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Governo muda regras do PIS/Pasep; veja quem pode ser afetado

Nova regra do PIS/Pasep começa em 2026 e pode reduzir número de beneficiários até 2035. Entenda quem será afetado.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
PIS/Pasep

O abono salarial do PIS/Pasep entrou oficialmente em uma nova fase em 2026. Uma nova medida adotada pelo governo federal modificou os critérios de acesso ao benefício e iniciou uma redução gradual no número de trabalhadores aptos a receber o pagamento nos próximos anos.

A alteração já está em vigor e afeta principalmente trabalhadores com carteira assinada que recebem salários próximos ao limite atual do programa. Embora o corte não aconteça imediatamente, especialistas alertam que milhões de brasileiros poderão perder o acesso ao benefício até 2035.

O tema ganhou repercussão porque o PIS/Pasep representa uma renda extra importante para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos em todo o país.

O que mudou?

Leia mais: INSS inicia pagamento do 13º para quem recebe acima do piso

Até 2025, a regra do abono salarial considerava o limite de até dois salários mínimos de renda média mensal no ano-base para garantir o direito ao benefício.

Na prática, isso significava que o teto acompanhava automaticamente os reajustes do salário mínimo nacional.

A partir de 2026, porém, essa lógica mudou.

O limite deixou de ser vinculado diretamente ao salário mínimo e passou a ser corrigido apenas pela inflação oficial medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado pelo IBGE.

Essa diferença parece pequena à primeira vista, mas provoca um impacto relevante no longo prazo.

Por que a nova regra reduz os beneficiários?

O salário mínimo costuma ter reajustes acima da inflação em alguns anos, especialmente quando existe política de valorização salarial. Já o INPC apenas acompanha a alta dos preços.

Com isso, o teto do PIS/Pasep crescerá mais lentamente do que os salários ao longo do tempo.

Na prática, trabalhadores que hoje ainda conseguem receber o abono podem ultrapassar o limite futuramente, mesmo sem aumento real significativo de renda.

Segundo a previsão oficial do governo, até 2035 o programa deverá atender apenas trabalhadores com renda média de até um salário mínimo e meio.

Isso significa uma redução gradual da faixa de elegibilidade.

Quem pode ser afetado pela mudança?

Os trabalhadores mais afetados tendem a ser aqueles que recebem salários próximos do teto atual do programa.

Entre os grupos que podem perder o benefício nos próximos anos estão:

  • Trabalhadores formais da iniciativa privada;
  • Funcionários do comércio e serviços;
  • Trabalhadores industriais com reajustes salariais anuais;
  • Servidores públicos enquadrados no Pasep;
  • Empregados que atualmente recebem entre 1,5 e 2 salários mínimos.

Para quem recebe próximo ao limite, pequenos reajustes salariais já poderão ser suficientes para ultrapassar o teto futuramente.

Como será a transição até 2035?

A redução do alcance do programa acontecerá de forma gradual.

O governo não fará uma exclusão direta de trabalhadores já cadastrados. O encolhimento ocorrerá porque o teto crescerá em ritmo menor do que os salários médios da economia.

Na prática:

  • Menos trabalhadores conseguirão permanecer dentro do limite;
  • O número de beneficiários deverá cair ano após ano;
  • O programa ficará mais concentrado em trabalhadores de renda mais baixa.

Especialistas avaliam que essa mudança faz parte de um movimento de contenção de despesas públicas e reorganização dos gastos do FAT.

Calendário do PIS/Pasep continua igual?

Sim. O modelo de pagamento continua organizado conforme o mês de nascimento do trabalhador.

Os depósitos começaram em fevereiro de 2026 e seguem disponíveis para saque até 30 de dezembro.

A consulta pode ser feita pelos seguintes canais:

O que muda?

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Para milhões de brasileiros, o abono salarial funciona como um complemento importante do orçamento familiar.

O dinheiro costuma ser usado para:

  • Pagamento de contas;
  • Compra de material escolar;
  • Quitação de dívidas;
  • Compras básicas;
  • Formação de reserva financeira.

Com a nova regra, cresce a importância de acompanhar anualmente os critérios do benefício.

Quem atualmente ainda está dentro do teto poderá deixar de receber futuramente mesmo mantendo praticamente o mesmo padrão salarial.

Governo pretende acabar com o PIS/Pasep?

Não. O programa continuará existindo.

O que muda é o alcance do benefício.

O objetivo da nova política é restringir gradualmente o pagamento para trabalhadores de renda mais baixa, reduzindo o número total de beneficiários ao longo dos próximos anos.

Até o momento, não existe previsão oficial de extinção do abono salarial.

Como saber se ainda tenho direito ao benefício?

O trabalhador deve acompanhar anualmente:

  • O teto de renda atualizado;
  • O calendário oficial;
  • O envio correto das informações pelo empregador;
  • A situação cadastral no PIS/Pasep.

Considerações finais

A mudança nas regras do PIS/Pasep marca uma transformação importante no abono salarial brasileiro.

Para quem depende desse valor anual para reforçar o orçamento, a recomendação é acompanhar de perto as atualizações do programa, consultar os canais oficiais e verificar anualmente se ainda permanece dentro das regras exigidas.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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