Nesta terça-feira (27), o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo eleito precisa de um tempo maior para analisar o “imposto zero” sobre combustíveis na nova gestão.
Governo eleito afirma necessitar de tempo para analisar “imposto zero” sobre combustíveis
O novo ministro pediu o bloqueio da prorrogação da Medida Provisória que determina o "imposto zero" para os anos seguintes.
Dessa forma, o novo ministro pediu o bloqueio da prorrogação da desoneração para os anos seguintes. Assim, os impostos federais sobre os combustíveis devem aumentar a partir de janeiro de 2023.
O governo de Jair Bolsonaro (PL), com apoio do Congresso Nacional, zerou os impostos federais até o final de dezembro com o objetivo de frear a inflação no país.
Dessa forma, a continuidade do “imposto zero” precisa de uma edição na Medida Provisória (MP) pelo novo governo para ser continuada.
Imposto sobre combustíveis deve subir em janeiro
A legislação atual prevê as alíquotas zeradas do PIS/Pasep e do Cofins sobre os combustíveis no país até o dia 31 de dezembro.
Para a gasolina, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) também recebeu isenção do imposto até o final de 2022.
De acordo com Haddad, o pedido de não prorrogar a MP foi aceito pelo novo governo petista. Dessa forma, a partir de 1º de janeiro os impostos federais que incidem sobre os combustíveis deverão subir.
Para o novo Ministro da Fazenda, o governo precisa de um tempo maior para realizar a análise sobre as variáveis da isenção do imposto. Segundo Haddad:
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“Medidas que podem ser tomadas em janeiro, não precisam ser tomadas de forma açodada agora. Vamos aguardar a nomeação da Petrobras, nós temos a expectativa em relação a muitas variáveis que impactam essa decisão: a trajetória do dólar, do preço internacional do petróleo, uma série de coisas que vão acontecer”.
Segundo o novo ministro, o prazo para análise do imposto pode ser de 10, 15 dias ou um mês. “Pra gente não tomar nenhuma decisão açodada, o governo se abstém e a gente com calma vai ver”, ele disse.
Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil
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