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Carrefour (CRFB3) puxa alta do Ibovespa, que atinge 126 mil pontos; dólar recua para R$ 5,76

O Ibovespa registrou alta de 0,76%, impulsionado por commodities e desaceleração da inflação. Conheça os destaques e o impacto das decisões!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
carrefour

O Ibovespa (IBOV), principal índice da bolsa brasileira, registrou o segundo dia consecutivo de alta nesta terça-feira (11), fechando com um ganho de 0,76%, aos 126.521,66 pontos. O desempenho foi impulsionado principalmente pela alta das commodities e pela desaceleração da inflação, que afetou as expectativas dos investidores. A reação do mercado foi positiva, embora as tensões externas, como as ameaças comerciais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre tarifas para aço e alumínio, tenham ficado em segundo plano.

Neste artigo, vamos analisar o que gerou os destaques do dia, incluindo a alta do Ibovespa, a performance do dólar e as influências internas e externas que impactaram o mercado financeiro.

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Imagem: Bro Crock / shutterstock.com

O cenário doméstico: desaceleração da inflação e os impactos no Ibovespa

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação brasileira, apresentou uma desaceleração em janeiro, subindo 0,16%, bem abaixo da alta de 0,52% em dezembro de 2023. Embora o IPCA anual tenha sido de 4,56%, ainda acima do teto da meta de inflação estabelecido pelo governo, o índice sinaliza que a inflação está desacelerando.

Desaceleração da inflação: um alívio para os investidores

A inflação mais baixa ajudou a impulsionar o mercado, uma vez que os investidores estavam aguardando sinais de que os preços estariam se estabilizando. O Bank of America (BofA) atribuiu a desaceleração do IPCA, principalmente, ao desconto nas tarifas residenciais de energia elétrica, conhecido como bônus de Itaipu.

Os economistas do BofA afirmaram que, embora a atividade econômica tenha mostrado sinais de desaceleração em dados recentes, o desemprego segue em níveis muito baixos. Isso significa que a relação entre uma atividade mais lenta e uma inflação mais baixa pode demorar para se traduzir em efeitos mais profundos no mercado.

Os destaques do Ibovespa

Entre os destaques do Ibovespa, algumas ações se sobressaíram pela forte valorização. Carrefour Brasil (CRFB3), também conhecido como Atacadão, liderou os ganhos com uma impressionante alta de mais de 15% durante o pregão. Isso aconteceu após a Carrefour S.A, controladora da empresa, anunciar sua proposta de converter a operação brasileira em uma subsidiária integral, com a consequente saída da B3. O movimento foi bem recebido pelos investidores, que enxergaram uma possível reestruturação estratégica no mercado.

Setor de telecomunicações: TIM se destaca

As ações da TIM (TIMS3) também tiveram forte alta, impulsionadas pela divulgação de seu balanço financeiro. A operadora registrou um lucro líquido normalizado de R$ 1,06 bilhão, um aumento de 17,1% em relação ao mesmo período de 2023. O lucro superou as expectativas dos analistas, que projetavam um resultado de R$ 1 bilhão, de acordo com estimativas compiladas pela LSEG. Esse desempenho positivo também contribuiu para a alta do Ibovespa.

Os setores de commodities: Petrobras e Vale

Como de costume, o setor de commodities teve grande influência no desempenho do índice. A Petrobras (PETR4;PETR3), acompanhando a alta do petróleo, registrou uma alta no dia, refletindo a movimentação positiva do mercado global de energia.

Por outro lado, Vale (VALE3) teve um desempenho negativo, apesar de ser um dos grandes pilares do Ibovespa. A ação da mineradora caiu em meio a ajustes no preço do minério de ferro, impactado por fatores externos e pela volatilidade do mercado global.

As pressões externas: ameaças de tarifas comerciais de Trump

Embora o cenário interno tenha dado fôlego ao Ibovespa, o mercado também repercutiu com atenção as ameaças de Donald Trump sobre a imposição de tarifas de 25% sobre aço e alumínio importados para os Estados Unidos. Esse movimento poderia desencadear uma guerra comercial com possíveis impactos negativos nas relações comerciais internacionais e na economia global.

O impacto das tarifas sobre a economia global

A imposição de tarifas sobre produtos essenciais como aço e alumínio pode ter repercussões significativas para a inflação e para o crescimento econômico mundial. Agentes financeiros têm se mostrado cautelosos, temendo que essas tarifas possam prejudicar as exportações brasileiras e afetar as empresas que dependem da matéria-prima para seus processos produtivos.

No entanto, apesar dessas tensões, o Ibovespa conseguiu se manter em alta, já que as influências externas foram superadas por fatores internos mais positivos, como a desaceleração da inflação e a valorização das commodities.

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O dólar: queda no valor da moeda norte-americana

O dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações com queda de 0,31%, cotado a R$ 5,7678. Esse movimento foi uma consequência direta do otimismo no mercado brasileiro, impulsionado pela alta das commodities e pela desaceleração da inflação no Brasil.

O desempenho do real frente ao dólar

A queda do dólar reflete o enfraquecimento da moeda americana em relação ao real, em um cenário em que os investidores enxergam um cenário mais favorável para a economia brasileira, com expectativa de crescimento moderado, embora ainda acima das metas de inflação.

O mercado em Nova York: reações mistas

Ibovespa Banco Inter
Imagem: Antonio Salaverry / Shutterstock.com

Enquanto o Ibovespa se destacou positivamente, as bolsas em Nova York apresentaram resultados mistos. O Dow Jones subiu 0,28%, enquanto o S&P 500 teve uma leve alta de 0,03%. Já o Nasdaq caiu 0,36%, refletindo a cautela do mercado diante das declarações de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), sobre a política monetária dos Estados Unidos.

O Federal Reserve e a expectativa dos juros nos EUA

Em uma audiência no Senado, Powell afirmou que o Fed não tem pressa em cortar os juros, que estão entre 4,25% e 4,50% ao ano. O presidente do Banco Central dos Estados Unidos afirmou que a economia americana está forte e que, apesar dos sinais de desaceleração, não há necessidade de mudanças imediatas nas taxas de juros.

Essa postura mais cautelosa em relação aos juros gerou reações mistas no mercado, que ainda espera o índice de preços ao consumidor (CPI) de janeiro para calibrar as expectativas sobre a política monetária do Fed.

Imagem: Leonidas Santana / Shutterstock.com

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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