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Grande fábrica brasileira fechada pode ser reaberta por empresa chinesa?

Um acordo entre Lula e empresários chineses pode resultar na instalação de uma fábrica em Camaçari, local de uma antiga fábrica brasileira.

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
ilustração de bandeira mista da China e do Brasil, renderização tridimensional

Um acordo entre o governo brasileiro e empresários chineses pode resultar na instalação de uma fábrica de carros elétricos em Camaçari, local em que antigamente pertencia à montadora norte-americana Ford. 

Desde janeiro de 2021, a Ford deixou os negócios no Brasil, durante o governo Bolsonaro, e decidiu que seu único complexo na América Latina seria localizado no país vizinho, a Argentina. 

Nesse sentido, a negociação entre Brasil e China deve acontecer no mês de março, quando o presidente Lula (PT) realizará uma visita a Pequim, capital chinesa. 

Fechamento da Ford em Camaçari

Na época, o encerramento da fábrica da Ford em Camaçari resultou na perda de quase 5 mil empregos formais. Além disso, a economia geral do município foi fortemente impactada e houve uma queda na arrecadação tributária. 

Os trabalhadores que se mudaram para o local, no intuito de trabalhar na fábrica, foram afetados. Assim, a produção industrial caiu rapidamente e até mesmo os setores de educação e imobiliário foram influenciados negativamente. 

A cidade é a quarta mais populosa da Bahia e é considerada um importante polo industrial para todo o Nordeste. As unidades nos municípios de Taubaté, em São Paulo, e Horizonte, no Ceará, também foram desativadas em 2021. 

Reabertura da fábrica da Ford?

Em suma, isso não significa uma reabertura da Ford. Pelo contrário, uma nova empresa chinesa, produtora de carros elétricos, deve ocupar seu lugar no polo industrial em Camaçari.

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Até o momento, não foram divulgados detalhes mais específicos sobre a empresa asiática que deve se instalar em território nacional. 

Mas uma coisa é certa. Caso Lula consiga firmar o acordo com os empresários, será um importante feito no que diz respeito à relação entre os dois países. Além desse acordo em questão, são esperadas outras negociações para setores como o agronegócio, tecnologia e infraestrutura. 

A viagem do chefe do Executivo à China deve acontecer no final do mês que vem. Nela, o ministro da Economia, Fernando Haddad, deve integrar a comitiva presidencial. 

Imagem: Daboost | shutterstock

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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