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Golpistas recrutam estagiária para aplicar fraudes no INSS

Golpistas recrutam estagiária para aplicar fraudes no INSS. Entenda como operam esses criminosos e o que dizem as investigações da polícia.

João Pedro PereiraPor João Pedro Pereira3 min de leitura
A mulher tem sua boca tapada por um homem encapuzado, que faz sinal com o dedo pedindo silêncio.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está enfrentando um novo desafio na luta contra as fraudes. Golpistas têm se utilizado de estratégias inusitadas para ludibriar o sistema de segurança e aplicar golpes milionários.

Recentemente, uma descoberta chocante revelou que uma estagiária foi recrutada por esses criminosos para participar das atividades fraudulentas. Siga na leitura e entenda melhor o caso.

Golpe no INSS

Uma surpreendente descoberta abalou as estruturas da Previdência Social: uma jovem estagiária de 18 anos, recém-contratada em uma agência no município de Novo Oriente, tornou-se parte de uma organização criminosa nacional especializada em fraudes no INSS.

A investigação, conduzida pela Polícia Federal (PF), denominada “Oriente 237”, revelou o esquema arquitetado pelos golpistas e os métodos sorrateiros utilizados para capturar senhas e causar um prejuízo bilionário aos cofres públicos.

A estagiária, cujo nome não foi revelado, foi contatada pelos intermediadores do grupo, especialistas em informática, assim que começou a trabalhar na unidade da Previdência Social. Sob o pretexto de realizar atividades de atendimento ao público, ela foi cooptada para instalar equipamentos clandestinos nas agências, que tinham o objetivo de capturar as senhas dos servidores.

O delegado Cláudio Carvalho, responsável pelas investigações, afirmou que a jovem estagiária foi flagrada em imagens de circuito de segurança da agência enquanto realizava a instalação dos dispositivos.

A atuação dos intermediadores, no entanto, ainda é um mistério e a polícia não divulgou detalhes sobre suas ações nesta fase da operação.

Esquema de fraudes em caixas eletrônicos no Ceará

Outra ação, ocorrida ao mesmo tempo, foi a operação “Vintém”, que mirou um esquema criminoso de saques indevidos em caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal. Em um único dia, mais de 700 saques ilegais foram realizados em cinco bairros da capital cearense. O que totalizou um prejuízo estimado em mais de R$ 1 milhão para a instituição bancária.

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As investigações revelaram que cerca de 20 pessoas estavam envolvidas nesse esquema em Fortaleza. Curiosamente, embora os caixas eletrônicos registrassem saques de R$ 20, os criminosos conseguiram retirar a quantia de R$ 2 mil.

Essa discrepância entre os valores chamou a atenção dos agentes federais, que realizaram uma análise minuciosa das imagens das câmeras de segurança para identificar os envolvidos.

Entre os suspeitos investigados, encontra-se um homem que prestava serviço de manutenção para a Caixa Econômica Federal. Ele foi alvo de um mandado de busca e apreensão, visando encontrar evidências que o ligassem ao esquema criminoso.

Imagem: altafulla / shutterstock.com

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João Pedro Pereira

Autor

João Pedro Pereira

Graduando em Jornalismo pela Universidade Federal Fluminense, atualmente no quinto período. Atuando como auxiliar de redação do Seu Crédito Digital.

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