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Cuidado! Golpistas usam nome do Exército para vender falsas vagas

Evite cair no golpe das falsas vagas no Exército! Veja como identificar e denunciar. Leia agora e proteja seus dados.

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
Agência envolvida em investigação do INSS tem ligação com o Exército

Um novo golpe tem se espalhado pelas redes sociais e aplicativos de mensagens, prometendo vagas temporárias no Exército Brasileiro com salários atrativos, benefícios familiares e facilidades de ingresso.

A falsa promessa, que usa símbolos oficiais e a bandeira do Brasil, tem como objetivo enganar cidadãos e coletar dinheiro por meio de transferências e Pix. O Exército já se manifestou oficialmente desmentindo o conteúdo e alertando para os riscos.

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Entenda como o golpe das falsas vagas funciona

Militares do exército enfileirados alistamento
Imagem: Joa Souza / Shutterstock.com

Estratégia dos golpistas: aparência institucional para enganar

Os criminosos utilizam imagens com brasões e elementos visuais do Exército, como o brasão da Força, o uniforme camuflado e até links de sites falsificados com aparência oficial.

A promessa é de vagas temporárias com salário de R$ 6.430, além de vale-alimentação de R$ 940, plano de saúde para toda a família, treinamento gratuito e processo seletivo simplificado.

O objetivo é criar uma sensação de oportunidade imperdível e urgência, pressionando o interessado a realizar rapidamente um pagamento por Pix ou transferência bancária, supostamente para garantir a inscrição.

Sites falsos e redes sociais: a nova vitrine dos golpistas

Os golpes circulam principalmente por WhatsApp, Facebook, Instagram e até em grupos de Telegram, com links que redirecionam a sites visualmente semelhantes ao oficial do Exército.

Em alguns casos, há uso de domínios com nomes parecidos com os reais, como “exercitobrasileiro.org” ou “alistamentomilitaroficial.com”, que são fraudulentos.

O que diz o Exército Brasileiro?

Exército nega relação com qualquer processo seletivo fora dos canais oficiais

Em nota oficial, o Exército Brasileiro foi claro: não realiza processos seletivos com cobrança de taxas via Pix ou transferência bancária e não divulga vagas em redes sociais sem a devida confirmação institucional.

Todas as oportunidades legítimas estão disponíveis exclusivamente nos seguintes canais:

Promessas exageradas são sinal de alerta

O Exército também destacou que qualquer anúncio com benefícios exagerados, como salários muito acima do mercado e facilidades no ingresso, deve ser tratado com desconfiança.

Benefícios como plano de saúde familiar e salários superiores a R$ 6 mil não fazem parte dos programas temporários sem concurso público.

Como se proteger de golpes como esse

Dicas para identificar um golpe de falsas vagas

1. Canais de divulgação suspeitos

Se a vaga foi divulgada apenas por mensagens de WhatsApp ou postagens em redes sociais sem link direto para o portal oficial, desconfie.

2. Cobrança para inscrição

Nenhuma instituição pública pode cobrar taxa de inscrição por meio de Pix, transferência ou boleto bancário informal. Taxas oficiais, quando existem, são pagas via GRU (Guia de Recolhimento da União), nunca por métodos informais.

3. Links estranhos ou domínios diferentes do oficial

Fique atento aos endereços eletrônicos. Sites oficiais do Exército terminam em “.mil.br”. Qualquer outro domínio deve ser verificado com cuidado.

4. Promessas muito vantajosas

Salários altos, entrada imediata sem concurso ou benefícios familiares amplos são sinais claros de golpe.

Como denunciar o golpe

Cidadãos que identificarem essas falsas vagas devem tomar as seguintes atitudes:

  • Não clicar nos links ou repassar as mensagens;
  • Não fornecer dados pessoais ou bancários;
  • Registrar denúncia no site gov.br/falabr ou ligar para o Disque 100;
  • Informar as autoridades locais ou fazer um boletim de ocorrência na delegacia virtual do seu estado.

Casos semelhantes já foram registrados antes

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Histórico de golpes usando órgãos públicos

Não é a primeira vez que instituições públicas são usadas como isca para golpes. O Exército, assim como a Polícia Federal, a Receita Federal e o INSS, já foi alvo de criminosos que criam falsas promessas de:

  • Empregos rápidos;
  • Cursos gratuitos com certificação;
  • Pagamentos de benefícios atrasados;
  • Convocações urgentes.

Em todos esses casos, o padrão é o mesmo: uso de símbolos oficiais, linguagem institucional e solicitação de pagamentos antecipados.

Impacto desses golpes na sociedade

Perdas financeiras e psicológicas para vítimas

As vítimas não sofrem apenas perdas financeiras. Muitas entregam dados pessoais e bancários, que posteriormente são usados em:

  • Abertura de contas fraudulentas;
  • Empréstimos em nome da vítima;
  • Golpes subsequentes, como ligações de falsas centrais de atendimento.

Além disso, a frustração de perder dinheiro e a sensação de ter sido enganado podem afetar emocionalmente as vítimas.

Papel da imprensa e da sociedade

alistamento
Imagem: Divulgação / Exército Brasileiro

Informação correta como ferramenta de defesa

Divulgar informações verificadas, com base em fontes oficiais, é essencial para combater fraudes. A imprensa, instituições de ensino, líderes comunitários e até influenciadores digitais podem ajudar a disseminar educação digital e cibernética, alertando sobre:

  • Verificação de links;
  • Uso de antivírus e autenticação em dois fatores;
  • Checagem em canais oficiais antes de qualquer pagamento.

Conclusão

Falsas vagas no Exército são mais do que uma tentativa de enganar: representam uma violação da confiança do cidadão em suas instituições.

Para não cair em golpes como esse, é fundamental manter o ceticismo diante de ofertas milagrosas, verificar sempre os canais oficiais e nunca realizar pagamentos por meios informais. Se você recebeu uma mensagem suspeita, não compartilhe. Denuncie e ajude a proteger outras pessoas.

Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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