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Golpe da mão fantasma faz novas vítimas; confira orientações da Febraban

Golpe da mão fantasma volta a fazer vítimas no Brasil. Saiba como funciona, veja as orientações da Febraban e proteja-se de ataques!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
INSS

Com o avanço das tecnologias e a crescente digitalização da sociedade, criminosos têm reformulado velhos golpes com novas estratégias. Um exemplo é o golpe da mão fantasma, que tem feito novas vítimas em diversas partes do país.

O que é o golpe da mão fantasma?

golpes/biometria
Imagem: faststocklv – freepik

Leia mais: Novos golpes no pix estão enganando usuários; veja como evitar

Uma fraude baseada na confiança

No golpe da mão fantasma, o fraudador se apresenta como um funcionário bancário e alerta a vítima sobre supostas atividades suspeitas na conta. Para solucionar o problema, ele pede que a pessoa instale um aplicativo no celular, sem revelar que esse programa dará ao criminoso controle remoto total sobre o aparelho.

Por que o nome “mão fantasma”?

A expressão “mão fantasma” se refere à sensação de que outra pessoa está operando o celular da vítima à distância. Uma vez instalado o aplicativo de acesso remoto e concedidas as permissões necessárias, o criminoso consegue abrir aplicativos, ler mensagens, acessar senhas e até realizar transações bancárias como se fosse o próprio usuário.

Como os golpistas agem?

Técnicas de engenharia social

Os fraudadores utilizam argumentos persuasivos e informações genéricas para enganar suas vítimas. O objetivo é sempre o mesmo: convencer o usuário a baixar o aplicativo indicado.

Aplicativos legítimos usados para o crime

Diferentemente de golpes com malwares ou links falsos, os criminosos agora solicitam que a vítima instale apps legítimos de acesso remoto, como TeamViewer, AnyDesk ou outros similares. Esses programas foram amplamente usados por empresas durante a pandemia, o que dá uma aparência de legitimidade à abordagem.

Como funciona o acesso remoto ao celular?

Permissões que colocam tudo em risco

Ao instalar o app, a vítima é orientada a conceder todas as permissões necessárias. A partir disso, o criminoso passa a ter controle total do aparelho: acessa senhas armazenadas, aplicativos bancários, fotos, mensagens e arquivos.

Dados sensíveis em risco

Segundo a Febraban, muitos usuários anotam senhas em blocos de notas, e-mails ou mensagens de WhatsApp, facilitando a ação dos golpistas. Além disso, reutilizar senhas em diferentes serviços aumenta o risco de acesso indevido.

O que dizem os bancos?

Segurança nos aplicativos bancários

A Febraban afirma que os aplicativos bancários são desenvolvidos com os mais altos padrões de segurança, desde sua programação até o uso final pelo cliente. Não há registro de violação direta a esses sistemas. No entanto, quando o criminoso obtém a senha do cliente por meio da manipulação psicológica, ele consegue realizar operações como se fosse o próprio usuário.

O banco nunca solicita instalação de apps

A entidade ressalta que os bancos nunca ligam solicitando instalação de qualquer tipo de aplicativo. Caso receba uma ligação desse tipo, a recomendação é desligar imediatamente e contatar o banco por um telefone oficial, de preferência de outro aparelho.

Como se proteger do golpe da mão fantasma?

Atenção a ligações suspeitas

  • Desconfie de qualquer ligação que solicite instalação de aplicativos ou envio de senhas.
  • Nunca faça transferências ou pagamentos por orientação telefônica.

Instale apenas aplicativos de fontes oficiais

  • Baixe apps apenas da Play Store (Android) ou App Store (iOS).
  • Não clique em links enviados por e-mail, WhatsApp ou SMS de origem duvidosa.

O que fazer se for vítima?

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Passos imediatos

  1. Desinstale o aplicativo de acesso remoto imediatamente.
  2. Altere todas as suas senhas, começando pelas bancárias.
  3. Considere restaurar o celular para as configurações de fábrica para eliminar possíveis brechas de segurança.

Medidas de prevenção em nível nacional

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Imagem: Freepik

Papel das instituições financeiras

Os bancos têm investido fortemente em campanhas de conscientização sobre golpes digitais.

Educação digital

A Febraban defende que a educação digital é a principal arma contra os golpes. Entender como funcionam as fraudes permite que o cidadão identifique uma tentativa antes que seja tarde demais.

FAQ – Perguntas frequentes

Como o golpista obtém acesso ao meu celular?
A vítima é induzida a instalar um aplicativo legítimo de controle remoto e conceder todas as permissões necessárias para o criminoso acessar o aparelho.

É seguro atender ligações de supostos funcionários do banco?
Não. Os bancos não ligam para os clientes solicitando instalação de aplicativos ou envio de senhas. Se isso acontecer, desligue imediatamente.

O que devo fazer se cair no golpe?
Desinstale o app, mude suas senhas, entre em contato com o banco pelos canais oficiais, registre um boletim de ocorrência e, se possível, restaure o celular.

Como posso evitar esse tipo de fraude?
Desconfie de ligações com pedidos de instalação de aplicativos, use senhas fortes, nunca compartilhe códigos e mantenha seus dispositivos sempre atualizados.

Considerações finais

O golpe da mão fantasma é mais uma prova de que a sofisticação dos criminosos evolui com a tecnologia. Embora os aplicativos bancários sejam extremamente seguros, a vulnerabilidade está no comportamento do usuário. Estar bem informado e adotar boas práticas digitais é essencial para proteger seus dados e seu dinheiro.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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