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Investimento em 2025: as ações que dispararam mais de 100% e as favoritas para 2026

Ibovespa ultrapassa 150 mil pontos em 2025, impulsionado por Cogna, Cury, Direcional e C&A. Veja análise técnica completa das ações.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa6 min de leitura
Ibovespa

O Ibovespa consolida em 2025 um dos períodos mais expressivos da Bolsa de Valores brasileira na última década. Pela primeira vez em sua história, o principal índice da B3 ultrapassou a marca simbólica dos 150 mil pontos, impulsionado por um conjunto de fatores econômicos e setoriais que reacenderam o otimismo dos investidores.

No acumulado do ano, o Ibovespa já registra uma alta superior a 25%, refletindo a recuperação da confiança, a redução gradual da taxa Selic e o fortalecimento dos setores ligados à economia interna, como educação, construção civil e varejo.

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Os motores da alta: setores domésticos e confiança no mercado

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

O ambiente econômico mais previsível e o controle da inflação têm favorecido o retorno de capital à Bolsa brasileira, especialmente em empresas que dependem da renda das famílias. A combinação entre juros mais baixos, crédito mais acessível e aumento no consumo reaqueceu os balanços de companhias voltadas ao mercado interno.

Entre as ações que se destacam nesse movimento, Cogna (COGN3), Cury (CURY3), Direcional (DIRR3) e C&A (CEAB3) figuram entre as maiores altas do ano. O desempenho extraordinário dessas empresas simboliza o novo ciclo de otimismo que domina o mercado em 2025.

Cogna (COGN3) lidera os ganhos com mais de 250% de valorização

A Cogna Educação é, sem dúvida, o grande destaque do Ibovespa em 2025. As ações da companhia acumulam alta de 254,28% no ano, reflexo direto da reestruturação operacional e da retomada vigorosa do setor de ensino privado no pós-pandemia.

Estrutura técnica sólida e tendência de alta contínua

A Cogna encerrou o mês de outubro com valorização de 11,98%, completando o terceiro mês consecutivo de ganhos. A ação mantém uma estrutura de topos e fundos ascendentes, o que indica a predominância da força compradora no curto e médio prazo.

O índice de força relativa (IFR 14) marca 75,13 pontos, situando o ativo em região de sobrecompra — o que sugere possíveis correções pontuais, sem alterar a tendência principal de alta.
Resistências: R$ 3,80; R$ 4,00; R$ 4,24; R$ 4,36; R$ 4,77.
Suportes: R$ 3,65; R$ 3,47; R$ 3,36; R$ 3,18; R$ 2,88; R$ 2,70.

Cury (CURY3) acompanha o boom imobiliário e dobra de valor

Outra ação em forte destaque é a da Cury Construtora, que reflete o vigor do setor imobiliário dentro do Ibovespa. Em 2025, o papel acumula alta de 114,13%, impulsionado pelo aumento das vendas, redução das taxas de financiamento e avanço do programa Minha Casa, Minha Vida.

Gráfico aponta consolidação e tendência de continuidade

A CURY3 encerrou outubro em R$ 34,98, muito próxima da máxima anual em R$ 35,31, nível que representa a principal resistência de curto prazo.

O IFR (14), em 72,01 pontos, indica sobrecompra, o que pode abrir espaço para ajustes laterais antes de novas altas. Ainda assim, a ação mantém tendência primária de alta, com forte sustentação das médias móveis.
Resistências: R$ 35,31; R$ 35,65; R$ 37,28; R$ 38,09; R$ 39,92; R$ 40,75.
Suportes: R$ 34,45; R$ 33,78; R$ 32,65; R$ 31,35; R$ 30,00; R$ 28,64.

Direcional (DIRR3) mantém trajetória de alta com mais de 110% no ano

Ibovespa
Imagem: Freepik

A Direcional Engenharia confirma o bom momento do setor de construção civil, acumulando alta de 112,31% em 2025. Outubro marcou o terceiro mês consecutivo de valorização, com ganho adicional de 5,01%.

Momento técnico positivo e suporte firme nas médias móveis

A DIRR3 segue em clara tendência de alta, apoiada por topos e fundos ascendentes e pelo suporte das médias móveis de 9 e 21 períodos.

Na última sessão, a ação encerrou próxima à máxima anual, em R$ 17,20, evidenciando a força compradora. O IFR (14) em 74,17 pontos sugere possível correção leve, mas o viés permanece altista enquanto os preços se mantiverem acima dos suportes principais.
Resistências: R$ 17,20; R$ 17,40; R$ 18,33; R$ 18,79; R$ 20,00.
Suportes: R$ 16,74; R$ 16,47; R$ 15,89; R$ 15,71; R$ 14,39; R$ 13,64.

C&A (CEAB3) passa por ajuste, mas mantém alta de 100% no ano

Após uma primeira metade de 2025 marcada por forte valorização, a C&A Modas entrou em movimento de correção. Mesmo assim, acumula alta de 106,59% no ano. Desde que atingiu a máxima histórica de R$ 21,30, em julho, o ativo trabalha dentro de um canal de consolidação.

Perspectiva técnica sugere retomada acima de R$ 16,30

O gráfico diário mostra que o ativo pode retomar força caso volte a superar R$ 16,30, enquanto a perda de R$ 14,72 abriria espaço para novas baixas.

O IFR (14), em 43,98 pontos, está em zona neutra, sem sinal claro de reversão, indicando estabilidade. No médio e longo prazos, o cenário segue construtivo, sustentado por fundamentos sólidos e expectativa de melhora nas vendas do varejo.
Resistências: R$ 16,30; R$ 17,66; R$ 18,82; R$ 20,65; R$ 21,30.
Suportes: R$ 14,72; R$ 13,59; R$ 12,41; R$ 11,26; R$ 10,54; R$ 9,50.

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O que explica o novo ciclo de otimismo da Bolsa brasileira

O avanço do Ibovespa reflete a melhora dos fundamentos macroeconômicos e o retorno gradual dos investidores institucionais ao mercado acionário. A estabilização da Selic, em patamar mais baixo, e a expectativa de novas reduções para 2026 têm impulsionado a busca por ativos de maior risco.

Além disso, o crescimento de setores voltados à demanda doméstica tem reforçado a percepção de que o Brasil entrou em um novo ciclo de valorização. A educação, construção civil e varejo surgem como protagonistas desse movimento, com empresas se reestruturando e ampliando margens de lucro.

Estrangeiros voltam a apostar na Bolsa brasileira

O fluxo de capital estrangeiro também aumentou significativamente em 2025. De acordo com dados da B3, o ingresso líquido de recursos estrangeiros já ultrapassa R$ 45 bilhões no acumulado do ano. Isso demonstra a confiança do investidor global no mercado financeiro brasileiro e nas políticas de estabilidade fiscal.

Expectativas para o fim de 2025

Ibovespa
Imagem: Canva

Os analistas preveem que o Ibovespa pode encerrar o ano próximo aos 160 mil pontos, dependendo da trajetória da economia global e das decisões do Copom sobre a Selic.

Com um cenário de juros em queda e expansão do crédito, a tendência é que o mercado continue favorecendo ações ligadas ao consumo e infraestrutura. A seletividade dos investidores será o diferencial — privilegiando empresas com balanços sólidos e baixo endividamento.

Conclusão

O desempenho do Ibovespa em 2025 representa não apenas uma recuperação pós-crise, mas um marco na história da Bolsa de Valores brasileira. A valorização recorde, impulsionada por empresas como Cogna, Cury, Direcional e C&A, confirma a retomada da confiança e o fortalecimento da economia interna.

O desafio, agora, é manter o ritmo diante de um cenário global ainda incerto. Se o país conseguir preservar estabilidade fiscal e política monetária eficiente, o mercado acionário brasileiro poderá consolidar um novo ciclo de prosperidade.

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Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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