O governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva anunciou o encerramento do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), criado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que seguirá com o projeto através de um decreto que deverá ampliar o alcance do ensino.
Governador ‘peita’ Lula e vai manter escolas cívico-militares; entenda
Ministérios do governo Lula anunciaram o encerramento do programa de ensino de escola cívico-militares, porém governadores discordam. Veja!
Através de sua página nas redes sociais, o governador – que foi ministro de Infraestrutura do governo passado – publicou: “Fui aluno de Colégio Militar e sei da importância de um ensino de qualidade e como é preciso que a escola transmita valores corretos para os nossos jovens.”.
Além dele, outros governadores se manifestaram contrários à decisão da gestão federal, como por exemplo Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, e Ratinho Jr. (PSD), do Paraná. Ambos disseram que darão continuidade ao Pecim, e, assim como Tarcísio, apoiaram o ex-presidente Bolsonaro na disputa eleitoral pela Presidência.
Extinção do programa de escolas cívico-militares
A decisão de encerrar o programa que promove escolas cívico-militares veio do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Defesa. Os órgãos encaminharam um documento aos secretários estaduais de Educação, a fim de extinguir o ensino até o final do presente ano letivo.
Conforme aponta o MEC, haverá uma desmobilização das forças armadas nos colégios vinculados ao Pecim. Além disso, o MEC adotará medidas que possibilitam o encerramento do ano, respeitando as necessidades dos trabalhos e atividades educativas.
Motivos por trás do encerramento do Pecim pelo governo Lula
Para o encerramento do Pecim, o MEC apontou quatro motivos principais:
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- Desvio de finalidade das Forças Armadas;
- Problema de execução orçamentária;
- Falta de coesão com o sistema de ensino brasileiro;
- Modelo didático-pedagógico.
Em seu primeiro ano de mandato (2019), o ex-presidente Jair Bolsonaro criou o programa de ensino cívico-militar. A nova decisão afetará mais de 200 escolas em todo o país que aderiram ao modelo nos últimos anos, porém a finalização do programa não representa o fim de todas as escolas militares.
Imagem: Isaac Fontana / Shutterstock.com
