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Humoristas são investigados por rifas milionárias ilegais na internet

Humoristas são investigados depois de fazerem vários sorteios e rifas pela internet. Veja o quanto que eles ganharam com o esquema

Ana LuisaPor Ana Luisa2 min de leitura
Homem com maquiagem de palahço segurando dinheiro na frente do rosto

Alguns humoristas estão sendo investigados pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) por causa de rifas na internet. De acordo com o órgão, os envolvidos movimentaram milhões de reais em sorteios sem autorização e sem a divulgação dos ganhadores.

É comum encontrar influenciadores digitais que fazem sorteios e rifas online para engajar os seus seguidores. A ação não é ilegal, desde que siga as regras que a legislação brasileira determina, por exemplo, o registro do sorteio no órgão regulador.

Acontece que três humoristas do Tocantins usaram esse recurso para enganar seus seguidores e ganhar dinheiro. A operação “Tá no Grale” da Polícia Civil do Tocantins apreendeu carros de luxo, motos e bloquearam mais de R$ 600 mil.

Humoristas são investigados por lavagem de dinheiro

De acordo com o Ministério Público, os três humoristas teriam cometido os crimes de lavagem de dinheiro, infrações contra a Lei de Contravenções Penais e ocultação da origem do dinheiro.

Conforme as investigações, Hitalon Silva Bastos, Evoney Fernandes Macedo e Fábio Oliveira Neto conseguiram ganhar dinheiro ilicitamente com rifas ilegais, campanhas que não tinham vencedores e a não devolução do dinheiro dos participantes.

As informações da polícia são de que, entre maio de 2022 e fevereiro deste ano, o grupo fez 36 rifas online e movimentou cerca de R$ 4,5 milhões. Só os sorteios que o Evoney promoveu tiveram uma arrecadação de cerca de R$ 200 mil cada uma. Para os investigadores, ele ganhou R$ 3 milhões com o esquema.

Sorteios sem ganhadores

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O grupo de humoristas investigados sorteava, geralmente, celulares, videogames e quantias em dinheiro. Contudo, carros e motos também já foram prêmios do esquema. Das 36 rifas que o grupo fez até fevereiro, 12 não têm ganhador.

Os erros na promoção e realização dos sorteios eram tão evidentes que até o site que eles usavam para fazer os sorteios notou. Nesse caso, a plataforma baniu os influenciadores por não seguirem as diretrizes da empresa.

Imagem: Pressmaster/ shutterstock.com

Ana Luisa

Autor

Ana Luisa

Jornalista formada na UFV e redatora

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