O delegado da Polícia Civil da Bahia que está investigando o golpe do Pix na Record já ouviu 13 funcionários da emissora e outras 14 pessoas envolvidas. Até o momento, 11 pessoas são suspeitas de estelionato, sendo que duas podem ser ex-funcionárias do canal.
A Delegacia de Repressão aos Crimes de Estelionato por Meio Eletrônico (DreofCiber) é a responsável pela investigação do crime. De acordo com o delegado titular, Charles Leão, nenhuma das chaves Pix usadas pertencem a funcionários da empresa.
Entretanto, ainda não é possível descartar a participação de pessoas de dentro da emissora na fraude. As apurações estão correndo em segredo de justiça, por isso a polícia ainda não divulgou o nome dos suspeitos de envolvimento com o crime.
Golpe pode estar ligado a lavagem de dinheiro
O esquema envolvia a produção local do Balanço Geral, que vai ao ar pela afiliada da Record em Salvador, a TV Itapoan. O programa exibia os casos de pessoas vulneráveis e que estavam passando por dificuldades.
Assim, com o intuito de ajudar os entrevistados, era divulgada uma chave Pix para que a audiência pudesse fazer doações. Entretanto, as chaves mostradas na tela não pertenciam às pessoas que receberiam a ajuda.
Nesse sentido, o que acontecia era que a produção pedia a autorização do entrevistado para usar outra chave a fim de ter um controle sobre as doações. No entanto, depois era repassado um valor qualquer para a pessoa, sem nenhum tipo de comprovante, daí se dava o golpe do Pix
Ex-repórter e editor-chefe podem estar envolvidos
No final de março, quando o esquema veio à tona, o repórter do programa, Marcelo Castro, e o editor-chefe, Jamerson Oliveira, foram demitidos. Conforme o apresentador do Balanço Geral, Zé Eduardo, os dois estão entre os investigados pela polícia.
Além disso, a Polícia Civil confirmou que investiga outros funcionários da Record, sendo 2 jornalistas e pessoas que teriam emprestado as chaves Pix para os golpistas.
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