Diante dos últimos acontecimentos relacionados às dificuldades financeiras da Tok&Stok, os golpistas encontraram uma nova maneira de se beneficiar. Um suposto site da varejista foi criado com oferta de diversos produtos, a preços promocionais. Na publicação, é falado que a loja precisou recorrer à medida, uma vez que acumula uma dívida de mais de R$ 600 milhões.
Acontece que, a única parte da informação que é verdadeira, é o tamanho da dívida da empresa. Desse modo, a campanha de promoção de itens não passa de mais um golpe. Ou seja, o site é falso, além de ser utilizado para captar dados de cartões de créditos adicionados para efetuar a suposta compra.
Em nota, a Tok&Stok confirmou que se trata de uma operação ilegítima. Ainda reforçou que não realiza promoções e não oferece descontos em seus produtos fora dos canais oficiais usados pela companhia. Ademais, a checagem foi realizada e publicada pela Agência Lupa.
Golpe do site falso: como agiam os golpistas?
Em suma, tudo começa com a divulgação de uma matéria que fala sobre a dívida milionária da Tok&Stok. Ao final do texto, é inserido um link para que o usuário possa aproveitar as promoções que estão sendo realizadas pela varejista.
A partir disso, o link encaminha para o site com diversos produtos. Na tentativa de comprar, ao clicar no item desejado, a página passa a solicitar os dados pessoais como nome, CPF e CEP, além dos dados do cartão de crédito.
A plataforma de compras, no entanto, não está associada oficialmente à Tok&Stok e também não conta com o endereço padrão para os sites brasileiros. Não tem o “.com.br” ao final do link, por exemplo.
Dívida da Tok&Stok
Diante disso, no final do mês de abril, uma consultoria de tecnologia chegou a entrar com um pedido de falência para a Tok&Stok, em decorrência dos altos valores devidos pela varejista. Visto que no início deste ano, a empresa já havia declarado uma dívida estimada em cerca de R$ 600 milhões.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o grande motivo por trás da crise da companhia foi o reforço do estoque durante o período de pandemia em que passou a vender de forma expressiva. Contudo, com o arrefecimento da crise sanitária, a loja foi incapaz de vender todos os itens.
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