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Governador ‘peita’ Lula e vai manter escolas cívico-militares; entenda

Ministérios do governo Lula anunciaram o encerramento do programa de ensino de escola cívico-militares, porém governadores discordam. Veja!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Lula com semblante sério segurando um óculos de grau com a haste dele encostando no queixo, após decidir finalizar o projeto de escolas cívico-militares

O governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva anunciou o encerramento do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), criado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que seguirá com o projeto através de um decreto que deverá ampliar o alcance do ensino. 

Através de sua página nas redes sociais, o governador – que foi ministro de Infraestrutura do governo passado – publicou: “Fui aluno de Colégio Militar e sei da importância de um ensino de qualidade e como é preciso que a escola transmita valores corretos para os nossos jovens.”.

Além dele, outros governadores se manifestaram contrários à decisão da gestão federal, como por exemplo Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, e Ratinho Jr. (PSD), do Paraná. Ambos disseram que darão continuidade ao Pecim, e, assim como Tarcísio, apoiaram o ex-presidente Bolsonaro na disputa eleitoral pela Presidência.

Extinção do programa de escolas cívico-militares

A decisão de encerrar o programa que promove escolas cívico-militares veio do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Defesa. Os órgãos encaminharam um documento aos secretários estaduais de Educação, a fim de extinguir o ensino até o final do presente ano letivo.

Conforme aponta o MEC, haverá uma desmobilização das forças armadas nos colégios vinculados ao Pecim. Além disso, o MEC adotará medidas que possibilitam o encerramento do ano, respeitando as necessidades dos trabalhos e atividades educativas.

Motivos por trás do encerramento do Pecim pelo governo Lula

Para o encerramento do Pecim, o MEC apontou quatro motivos principais:

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  • Desvio de finalidade das Forças Armadas;
  • Problema de execução orçamentária;
  • Falta de coesão com o sistema de ensino brasileiro;
  • Modelo didático-pedagógico. 

Em seu primeiro ano de mandato (2019), o ex-presidente Jair Bolsonaro criou o programa de ensino cívico-militar. A nova decisão afetará mais de 200 escolas em todo o país que aderiram ao modelo nos últimos anos, porém a finalização do programa não representa o fim de todas as escolas militares.

Imagem: Isaac Fontana / Shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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