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Governo não vai usar mais o seguro-desemprego para pagar redução de salário e jornada

O seguro-desemprego não será mais utilizado para pagamento da jornada de trabalho. Entenda a proposta e o porquê dela ocorrer!

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Com a falta de ajuda dentro do governo para realizar mudanças no seguro-desemprego, a equipe econômica fez uma mudança de estratégia para que saia do papel o BEm (Benefício Emergencial),  programa que permitirá novos acordos para que seja reduzida a jornada e salário, ou haja a suspensão do contrato de trabalhadores.

O novo objetivo é buscar recursos no próprio orçamento, o que seria uma tarefa difícil perante o momento de aperto enfrentado pelo mercado. Com isso, os integrantes da equipe econômica do governo já permitem que seja aberto um crédito extraordinário, fora do teto de gastos, com intuito de bancar o programa proposto.

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Alteração no seguro-desemprego é tida como prioridade

O governo supõe que essa nova rodada de reduções deve alcançar, aproximadamente, de 2,7 milhões até 3 milhões de trabalhadores. O Benefício Emergencial, que é pago como uma compensação por perda salarial, custará entre R$ 5,8 bilhões e R$ 6,5 bilhões.

Essa alteração no seguro-desemprego ficou na “ordem de prioridades” do governo para financiar o BEm, logo após não ter sido recebida da melhor maneira entre os economistas e centrais sindicais. Diversos técnicos da área econômica comentaram sobre o momento não ser apropriado para mudanças, pois há grande risco de ocorrer um aumento de desemprego.

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A proposta de mudança incluía uma previsão de parcelas com corte de 10% em cada mês, juntamente a uma maior carência que propiciasse acesso ao benefício após o segundo pedido. Por enquanto, o custo das parcelas do seguro é fixo em todos os meses.

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Imagem: Renato P Castilho / Shutterstock.com

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