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Golpe no WhatsApp ameaça senhas; confira medidas de segurança essenciais

Um novo vírus chamado Sorvepotel está se espalhando pelo WhatsApp Web e e-mails, roubando senhas bancárias e controlando computadores.

Helena SerpaPor Helena Serpa6 min de leitura
Imagem do ícone do aplicativo whatsapp em uma tela de celular, com um indicativo de 4 mensagens não lidas

Um novo ataque digital tem alarmado usuários do WhatsApp Web em todo o Brasil. Batizado de Sorvepotel, o vírus é capaz de roubar senhas bancárias, assumir o controle do computador e se espalhar automaticamente por mensagens enviadas a contatos e grupos.

Segundo a Trend Micro, empresa de cibersegurança que identificou o golpe, 457 das 477 vítimas registradas até o momento são brasileiras. Embora ainda não haja relatos significativos de roubo de dados, o alerta é claro: o objetivo dos criminosos é ampliar o alcance do ataque antes de realizar ações mais graves.

O que é o vírus Sorvepotel

golpe whatsapp
Imagem: Rachit Tank/ Unsplash

O Sorvepotel é um malware de propagação rápida, criado para se infiltrar em computadores por meio de arquivos compactados (ZIP) enviados via WhatsApp ou e-mail.

Leia mais: Diversos celulares perdem acesso ao WhatsApp; veja se o seu está na lista

O nome inusitado vem dos servidores utilizados pelos cibercriminosos, cujos endereços lembram a expressão “sorvete no pote”. A aparente inocência esconde um código perigoso, capaz de se instalar no sistema e executar comandos remotamente.

Como o golpe se espalha

Os golpistas utilizam mensagens falsas, com aparência legítima, simulando comprovantes de pagamento, orçamentos ou notas fiscais.

O conteúdo vem acompanhado de um arquivo ZIP, que, ao ser aberto, instala o vírus no computador da vítima. A partir desse momento, o sistema passa a obedecer a comandos externos, transformando o dispositivo em um “computador zumbi”.

Como funciona o ataque

A estrutura do Sorvepotel combina técnicas conhecidas de engenharia social e acesso remoto. O golpe ocorre em duas etapas principais.

1. Infecção inicial por WhatsApp ou e-mail

A vítima recebe uma mensagem aparentemente legítima, com o pedido para baixar um arquivo.
Ao abrir o conteúdo, o vírus se instala e cria rotinas automáticas para garantir sua permanência mesmo após o reinício do sistema.

O malware então assume o controle do WhatsApp Web, enviando cópias do mesmo arquivo para todos os contatos e grupos da vítima, reproduzindo o ataque.

2. Roubo de dados e controle remoto

Depois de instalado, o vírus consegue exibir versões falsas de sites bancários e corretoras de criptomoedas.
Essas páginas adulteradas têm o objetivo de capturar credenciais e senhas, que são enviadas para os criminosos.

Segundo o líder técnico da Trend Micro Brasil, Marcelo Sanches, o Sorvepotel “abre uma porta de comunicação” entre o computador da vítima e o servidor dos golpistas. A partir daí, os invasores podem emitir novos comandos, atualizar o vírus e monitorar atividades no dispositivo.

Alvos e impacto no Brasil

Os dados da Trend Micro revelam que o Brasil é o principal alvo do Sorvepotel.
Além de usuários comuns, o vírus tem atingido organizações governamentais, empresas de tecnologia, instituições de ensino e órgãos públicos.

Riscos para o usuário

As consequências da infecção podem ir muito além do roubo de senhas.
Entre os principais riscos, estão:

  • Perda de acesso ao WhatsApp: a conta pode ser banida por envio massivo de mensagens consideradas spam;
  • Roubo de informações sensíveis, como senhas bancárias, credenciais corporativas e dados pessoais;
  • Acesso remoto ao computador, que pode ser usado para instalar outros vírus ou roubar arquivos;
  • Comprometimento da reputação digital, já que o vírus se replica para os contatos da vítima.

Medidas de segurança essenciais

A Trend Micro e a Febraban reforçam que os usuários e empresas devem adotar boas práticas de cibersegurança para se proteger contra o Sorvepotel e ataques semelhantes.

Dicas para usuários comuns

1. Evite abrir arquivos ZIP recebidos por mensagem

Mesmo que o remetente pareça confiável, confirme sempre o envio por outro canal — como ligação ou mensagem direta.

2. Desative o download automático no WhatsApp Web

Isso impede que arquivos suspeitos sejam baixados sem autorização.

3. Atualize sistemas e antivírus

Mantenha o Windows, navegadores e antivírus sempre atualizados para corrigir falhas conhecidas.

4. Cuidado com páginas falsas

Verifique sempre o endereço do site antes de inserir dados bancários. Utilize verificadores de segurança e dupla autenticação sempre que possível.

Recomendações para empresas

1. Restringir downloads em dispositivos corporativos

Funcionários devem ter acesso limitado para baixar arquivos externos.

2. Realizar treinamentos periódicos

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Campanhas de conscientização ajudam a identificar mensagens suspeitas e prevenir infecções.

3. Monitorar atividades de rede

Ferramentas de segurança corporativa podem detectar padrões anormais de tráfego que indiquem infecção.

Respostas oficiais

Nota do WhatsApp

O WhatsApp reforça que, independentemente do serviço de mensagens utilizado, os usuários devem clicar apenas em links ou abrir arquivos enviados por pessoas conhecidas e confiáveis. A empresa afirma que mantém esforços contínuos para tornar a plataforma o ambiente mais seguro possível para a comunicação privada, com diversas camadas de proteção e uso de criptografia de ponta a ponta.

Nota da Febraban

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) destaca que o sistema bancário nacional conta com estruturas robustas de monitoramento e adota o que há de mais moderno em tecnologia e segurança da informação. Segundo a entidade, os bancos brasileiros devem investir cerca de R$ 48 bilhões em 2025 em tecnologia e ações de prevenção a fraudes.

Perspectiva dos especialistas

Whatsapp
Imagem: Shutterstock

De acordo com especialistas em segurança digital, o Sorvepotel mostra uma evolução nas estratégias de disseminação de malware.
Ao combinar mensagens instantâneas, e-mails e engenharia social, o vírus aumenta significativamente as chances de sucesso.

FAQ – Perguntas frequentes

1. O que é o vírus Sorvepotel?
É um malware que se espalha por WhatsApp Web e e-mails, capaz de roubar senhas e assumir o controle do computador.

2. Como ele se espalha?
Por meio de mensagens falsas com arquivos ZIP maliciosos, enviados a contatos e grupos.

3. O que o vírus faz no computador?
Roubas credenciais bancárias, exibe sites falsos e envia cópias de si mesmo a outros usuários.

4. Como saber se estou infectado?
Sinais incluem lentidão, mensagens automáticas no WhatsApp e comportamento anormal do sistema.

Considerações finais

O golpe do vírus Sorvepotel reforça a importância da vigilância digital constante.
Mesmo usuários experientes podem cair em mensagens bem elaboradas, e a prevenção continua sendo a arma mais eficaz.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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