Em comunicado oficial, o Google confirmou que um grupo de cibercriminosos, conhecido como ShinyHunters – formalmente chamado UNC6040 –, acessou informações de um de seus bancos de dados corporativos. A invasão ocorreu em junho, colocando em risco informações de clientes armazenadas em uma instância de CRM da Salesforce utilizada pela empresa. A violação poderia impactar até 2,5 bilhões de pessoas no mundo.
Google confirma ataque hacker que expôs 2,5 bilhões de usuários do Gmail
Google confirma ataque do grupo ShinyHunters a banco de dados, alerta sobre phishing no Gmail e Google Cloud e recomenda medidas de segurança.
Segundo a companhia, senhas não foram comprometidas, apenas dados básicos de negócios e contatos que também poderiam ser encontrados publicamente. O Google afirmou ter respondido rapidamente à atividade, realizado análise de impacto e iniciado as mitigações necessárias.
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Detalhes do ataque

Modus operandi do phishing
A violação expôs uma base de dados com informações de bilhões de usuários, abrindo espaço para uma nova onda de ataques de phishing. Nos relatos mais recentes, usuários do Gmail e do Google Cloud relataram tentativas de golpe onde os hackers se passam por funcionários do Google.
O modus operandi é semelhante ao usado anteriormente: os criminosos entram em contato por telefone, se apresentando como representantes do suporte. Utilizam nomes e contatos reais roubados para ganhar credibilidade e convencer a vítima a realizar uma “redefinição de conta”, com o objetivo de interceptar senhas ou códigos de verificação.
Ataques no Google Cloud
Em paralelo, os usuários do Google Cloud enfrentam ataques que exploram vulnerabilidades conhecidas como “dangling buckets”, que permitem acessar ou injetar malwares em serviços de nuvem através de endereços desatualizados.
Impactos e números
A dimensão do ataque é significativa: considerando que 2,5 bilhões de pessoas poderiam ser afetadas, o risco de exploração por phishing aumenta consideravelmente. Somente no início de 2025, ataques cibernéticos em celulares cresceram 36%, totalizando 12 milhões de incidentes, segundo dados recentes de segurança digital.
O caso evidencia que, mesmo com protocolos de segurança robustos, fatores humanos e dependência de terceiros ainda representam vulnerabilidades críticas.
Especialistas comentam
Opinião de Federico Simonetti
Federico Simonetti, CTO da Xiid, empresa de soluções de segurança em redes, afirma que ataques de engenharia social, como este, poderiam ser evitados com autenticação livre de credenciais tradicionais. “Se as empresas utilizassem métodos de autenticação mais seguros, ataques de redefinição de senhas se tornariam impossíveis”, explica.
Comentário de Dray Agha
Dray Agha, gerente sênior de operações de segurança da Huntress, destaca dois pontos críticos: fator humano e dependência de plataformas terceiras. “O phishing de voz pelo UNC6040 mostra que fatores humanos continuam sendo uma superfície de ataque altamente explorada”, complementa.
Recomendações de segurança

Para se proteger, especialistas recomendam:
Desconfie de contatos inesperados
O Google não realiza chamadas telefônicas solicitando redefinição de senhas.
Ative a verificação em duas etapas
Um passo simples que aumenta consideravelmente a segurança da conta.
Realize a verificação de segurança do Google
Permite identificar acessos suspeitos e revisar configurações de segurança.
Evite compartilhar códigos de verificação
Nunca forneça códigos enviados por SMS ou email.
Mantenha software atualizado
Sistemas operacionais e aplicativos atualizados ajudam a reduzir vulnerabilidades exploráveis.
Modus operandi do ShinyHunters
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+311 mil seguidores
O grupo UNC6040, ou ShinyHunters, é conhecido por ataques massivos a bancos de dados corporativos. Seu foco está em dados valiosos que possam ser reutilizados em golpes de engenharia social e ataques de phishing.
Além do Google, o grupo já foi associado a vazamentos de empresas de tecnologia, e-commerce e serviços online, sempre buscando dados de contato e credenciais de acesso.
Proteção contra ataques em nuvem
No caso específico do Google Cloud, a técnica de “dangling buckets” consiste em aproveitar endpoints antigos ou mal configurados. Os criminosos podem usar esses acessos para injetar malwares ou coletar informações sensíveis.
Medidas preventivas para nuvem
- Revisar periodicamente permissões de acesso a buckets de armazenamento.
- Evitar expor dados desnecessários publicamente.
- Implementar monitoramento de atividades suspeitas em ambientes de nuvem.
Lições para empresas e usuários
O caso do Google evidencia que a cibersegurança não depende apenas de tecnologia, mas também de educação digital. Treinar funcionários para identificar tentativas de phishing e manter protocolos de autenticação modernos é essencial.
Usuários comuns também devem manter cautela: nunca clique em links suspeitos, sempre verifique remetentes de emails e habilite métodos de autenticação adicionais.
A combinação de tecnologia, boas práticas e conscientização reduz significativamente os riscos de ataques como o perpetrado pelo ShinyHunters.
Cenário futuro

Com ataques cada vez mais sofisticados e uso de dados roubados em golpes direcionados, empresas e usuários precisam reforçar a proteção digital. O Google segue monitorando a situação e recomenda atenção redobrada aos contatos não solicitados.
O crescimento de ataques em 2025 demonstra que ameaças cibernéticas não vão diminuir; pelo contrário, técnicas de engenharia social e exploração de falhas humanas tendem a evoluir, exigindo medidas preventivas mais rigorosas.
Conclusão
O ataque do ShinyHunters ao Google evidencia vulnerabilidades críticas em bancos de dados e na interação humana com a tecnologia. Medidas simples como autenticação em duas etapas, verificação periódica de segurança e atenção redobrada a contatos não solicitados podem prevenir que informações pessoais e corporativas sejam exploradas por criminosos.
A lição é clara: segurança digital não é apenas responsabilidade das empresas, mas também de cada usuário que interage com serviços online.
