Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Governo age na surdina para conseguir dinheiro e pagar os auxílios

%Resumo% O governo solicitou às principais estatais o adiantamento de seus rendimentos para pagar os auxílios

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
Paulo Guedes quer vender as praias brasileiras?

 

Tempo estimado de leitura: 4 minutos

Após a aprovação da PEC dos Auxílios, com o custo estimado em R$ 41,25 bilhões, o Governo Federal pediu às principais estatais, Banco do Brasil, Petrobras, BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e Caixa Econômica Federal, a antecipação dos dividendos arrecadados que seriam pagos somente em 2023. É uma medida para custear os pagamentos dos auxílios. 

O mercado financeiro reagiu negativamente diante da aprovação da medida, uma vez que o montante extrapola o teto de gastos do governo. Além dos auxílios, houve também a desoneração dos combustíveis. Para amenizar a situação, o governo busca novas formas de adquirir receitas.

Governo pede que estatais aumentem repasses

A legislação promulgada vai contra às principais regras da conta pública, como a meta fiscal e a compensação orçamentária. A redução do ICMS (Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) também infringe uma série de pontos da Lei de Responsabilidade Fiscal. 

Diante desse cenário, o governo propôs que as quatro principais estatais aumentassem os repasses aos seus acionistas, de forma que se aproxime do lucro obtido pelo BNDES. Além disso, questionou a periodicidade do pagamento semestral a fim de que ele passe a acontecer trimestralmente. 

A Caixa Econômica Federal e o BNDES são os únicos que realizam os pagamentos a cada seis meses. A Petrobras já faz os repasses trimestralmente. E, o Banco do Brasil afirmou que não será possível atender a essa demanda. 

O governo já tem garantido pelo BNDES, referente aos lucros de 2020 e 2021, um total de R$ 18,9 bilhões. No entanto, o custo da PEC e da redução do ICMS sobre os combustíveis somam R$ 57,76 bilhões. 

Resposta das estatais 

De acordo com a Folha de S. Paulo, o BNDES anunciou que o pedido do governo federal está em análise. Já a petroleira respondeu e afirmou que a proposta já constava em sua política de remuneração dos acionistas. 

O Banco do Brasil justificou a negação da solicitação ao afirmar que a instituição financeira já paga os acionistas seguindo as normas estabelecidas em lei.

A Caixa Econômica Federal ainda não apresentou nenhum retorno neste sentido.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Corte de gastos impactam saúde e educação

A fim de cumprir o teto de gastos de 2022, foram bloqueados R$ 6,7 bilhões do Orçamento. Esse corte, segundo Esteves Colnago, secretário especial do Tesouro e Orçamento, afetará os Ministérios da Saúde e da Educação. Afirmou ainda, que como os orçamentos dessas pastas são maiores, é natural o contingenciamento. 

Para além do orçamento, a redução da arrecadação do ICMS pelos estados também impacta diretamente essas áreas, uma vez que a tributação é destinada em partes para a área da saúde e da educação nas unidades federativas.

Enfim, quer ficar por dentro de tudo o que acontece no mundo das finanças? 

Então nos siga no canal do YouTube e em nossas redes sociais, como o Facebook, Twitter, Twitch e Instagram. Assim, você acompanhará tudo sobre bancos digitais, cartões de crédito, empréstimos, fintechs e matérias relacionadas ao mundo das finanças.

Imagem: A.RICARDO / Shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

Topicos relacionados