O abono salarial do PIS/Pasep entrou oficialmente em uma nova fase em 2026. Uma nova medida adotada pelo governo federal modificou os critérios de acesso ao benefício e iniciou uma redução gradual no número de trabalhadores aptos a receber o pagamento nos próximos anos.
Governo muda regras do PIS/Pasep; veja quem pode ser afetado
Nova regra do PIS/Pasep começa em 2026 e pode reduzir número de beneficiários até 2035. Entenda quem será afetado.
A alteração já está em vigor e afeta principalmente trabalhadores com carteira assinada que recebem salários próximos ao limite atual do programa. Embora o corte não aconteça imediatamente, especialistas alertam que milhões de brasileiros poderão perder o acesso ao benefício até 2035.
O tema ganhou repercussão porque o PIS/Pasep representa uma renda extra importante para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos em todo o país.
O que mudou?
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Até 2025, a regra do abono salarial considerava o limite de até dois salários mínimos de renda média mensal no ano-base para garantir o direito ao benefício.
Na prática, isso significava que o teto acompanhava automaticamente os reajustes do salário mínimo nacional.
A partir de 2026, porém, essa lógica mudou.
O limite deixou de ser vinculado diretamente ao salário mínimo e passou a ser corrigido apenas pela inflação oficial medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado pelo IBGE.
Essa diferença parece pequena à primeira vista, mas provoca um impacto relevante no longo prazo.
Por que a nova regra reduz os beneficiários?
O salário mínimo costuma ter reajustes acima da inflação em alguns anos, especialmente quando existe política de valorização salarial. Já o INPC apenas acompanha a alta dos preços.
Com isso, o teto do PIS/Pasep crescerá mais lentamente do que os salários ao longo do tempo.
Na prática, trabalhadores que hoje ainda conseguem receber o abono podem ultrapassar o limite futuramente, mesmo sem aumento real significativo de renda.
Segundo a previsão oficial do governo, até 2035 o programa deverá atender apenas trabalhadores com renda média de até um salário mínimo e meio.
Isso significa uma redução gradual da faixa de elegibilidade.
Quem pode ser afetado pela mudança?
Os trabalhadores mais afetados tendem a ser aqueles que recebem salários próximos do teto atual do programa.
Entre os grupos que podem perder o benefício nos próximos anos estão:
- Trabalhadores formais da iniciativa privada;
- Funcionários do comércio e serviços;
- Trabalhadores industriais com reajustes salariais anuais;
- Servidores públicos enquadrados no Pasep;
- Empregados que atualmente recebem entre 1,5 e 2 salários mínimos.
Para quem recebe próximo ao limite, pequenos reajustes salariais já poderão ser suficientes para ultrapassar o teto futuramente.
Como será a transição até 2035?
A redução do alcance do programa acontecerá de forma gradual.
O governo não fará uma exclusão direta de trabalhadores já cadastrados. O encolhimento ocorrerá porque o teto crescerá em ritmo menor do que os salários médios da economia.
Na prática:
- Menos trabalhadores conseguirão permanecer dentro do limite;
- O número de beneficiários deverá cair ano após ano;
- O programa ficará mais concentrado em trabalhadores de renda mais baixa.
Especialistas avaliam que essa mudança faz parte de um movimento de contenção de despesas públicas e reorganização dos gastos do FAT.
Calendário do PIS/Pasep continua igual?
Sim. O modelo de pagamento continua organizado conforme o mês de nascimento do trabalhador.
Os depósitos começaram em fevereiro de 2026 e seguem disponíveis para saque até 30 de dezembro.
A consulta pode ser feita pelos seguintes canais:
- Aplicativo Carteira de Trabalho Digital;
- Portal Gov.br;
- Aplicativo Caixa Trabalhador;
- Central Alô Trabalho 158.
O que muda?
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Para milhões de brasileiros, o abono salarial funciona como um complemento importante do orçamento familiar.
O dinheiro costuma ser usado para:
- Pagamento de contas;
- Compra de material escolar;
- Quitação de dívidas;
- Compras básicas;
- Formação de reserva financeira.
Com a nova regra, cresce a importância de acompanhar anualmente os critérios do benefício.
Quem atualmente ainda está dentro do teto poderá deixar de receber futuramente mesmo mantendo praticamente o mesmo padrão salarial.
Governo pretende acabar com o PIS/Pasep?
Não. O programa continuará existindo.
O que muda é o alcance do benefício.
O objetivo da nova política é restringir gradualmente o pagamento para trabalhadores de renda mais baixa, reduzindo o número total de beneficiários ao longo dos próximos anos.
Até o momento, não existe previsão oficial de extinção do abono salarial.
Como saber se ainda tenho direito ao benefício?
O trabalhador deve acompanhar anualmente:
- O teto de renda atualizado;
- O calendário oficial;
- O envio correto das informações pelo empregador;
- A situação cadastral no PIS/Pasep.
Considerações finais
A mudança nas regras do PIS/Pasep marca uma transformação importante no abono salarial brasileiro.
Para quem depende desse valor anual para reforçar o orçamento, a recomendação é acompanhar de perto as atualizações do programa, consultar os canais oficiais e verificar anualmente se ainda permanece dentro das regras exigidas.
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