A digitalização dos pagamentos facilita a vida dos consumidores, mas também atraído a atenção de cibercriminosos em busca de novas formas de enganar lojistas e comerciantes.
Recentemente, a Kaspersky, uma renomada empresa de cibersegurança, revelou um novo golpe envolvendo aplicativos falsos que simulam pagamentos para deixar lojistas no prejuízo. Este artigo explora como funciona essa fraude e o que os comerciantes podem fazer para se proteger.
O Surgimento do Golpe

Com o avanço dos pagamentos digitais durante a pandemia, especialmente na América Latina, os criminosos encontraram novas oportunidades para explorar as falhas desses sistemas. O PIX no Brasil, o Yape e PLIM no Peru, e o MercadoPago na Argentina se tornaram alvos de fraudadores que desenvolvem aplicativos falsos para simular transferências de dinheiro.
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A pesquisa da Kaspersky revelou que grupos de cibercriminosos estão promovendo esses aplicativos fraudulentos em canais como o Telegram. Esses aplicativos visam enganar os atendentes de caixa, permitindo que os criminosos saiam das lojas com produtos sem pagar. A fraude não se limita a um país; há indicações de que o golpe está se expandindo para Bolívia, Chile e Colômbia.
Como Funciona o Golpe
Os criminosos por trás desse golpe usam dois métodos principais: a criação de aplicativos falsos que simulam a transferência de pagamento e técnicas de engenharia social para manipular os atendentes de caixa. O aplicativo falso é projetado para imitar um aplicativo de pagamento legítimo, mas, na realidade, não realiza nenhuma transação e não está conectado a sistemas de pagamento reais.
Os golpistas se aproveitam da confiança e, muitas vezes, da falta de experiência dos funcionários. Eles escolhem estabelecimentos com sistemas de pagamento offline ou desconectados e aproveitam a pressão de uma fila de clientes para realizar o golpe. A fraude é facilitada pela falta de verificação rigorosa dos pagamentos, permitindo que os criminosos saiam com as mercadorias sem serem detectados.
Modelos de Monetização dos Criminosos
Os golpistas monetizam suas atividades de duas formas principais:
- Venda do Aplicativo Falso: Criminosos que criam os aplicativos falsos ganham dinheiro com a venda desses programas, geralmente no modelo de assinatura. Eles também oferecem suporte técnico para maximizar a eficácia do golpe.
- Produtos e Funcionalidades Adicionais: Em alguns casos, os criminosos oferecem versões premium dos aplicativos com funcionalidades adicionais, como envio de mensagens falsas de confirmação de pagamento, mediante pagamento extra.
Ameaças Crescentes e Tendências
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A Kaspersky identificou que o uso de aplicativos falsos para fraudar pagamentos digitais está se tornando uma ameaça crescente. Relatórios globais recentes destacam a crescente tendência de instalação de aplicativos fraudulentos no Brasil, detectados como HackTool.AndroidOS.FakePay desde novembro de 2023.
Medidas de Proteção para Lojistas

Para se proteger contra esse tipo de golpe, os lojistas devem adotar uma série de medidas preventivas:
- Treinamento de Funcionários: É essencial treinar os atendentes para reconhecer sinais de fraude e evitar cair em armadilhas de engenharia social.
- Controle de Pagamentos: Os pagamentos devem ser monitorados atentamente nos terminais para garantir que todas as transações sejam concluídas com sucesso.
- Verificação Rigorosa: Não conclua o processo de compra sem confirmar que o pagamento foi realizado corretamente, mesmo que a loja esteja cheia.
- Atualização de Sistemas: Mantenha os sistemas de pagamento atualizados e seguros para minimizar o risco de fraudes.
Considerações finais
O novo golpe de pagamento falso revela uma evolução das técnicas de fraude digital, explorando a popularidade crescente dos pagamentos digitais. Lojistas e comerciantes devem estar vigilantes e implementar práticas robustas de verificação para proteger seus negócios contra essas ameaças.
A educação contínua e a atualização dos sistemas são fundamentais para enfrentar os desafios impostos pelos cibercriminosos.
