O Ibovespa começou o mês sob pressão diante da paralisação do governo dos Estados Unidos. O impasse político em Washington trouxe incertezas para os investidores e influenciou diretamente o humor dos mercados.
Ibovespa enfrenta incerteza com paralisação do governo dos EUA
Ibovespa recua em meio à paralisação do governo dos EUA. Entenda os impactos no mercado e saiba o que esperar. Leia mais agora!
Além disso, fatores internos como o avanço da reforma tributária no Senado também mexeram com as expectativas. Continue a leitura para entender os principais desdobramentos.
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Ibovespa reage à crise política nos EUA

A paralisação parcial do governo norte-americano, iniciada após divergências no Congresso sobre o orçamento, já gera impactos globais. Com agências federais paradas, mais de 750 mil servidores podem ser dispensados, custando ao país cerca de US$ 400 milhões por dia.
Entre os efeitos imediatos estão:
- Suspensão da divulgação de relatórios de emprego
- Atrasos em viagens aéreas
- Interrupção de pesquisas científicas
- Risco de cortes em programas sociais
Esse cenário eleva a percepção de risco e repercute nas bolsas internacionais, afetando diretamente o desempenho do Ibovespa.
Ibovespa e os reflexos no Brasil
Enquanto os EUA enfrentam turbulências, o Ibovespa encerrou a última sessão em leve queda de 0,07%, aos 146.237 pontos. Apesar da retração, o índice chegou a registrar máxima histórica nominal em 147.578 pontos durante o pregão.
- O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro em Nova Iorque, também recuou 0,10%.
- O dólar à vista fechou em R$ 5,32, com leve alta de 0,01%.
- Mesmo assim, no acumulado de setembro, a moeda americana caiu 1,83% frente ao real.
Esse desempenho mostra como o mercado brasileiro se mantém sensível ao cenário externo, mas ainda preserva fundamentos positivos.
Reforma tributária: avanço no Senado impacta Ibovespa
No campo interno, o Senado aprovou o último projeto que regulamenta a reforma tributária, estabelecendo regras para a cobrança do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e criando o Comitê Gestor.
O texto, relatado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), foi aprovado por 51 votos a 10, mas ainda precisa retornar à Câmara dos Deputados. Segundo Braga, a proposta resolve disputas entre governadores, prefeitos e empresas.
Esse avanço foi bem recebido pelos investidores, pois sinaliza maior clareza nas regras fiscais, fator essencial para a valorização do Ibovespa.
Mercados internacionais
Ásia
As bolsas asiáticas operaram em queda, refletindo o pessimismo global. O Nikkei japonês caiu para o nível mais baixo em três semanas, enquanto Hong Kong fechou em alta leve.
Europa
Na Europa, os principais índices abriram em território positivo, demonstrando resiliência frente à crise dos EUA.
Wall Street
Os futuros de Wall Street indicavam queda:
- Nasdaq: -0,66%
- S&P 500: -0,57%
- Dow Jones: -0,52%
Esse movimento reflete a apreensão dos investidores diante do impasse orçamentário.
Petróleo e commodities
O preço do petróleo também apresentou queda:
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- Brent: US$ 65,97 por barril (-0,09%)
- WTI: US$ 62,31 por barril (-0,10%)
Essa desvalorização impacta as empresas de energia listadas no Ibovespa, como Petrobras e outras do setor.
Criptomoedas
As criptomoedas seguem na contramão do pessimismo global:
- Bitcoin (BTC): +2,94%, cotado a US$ 116.261,79
- Ethereum (ETH): +3,10%, cotado a US$ 4.291,27
Esse movimento indica busca por ativos alternativos em meio à incerteza internacional.
Agenda econômica do dia
- Europa: PMI industrial e índice de preços ao consumidor
- EUA: Variação de empregos privados (ADP), estoques de petróleo bruto e PMI industrial
- Brasil: Fluxo cambial estrangeiro
No cenário político, o presidente Lula tem reuniões com ministros e representantes da indústria automotiva, enquanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ainda não divulgou compromissos oficiais.
O que esperar para o Ibovespa

O desempenho do Ibovespa dependerá de dois fatores principais:
- Avanços na reforma tributária no Congresso Nacional.
- Resolução do impasse político nos EUA, que pode evitar uma crise mais prolongada.
Até lá, os investidores devem adotar cautela e acompanhar os próximos desdobramentos tanto em Brasília quanto em Washington.
Com informações de: Money Times
