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Governo pretende criar ‘Pix dos impostos’ com os bancos; saiba mais sobre a proposta

Ministério da Fazenda lança debate sobre o split payment, o pix dos impostos, mudando a arrecadação de tributos no Brasil. Confira os detalhes!

Bruna MachadoPor Bruna Machado7 min de leitura
Tributa

O Ministério da Fazenda está prestes a dar um grande passo na modernização do sistema tributário brasileiro. Em agosto, será instalado um grupo técnico de trabalho para discutir a criação do ”Pix dos impostos”, o split payment, uma inovação que promete mudar a forma como os tributos são arrecadados no país.

Esse novo sistema, parte da reforma tributária, prevê a arrecadação automática de impostos no momento do pagamento, dividindo o valor entre o vendedor e o governo.

O debate será liderado pela Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária, sob a direção de Bernard Appy, e reunirá importantes entidades do setor financeiro e de serviços, como a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e a CNS (Confederação Nacional de Serviços).

Pix dos impostos: O que é o split payment?

pix dos impostos
Imagem: Bru-nO/Pixabay

O split payment, também conhecido como “PIX dos impostos”, é um sistema que visa simplificar e tornar mais eficiente a arrecadação de tributos.

Ao realizar uma transação, o valor do imposto é automaticamente separado e enviado diretamente ao Fisco, enquanto o restante é repassado ao vendedor.

Esse método é amplamente utilizado em diversos países que adotam o IVA (Imposto sobre Valor Agregado), ajudando a reduzir a sonegação fiscal e aumentando a formalidade nas operações comerciais.

A implementação do split payment está prevista para 2026, e apesar de pedidos para adiamento, o governo mantém firme seu cronograma.

Benefícios e desafios

Entre os benefícios esperados com a implementação do split payment estão a diminuição da sonegação fiscal e a agilidade na arrecadação de tributos. No entanto, há desafios significativos a serem superados, especialmente no desenvolvimento da tecnologia necessária para integrar sistemas financeiros e fiscais.

A Febraban aponta a necessidade de discutir questões pendentes, como os custos de desenvolvimento do sistema, a remuneração pelo serviço de arrecadação e os limites de responsabilização.

“Estamos prontos a dialogar da melhor forma possível sobre os pontos ainda pendentes de regulamentação”, afirma a entidade em nota.

Impacto no setor empresarial

O meio empresarial tem elogiado a proposta, mas também expressa preocupações. Um dos principais pontos de crítica é o impacto que o desconto imediato de impostos pode ter sobre o capital de giro das empresas.

Para mitigar esse efeito, o governo sugere alternativas como o uso de boletos bancários com prazo de 30 dias e o parcelamento no cartão de crédito, onde os tributos incidirão sobre cada parcela.

Próximos passos do Pix dos impostos

A discussão sobre o Pix dos impostos segue para o Senado, onde o projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça. O relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), já está trabalhando em um cronograma de atividades, incluindo audiências públicas para ouvir os setores empresariais. A expectativa é que o Senado mantenha a proposta original, com possíveis ajustes técnicos.

A implementação do split payment representa uma mudança significativa no sistema tributário brasileiro, com potencial para modernizar e tornar mais eficiente a arrecadação de tributos. No entanto, a colaboração entre governo e setor privado será crucial para enfrentar os desafios e garantir o sucesso dessa iniciativa inovadora.

O Pix dos impostos promete transformar a forma como os tributos são arrecadados no Brasil, trazendo benefícios como a redução da sonegação fiscal e maior eficiência na arrecadação. Contudo, o sucesso dessa implementação dependerá de uma cuidadosa colaboração entre o governo e o setor privado, garantindo que todas as questões técnicas e operacionais sejam devidamente tratadas.

www.seunegocio.com.br/revolucao-tributaria-split-payment

Revolução Tributária: Descubra Como o Novo Split Payment Vai Transformar Seu Negócio!

O Ministério da Fazenda está prestes a dar um grande passo na modernização do sistema tributário brasileiro. Em agosto, será instalado um grupo técnico de trabalho para discutir a criação do split payment, uma inovação que promete mudar a forma como os tributos são arrecadados no país. Esse novo sistema, parte da reforma tributária, prevê a arrecadação automática de impostos no momento do pagamento, dividindo o valor entre o vendedor e o governo.

O debate será liderado pela Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária, sob a direção de Bernard Appy, e reunirá importantes entidades do setor financeiro e de serviços, como a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e a CNS (Confederação Nacional de Serviços). A implementação do split payment está prevista para 2026, e apesar de pedidos para adiamento, o governo mantém firme seu cronograma.

O Que é o Split Payment?

O split payment, também conhecido como “PIX dos impostos”, é um sistema que visa simplificar e tornar mais eficiente a arrecadação de tributos. Ao realizar uma transação, o valor do imposto é automaticamente separado e enviado diretamente ao Fisco, enquanto o restante é repassado ao vendedor. Esse método é amplamente utilizado em diversos países que adotam o IVA (Imposto sobre Valor Agregado), ajudando a reduzir a sonegação fiscal e aumentando a formalidade nas operações comerciais.

Benefícios e Desafios

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Entre os benefícios esperados com a implementação do split payment estão a diminuição da sonegação fiscal e a agilidade na arrecadação de tributos. No entanto, há desafios significativos a serem superados, especialmente no desenvolvimento da tecnologia necessária para integrar sistemas financeiros e fiscais.

A Febraban aponta a necessidade de discutir questões pendentes, como os custos de desenvolvimento do sistema, a remuneração pelo serviço de arrecadação e os limites de responsabilização. “Estamos prontos a dialogar da melhor forma possível sobre os pontos ainda pendentes de regulamentação”, afirma a entidade em nota.

Impacto no Setor Empresarial

O meio empresarial tem elogiado a proposta, mas também expressa preocupações. Um dos principais pontos de crítica é o impacto que o desconto imediato de impostos pode ter sobre o capital de giro das empresas. Para mitigar esse efeito, o governo sugere alternativas como o uso de boletos bancários com prazo de 30 dias e o parcelamento no cartão de crédito, onde os tributos incidirão sobre cada parcela.

Próximos Passos

A discussão sobre o split payment segue para o Senado, onde o projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça. O relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), já está trabalhando em um cronograma de atividades, incluindo audiências públicas para ouvir os setores empresariais. A expectativa é que o Senado mantenha a proposta original, com possíveis ajustes técnicos.

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A implementação do split payment representa uma mudança significativa no sistema tributário brasileiro, com potencial para modernizar e tornar mais eficiente a arrecadação de tributos. No entanto, a colaboração entre governo e setor privado será crucial para enfrentar os desafios e garantir o sucesso dessa iniciativa inovadora.

Conclusão

O novo sistema de split payment promete transformar a forma como os tributos são arrecadados no Brasil, trazendo benefícios como a redução da sonegação fiscal e maior eficiência na arrecadação. Contudo, o sucesso dessa implementação dependerá de uma cuidadosa colaboração entre o governo e o setor privado, garantindo que todas as questões técnicas e operacionais sejam devidamente tratadas. Acompanhe as próximas etapas dessa revolução tributária e prepare-se para as mudanças que vêm por aí.

Nota da Febraban: “Ao aprovar o projeto de lei que regulamenta o IVA no Brasil, a Câmara dos Deputados deu um importante passo para a simplificação, redução de custos e a visibilidade dos cidadãos quanto à carga de impostos sobre o consumo de bens e serviços. Além disso, o projeto aprovado tornará mais clara a tributação incidente nos serviços prestados pelo setor financeiro. Uma inovação, que contou com o apoio direto do setor bancário, é a previsão de que as empresas que tomem empréstimos possam se creditar dos tributos das operações de crédito. Isso tem potencial de reduzir os custos das empresas com empréstimos e o preço dos bens e serviços. O setor bancário apoia a criação do split payment, que contribuirá para induzir a não cumulatividade plena do novo sistema tributário, com potencial de permitir creditar rapidamente às empresas os tributos pagos em todo o processo produtivo de bens e serviços. Nesse sentido, estamos prontos a dialogar da melhor forma possível sobre os pontos ainda pendentes de regulamentação, como o custeio do desenvolvimento do sistema, a remuneração pela prestação do serviço de arrecadação, limites de responsabilização, prazo de implementação e outras questões técnicas, operacionais e de segurança, que serão naturalmente tratadas para viabilizar o split payment.”

Imagem: Bru-nO/Pixabay

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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