Em uma operação levada à cabo em maio, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) aplicou R$ 47 milhões em multas, além de embargar diversas áreas desmatadas ilegalmente que, somadas, chegam a 7,4 mil hectares. O foco foi uma região ao sul de Lábrea, município amazonense.
Ibama aplica multa de R$ 47 milhões para desmatadores
Uma operação realizada recentemente pelo Ibama multou e apreendeu materiais de criminosos em uma área da Amazônia. Saiba mais
De acordo com a entidade, a área é o local de atuação de criminosos que desmatam terras irregularmente, partindo da Ponta do Abunã, em Porto Velho (RO), e caminhando mata adentro. A partir dos embargos, o objetivo do instituto é que haja uma regeneração natural do espaço florestal destruído.
Ibama apreende bens dos madeireiros
Assim, a ação confiscou, ao todo, 1033 cabeças de gado, 4.400 metros cúbicos de madeira serrada, 362 metros cúbicos de madeira em tora, cinco motores, duas motosserras e outros equipamentos usados para a destruição de biodiversidade.
O Ibama divulgou também que parte do material apreendido foi doado para a prefeitura de Acrelândia (AC), município que fica ao sul de Lábrea.
Ação conjunta
A operação foi protagonizada pelo Grupo de Combate ao Desmatamento na Amazônia (GCDA), responsável por fiscalizar planos de manejo e serrarias. Além disso, estão entre as suas atribuições o embargo de áreas e a identificação de novos locais de desmatamento.
Juntamente com o GCDA, estiveram na iniciativa representantes de outros cinco órgãos públicos:
- Polícia Rodoviária Federal (PRF);
- Prefeitura de Acrelândia;
- Polícia Militar de Rondônia;
- Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre);
- Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen).
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Área é um grande alvo
Uma pesquisa divulgada em novembro de 2022 pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais) indicou que o município de Lábrea foi o campeão de desmatamento no país entre julho e outubro do ano passado. Apenas nesse período, a região registrou mais de 209 quilômetros quadrados de desmatamento.
À época, o Observatório do Clima divulgou uma possível explicação para o desmatamento da área. De acordo com a entidade, a reconstrução da BR-319 (Manaus-Porto Velho), uma das obras consideradas prioritárias por Bolsonaro durante seu governo, contribuiu para intensificar a destruição da floresta no local.
Imagem: Tarcisio Schnaider/ shutterstock.com
