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Governo envia projeto que aumenta limite de faturamento do MEI para R$ 110 mil

O governo federal encaminhou à Câmara dos Deputados um projeto de lei complementar que propõe mudanças importantes para os microempreendedores individuais (MEIs). Entre as principais novidades estão o aumento do limite anual de faturamento e a ampliação da quantidade de funcionários que poderão ser contratados. Caso seja aprovado pelo Congresso Nacional, o novo teto de […]

Avatar de Bruna Machado Bruna Machado · · 4 min de leitura
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O governo federal encaminhou à Câmara dos Deputados um projeto de lei complementar que propõe mudanças importantes para os microempreendedores individuais (MEIs). Entre as principais novidades estão o aumento do limite anual de faturamento e a ampliação da quantidade de funcionários que poderão ser contratados.

Caso seja aprovado pelo Congresso Nacional, o novo teto de receita bruta anual passará dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil já em 2027. O texto também prevê um novo reajuste para R$ 140 mil em 2028.

A proposta atende a uma reivindicação antiga dos pequenos empreendedores, que há anos pedem a atualização do limite de faturamento do regime simplificado.

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O que muda para o MEI

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O projeto enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva altera duas das principais regras do Microempreendedor Individual.

Novo limite de faturamento

Pela proposta, o faturamento máximo anual passará por duas etapas:

  • R$ 110 mil por ano a partir de 2027;
  • R$ 140 mil por ano em 2028.

Hoje, o limite permitido é de R$ 81 mil anuais, valor que está em vigor desde 2018.

Segundo o governo, a atualização busca acompanhar o crescimento da economia e corrigir a defasagem provocada pela inflação ao longo dos últimos anos.

Contratação de mais funcionários

Outra mudança importante diz respeito ao quadro de empregados.

Atualmente, o MEI pode contratar apenas um funcionário.

Com a aprovação do projeto, esse limite passará para dois empregados.

A medida pretende permitir que pequenos negócios ampliem suas atividades sem precisar deixar imediatamente o regime simplificado.

Por que o governo quer aumentar o teto do MEI

Segundo o Ministério do Empreendedorismo, o limite atual já não acompanha a realidade de muitos pequenos negócios.

Desde 2018, quando o teto foi fixado em R$ 81 mil, houve aumento dos custos de produção, inflação e crescimento natural das receitas de diversas atividades econômicas.

Como consequência, muitos empreendedores acabam ultrapassando o limite apenas devido ao reajuste dos preços, sendo obrigados a migrar para outro regime tributário.

A proposta busca evitar essa situação.

O projeto já está valendo?

Não.

Apesar de ter sido enviado ao Congresso Nacional, o texto ainda precisa cumprir diversas etapas antes de entrar em vigor.

Entre elas estão:

  • análise pelas comissões da Câmara dos Deputados;
  • votação pelos deputados;
  • apreciação no Senado Federal;
  • sanção presidencial.

Enquanto isso não ocorrer, continuam valendo as regras atuais do MEI.

Como fica o limite atualmente

Hoje, o Microempreendedor Individual deve observar alguns requisitos para permanecer enquadrado nessa categoria.

Entre eles estão:

  • faturamento anual de até R$ 81 mil;
  • contratação de apenas um empregado;
  • exercício de atividade permitida pela legislação do MEI.

Caso ultrapasse esses limites, o empreendedor pode precisar migrar para outro regime empresarial.

O que acontece se o projeto for aprovado

Se o texto for aprovado sem alterações, milhões de empreendedores poderão permanecer por mais tempo no regime do MEI.

Isso poderá reduzir a necessidade de desenquadramento para empresas que apresentaram crescimento moderado nos últimos anos.

Na prática, negócios que hoje correm o risco de ultrapassar o teto poderão continuar aproveitando as regras simplificadas do regime.

Por que muitos empreendedores defendem a atualização

Entidades representativas do setor afirmam que o limite atual perdeu parte de sua eficácia devido à inflação acumulada desde sua última atualização.

Em diversos segmentos, o aumento dos preços elevou o faturamento nominal das empresas sem que necessariamente houvesse crescimento real do negócio.

Com isso, muitos microempreendedores passaram a se aproximar do limite anual apenas pela recomposição dos preços.

Quais são as vantagens do MEI

O regime do Microempreendedor Individual oferece diversos benefícios aos pequenos empresários.

Entre eles estão:

Tributação simplificada

O pagamento dos tributos ocorre por meio de uma única guia mensal, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

Formalização

O empreendedor passa a possuir CNPJ e pode emitir notas fiscais quando necessário.

Acesso à Previdência

O pagamento mensal garante acesso a benefícios previdenciários, desde que cumpridos os requisitos legais.

Facilidade para abrir o negócio

O processo de formalização costuma ser rápido e realizado pela internet.

O que os empreendedores devem fazer agora

Neste momento, nenhuma providência é necessária.

As regras atuais continuam em vigor até que o projeto seja aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado.

Por isso, os microempreendedores devem continuar observando o limite anual de R$ 81 mil, além das demais exigências previstas para o enquadramento como MEI.

O que esperar da tramitação

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Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

O presidente da Câmara dos Deputados informou que o projeto será analisado pela comissão especial responsável por discutir mudanças nas regras do Microempreendedor Individual.

Como já existe outro projeto semelhante em tramitação desde 2021, a expectativa é que os parlamentares debatam conjuntamente as propostas para definir o novo modelo do regime.

Se aprovado, o aumento do limite de faturamento poderá beneficiar milhões de pequenos empresários, permitindo maior crescimento dos negócios sem a necessidade imediata de migração para regimes tributários mais complexos.

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