Uma nova modalidade de fraude tem causado preocupação entre as autoridades e gerado prejuízos significativos a famílias em situação de vulnerabilidade social no Brasil. Os criminosos estão mirando beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), que é destinado a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência de baixa renda.
BPC/Loas com cobrança? Cuidado! Saiba como identificar e evitar esse golpe
Criminosos estão aplicando golpes que cobram até R$ 400 para liberar o BPC/LOAS. Veja como se proteger, quais os sinais de alerta e mais, veja!
Segundo o alerta emitido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o golpe envolve a cobrança ilegal de taxas que chegam a R$ 400, supostamente para a liberação do benefício. Os fraudadores agem de forma articulada, utilizando ligações telefônicas, mensagens via WhatsApp e redes sociais para enganar os cidadãos.
Neste artigo, entenda como o golpe funciona, quais os principais sinais de alerta, como se proteger, quais são os canais oficiais do INSS e o passo a passo para vítimas da fraude.
Leia mais:
BPC LOAS 2025: veja quando será pago o benefício em abril

Como funciona o golpe do BPC/LOAS?
A armadilha tem início com um contato direto com a vítima, geralmente por telefone, WhatsApp ou mensagens privadas em redes sociais. Os golpistas se identificam como funcionários do INSS, de escritórios jurídicos ou empresas de assessoria, e informam que o benefício está bloqueado ou retido por pendências no cadastro.
Para “resolver o problema”, os estelionatários solicitam um pagamento antecipado, alegando que o valor é necessário para liberar o BPC. O pagamento varia entre R$ 150 e R$ 400, dependendo da vítima e do suposto “serviço”.
Etapas mais comuns do golpe:
- Contato inicial com o beneficiário, informando que o BPC está bloqueado ou pendente;
- Ameaça de cancelamento do benefício, gerando medo e urgência;
- Cobrança de uma “taxa de liberação”, que deve ser paga via PIX, transferência bancária ou boleto;
- Envio de documentos falsos com logotipos de bancos e do INSS;
- Coleta de dados pessoais, como número do benefício, CPF, RG, dados bancários e até senhas;
- Possível fraude adicional, como a contratação indevida de empréstimos consignados com os dados coletados.
Por que o golpe afeta principalmente os beneficiários do BPC?
O BPC (Benefício de Prestação Continuada), previsto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), não exige contribuições ao INSS e é destinado a pessoas em extrema vulnerabilidade. Atualmente, o valor mensal pago é de um salário mínimo, o que torna os beneficiários alvos fáceis para golpistas, especialmente por conta de:
- Falta de acesso à informação digital;
- Baixa escolaridade;
- Desconhecimento sobre os canais oficiais do governo;
- Dependência de terceiros para resolver pendências burocráticas.
O que o INSS diz sobre essas cobranças?

Em comunicado oficial, o INSS reforça que não cobra nenhuma taxa para análise, concessão ou liberação de benefícios, seja presencialmente, por telefone ou por meios digitais.
“O Instituto Nacional do Seguro Social não realiza cobranças para a liberação de nenhum tipo de benefício. Qualquer solicitação de pagamento feita em nome do INSS é fraude”, afirma o órgão.
O INSS alerta, ainda, que nunca entra em contato por WhatsApp, redes sociais ou ligações solicitando depósitos bancários. Todos os procedimentos relacionados ao BPC devem ser realizados exclusivamente pelos canais oficiais.
Principais sinais de alerta do golpe
Para evitar cair nesse tipo de golpe, é importante identificar as táticas comuns utilizadas pelos criminosos. Veja os principais sinais de alerta:
Solicitação de pagamento para liberar o benefício
Nenhum valor deve ser pago para que o benefício seja analisado ou liberado.
Mensagens de números desconhecidos
O INSS não envia mensagens via WhatsApp, SMS ou redes sociais solicitando dados pessoais.
Ameaças de bloqueio
Golpistas costumam criar urgência com ameaças de cancelamento imediato se o pagamento não for realizado.
Coleta de informações sigilosas
Nunca forneça senhas, número do benefício, CPF, dados bancários ou fotos de documentos por mensagem.
Boletos e comprovantes com logotipos falsos
Alguns criminosos enviam documentos com logotipos de bancos, da Receita Federal e do INSS para dar aparência de veracidade.
Como se proteger de golpes relacionados ao BPC?
A melhor forma de prevenção é a informação e o uso exclusivo dos canais oficiais. Veja algumas dicas práticas:
Não faça pagamentos antecipados
Nenhum benefício do INSS requer pagamento para análise ou concessão.
Use os canais oficiais
- Portal: MEU INSS
- Aplicativo Meu INSS (Android e iOS)
- Telefone: 135 (ligação gratuita, de segunda a sábado, das 7h às 22h)
Proteja seus dados
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
- Não compartilhe senhas, número do benefício, dados bancários ou documentos pessoais com estranhos;
- Ative a autenticação em dois fatores nos aplicativos bancários e do gov.br.
Desconfie de contatos não solicitados
- Desconsidere mensagens enviadas fora dos canais oficiais;
- Se alguém entrar em contato oferecendo ajuda para liberar o BPC, não forneça informações sem verificar a procedência.
Fui vítima do golpe. O que fazer?
Se você ou um familiar já foi enganado e fez pagamento ou forneceu dados, é possível minimizar os danos com as seguintes ações:
1. Registre um Boletim de Ocorrência (B.O.)
- Pode ser feito em delegacia física ou delegacia virtual, disponível em vários estados;
- Guarde comprovantes de pagamento, mensagens, e números de contato.
2. Avise o INSS
- Ligue para o 135 ou acesse o Meu INSS e informe a tentativa de fraude;
- Peça o bloqueio temporário de dados sensíveis, se necessário.
3. Entre em contato com o banco
- Solicite o cancelamento de transações suspeitas;
- Ative alertas por SMS ou app para transações futuras.
4. Busque orientação no Procon
- O Procon municipal pode orientar sobre como exigir a restituição de valores e responsabilizar terceiros se necessário.
O papel da sociedade na prevenção

Além da ação do governo, é fundamental que a sociedade ajude a espalhar a informação sobre o golpe, especialmente entre idosos, pessoas com deficiência e familiares de beneficiários.
Recomendações:
- Converse com familiares mais velhos sobre fraudes;
- Ajude a verificar extratos bancários e notificações do INSS;
- Desconfie de ofertas de “facilitação” para aprovação de benefícios.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
Pode ser do seu interesse:
