Os juros rotativos do cartão de crédito são uma preocupação constante entre os brasileiros e, inclusive, uma das principais causas de endividamento. Em vista disso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve adotar algumas medidas que irão reduzir essas taxas.
Por outro lado, ele não está considerando a adoção de tabelamento das taxas cobradas, nem a eliminação da modalidade de parcelamento sem juros, que é amplamente utilizada no comércio do Brasil.
Ademais, a notícia veio através do secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto. Veja, ao longo do texto por que os juros rotativos causam tantos prejuízos e como essa medida pode ser na prática.
Entenda o juros rotativo na prática
Os altos juros do rotativo do cartão de crédito têm sido objeto de atenção por parte da equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do Banco Central do Brasil e até mesmo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na prática, quando você não paga o valor integral da fatura do cartão de crédito até o vencimento, o valor restante entra no chamado crédito rotativo. Nesse caso, o emissor do cartão aplica uma taxa de juros sobre essa parcela em aberto.
Vamos considerar um exemplo para ilustrar o funcionamento dos juros rotativos do cartão de crédito. Suponha que o valor total da sua fatura tenha sido de R$ 1.000, mas você optou por pagar apenas o valor mínimo exigido, que foi de R$ 150.
Isso significa que você ficou com um saldo remanescente de R$ 850 para o próximo mês. Nesse caso, na próxima fatura, o valor de R$ 850 será acrescido dos juros rotativos, que costumam ser altos, e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Quais medidas podem ser adotadas pela Fazenda?
De modo resumido, o secretário da Fazenda apontou três medidas que podem garantir a redução do juros abusivo. Antes de mais nada, a população deve ser alertada sobre o impacto dos juros elevados, acima de 400% ao ano, no orçamento familiar.
De acordo com ele, a possibilidade de migrar a dívida do cartão para um banco que ofereça taxas de juros mais baixas pode ajudar a reduzir o custo financeiro. Além disso, melhorar o processo de análise para a concessão de crédito, estabelecendo critérios mais rigorosos, pode ajudar a evitar situações de endividamento excessivo.
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