investigações.

Gleisi, por sua vez, usou a plataforma para rebater as declarações, afirmando que “quem deve e teme investigação” é o ex-presidente Bolsonaro. Ela destacou que foi durante o governo Bolsonaro que as fraudes no INSS tiveram início, com a maior parte das entidades fraudulentas surgindo nessa gestão.

A ministra ainda afirmou que as entidades fantasmas responsáveis pelas fraudes foram criadas durante o governo Bolsonaro e que as investigações, lideradas pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da União (CGU), só começaram a surtir efeitos durante o governo Lula.

“Nem a Secretaria da Previdência, nem o Ministério do Trabalho e Previdência e o INSS do governo Bolsonaro cumpriram a medida provisória de 2019 que exigia autorização individual para os descontos”, disse Gleisi.

Além disso, a ministra enfatizou que o governo Lula está tomando providências para responsabilizar as entidades fraudulentas e garantir o ressarcimento dos aposentados prejudicados pelas irregularidades.

A resposta de Nikolas Ferreira

Nikolas Ferreira, por sua vez, não ficou calado e respondeu às acusações da ministra em suas redes sociais. Em um vídeo compartilhado, o deputado afirmou que Gleisi Hoffmann estava tentando desviar a atenção dos problemas que, segundo ele, são do atual governo.

Nikolas argumentou que as fraudes no INSS aconteceram durante o governo de Lula e que o governo atual deveria se preocupar em resolver o problema, em vez de atacar a gestão anterior.

Ele também criticou a proposta da ministra de barrar a CPMI, dizendo que quem tem algo a esconder tenta impedir investigações. “Quem não deve, não teme”, afirmou o deputado, reiterando que o governo de Lula deveria ser responsabilizado por sua parte nas irregularidades do INSS.

O papel do INSS e as fraudes

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é responsável por gerenciar a concessão de benefícios previdenciários no Brasil, como aposentadorias, pensões e auxílios. Fraudes envolvendo entidades fantasmas ou a cobrança indevida de contribuições têm sido um problema recorrente e complexo.

Durante o governo Bolsonaro, investigações apontaram a existência de quadrilhas que criavam associações de fachada para desviar recursos, principalmente de aposentados e pensionistas.

O governo de Bolsonaro foi acusado de negligenciar a fiscalização e não adotar medidas rigorosas para coibir essas práticas criminosas.

Gleisi Hoffmann, como ministra da SRI, argumentou que o governo Lula foi o responsável por avançar nas investigações e dar uma resposta efetiva à sociedade, com ações da Polícia Federal e da CGU para prender os responsáveis e recuperar os valores desviados.

O pedido para barrar a CPMI

O pedido de Gleisi Hoffmann para barrar a criação da CPMI do INSS gerou grande repercussão política. A comissão teria como objetivo investigar as fraudes no INSS e apurar as responsabilidades dos envolvidos.

A ministra alegou que a criação da CPMI era uma tentativa da oposição de desestabilizar o governo Lula, enquanto Nikolas Ferreira e outros membros da oposição defendem que uma investigação parlamentar é essencial para trazer à tona os responsáveis pelas irregularidades.

Fraudes no INSS e as investigações

As fraudes no INSS envolveram diversas modalidades criminosas, como a criação de entidades fantasmas que cobravam contribuições de forma indevida ou falsificavam documentos para obter benefícios ilegais.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, as quadrilhas operavam com uma complexa rede de intermediários, incluindo entidades sem fins lucrativos que, na realidade, eram usadas para desviar recursos do sistema previdenciário.

Essas fraudes causaram um grande impacto no sistema de seguridade social, prejudicando principalmente os aposentados e pensionistas, que tiveram descontos indevidos ou benefícios negados.

A criação de uma CPMI seria uma maneira de aprofundar as investigações e garantir que os responsáveis fossem devidamente responsabilizados.

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A reação das redes sociais e o apoio da população

A troca de acusações entre Gleisi Hoffmann e Nikolas Ferreira gerou um grande debate nas redes sociais.

Enquanto a ministra defendeu o governo atual, atribuindo as fraudes ao governo Bolsonaro, o deputado da oposição tentou virar o jogo, acusando o governo Lula de não agir adequadamente no enfrentamento do problema.

A repercussão nas redes sociais foi imediata, com diversos apoiadores de ambos os lados se manifestando sobre o tema. A polarização política sobre o caso ficou evidente, com grupos defendendo que a responsabilidade pelas fraudes era de um ou outro governo.

O debate também colocou em evidência as diferenças ideológicas e políticas entre os grupos governistas e opositores, que têm visões divergentes sobre como as investigações e a responsabilidade devem ser tratadas.

O futuro das investigações

INSS descontos
Imagem: Rafastockbr / shutterstock.com

Embora a ministra Gleisi Hoffmann tenha destacado que o governo Lula está empenhado em responsabilizar as entidades fraudulentas e garantir o ressarcimento aos aposentados, a polêmica sobre as fraudes no INSS ainda deve continuar a gerar debates intensos.

A criação da CPMI será um tema central nas discussões políticas nos próximos dias, com a oposição pressionando pela sua implementação e o governo buscando barrá-la.

As investigações continuam em andamento, e a expectativa é que, no futuro, novos detalhes sobre as fraudes sejam revelados.

A transparência e o combate à corrupção no sistema previdenciário serão fundamentais para restaurar a confiança da população no INSS e garantir que os recursos destinados à seguridade social sejam usados de maneira adequada.

Conclusão

A troca de acusações entre Gleisi Hoffmann e Nikolas Ferreira sobre as fraudes no INSS é apenas mais um capítulo da polarização política que marca a atual fase política do Brasil.

O debate sobre a CPMI do INSS evidencia as tensões entre os diferentes grupos políticos e a busca por responsabilização pelos erros do passado.

O desfecho dessas investigações e a criação ou não da CPMI serão determinantes para a condução das discussões sobre o futuro do sistema previdenciário no país.

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Bianca Borges

Autor

Bianca Borges

Bianca Borges é estudante de Publicidade e desenvolvedora em formação, com paixão por cultura pop, tecnologia e universos geek. Fã de Star Wars, DC Comics, RPG e The Walking Dead, ela traz sua visão criativa e analítica para o time do Seu Crédito Digital, colaborando na produção de conteúdos relevantes sobre consumo, serviços públicos e finanças do dia a dia. Com estilo descontraído e foco em clareza, Bianca ajuda leitores a entender temas complexos com leveza e precisão.

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