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IBS e CBS entram nas notas fiscais em 2026; veja como isso impacta sua empresa

Em 2026, IBS e CBS passam a aparecer nas notas fiscais. Entenda como a reforma tributária impacta empresas, alíquotas e mais.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
IBS contas-salário

A Reforma Tributária do consumo começa a ganhar forma a partir de 1º de janeiro de 2026, com a introdução de novos impostos nas notas fiscais. O Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), destinado a estados e municípios, e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, começam a aparecer em documentos fiscais como NF-e, NFC-e e NFS-e.

Esses tributos integram o Imposto sobre Valor Agregado (IVA dual) e substituem gradualmente cinco impostos existentes: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. Apesar de ser uma fase inicial de testes, sem aumento efetivo da carga tributária, as empresas precisam se adaptar às novas obrigações e atualizações tecnológicas.

O que são?

Leia mais: Multa por CBS e IBS em notas é suspensa temporariamente a partir de 2026

A reforma cria um modelo moderno de IVA dual, substituindo PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. O objetivo é simplificar a cobrança, reduzir distorções e aproximar o Brasil das melhores práticas internacionais.

O IBS e a CBS são impostos não cumulativos, permitindo que as empresas se creditem do imposto pago em todas as etapas da cadeia de consumo. A tributação ocorrerá no destino, ou seja, no local em que o bem ou serviço é consumido, e não mais na origem, como ocorre em alguns impostos atualmente.

Cobrança

Tanto o IBS quanto a CBS permitirão crédito tributário em todas as etapas da cadeia produtiva. Na prática, isso significa que empresas podem deduzir o imposto pago na compra de insumos ou serviços de seu próprio tributo devido.

Essa medida reduz o efeito cascata típico da tributação atual, aumentando a previsibilidade e alinhando o Brasil a sistemas internacionais de IVA.

Quais serão as alíquotas do novo IVA?

A alíquota total do IVA dual deve variar entre 26,5% e 28%, considerada neutra para manter a carga tributária atual. Dentro dessa faixa, a CBS terá referência próxima a 8,8% e o IBS cerca de 17,7%, dividido entre estados e municípios. Os valores definitivos ainda dependem de regulamentações complementares que devem ser publicadas nos próximos meses.

Todos os setores serão impactados da mesma forma?

Não. A reforma prevê regimes diferenciados, com alíquotas reduzidas para setores como saúde, educação, medicamentos e cesta básica. Também haverá mecanismos de cashback para famílias de baixa renda.

Alguns setores, porém, podem ter aumento efetivo de tributos. Serviços que hoje operam com cargas menores podem sentir impactos maiores ao longo da transição.

Mudanças práticas em 2026

As empresas precisarão destacar IBS e CBS nas notas fiscais eletrônicas, mas sem recolhimento efetivo de impostos. As alíquotas de teste serão de 0,9% para CBS e 0,1% para IBS, que poderão ser compensadas com créditos de PIS e Cofins.

Obrigações acessórias e adaptações

Além de emitir notas fiscais com os novos impostos, as empresas terão de cumprir novas obrigações acessórias, como declarações específicas para regimes diferenciados e futuras informações prestadas por plataformas digitais.

A adaptação tecnológica será essencial, incluindo atualizações de sistemas de gestão fiscal, ERP e integração com órgãos governamentais.

As empresas precisarão pagar IBS e CBS em 2026?

Não. A legislação prevê caráter educativo para este período. Empresas que cumprirem corretamente a emissão de documentos fiscais e declarações estarão dispensadas do pagamento efetivo dos impostos. O foco é aprendizado e adaptação, sem impacto financeiro imediato.

Outras mudanças no radar a partir de 2026

Entre as novidades, destaca-se a exigência de CNPJ para pessoas físicas consideradas contribuintes habituais, a partir de julho de 2026, exclusivamente para apuração do IBS e CBS, sem transformá-las em pessoas jurídicas.

Além disso, a tributação das importações passará a seguir o novo modelo de IVA dual, já na entrada do país, impactando empresas importadoras.

Cronograma de implementação da reforma

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A transição será gradual:

  • 2027: CBS entra em vigor plenamente; PIS e Cofins são extintos.
  • 2029 a 2032: ICMS e ISS serão reduzidos em 10% ao ano; IBS cresce proporcionalmente.
  • 2033: Conclusão da reforma; extinção total dos tributos antigos.

Esse cronograma permite ajustes graduais e reduz impactos negativos para empresas e governos.

FAQ – Perguntas frequentes sobre IBS e CBS

O que é o IVA dual?
É o novo modelo de Imposto sobre Valor Agregado que une CBS (federal) e IBS (estadual e municipal) para substituir cinco tributos existentes.

Quais impostos serão substituídos?
PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.

Quando começa a cobrança efetiva?
Em 2026, apenas como fase de teste. A cobrança efetiva da CBS começa em 2027; IBS será implementado gradualmente até 2033.

Todos os setores pagarão a mesma alíquota?
Não. Há regimes diferenciados para setores essenciais e mecanismos de cashback para famílias de baixa renda.

É necessário adaptar sistemas fiscais?
Sim. Empresas precisam atualizar sistemas de emissão de notas, ERPs e integração com plataformas digitais para atender às novas obrigações.

Considerações finais

A introdução de IBS e CBS em 2026 representa uma das maiores mudanças tributárias do Brasil nas últimas décadas. Embora seja um ano de teste, as empresas precisam se preparar para cumprir novas obrigações, adaptar sistemas e entender o impacto do IVA dual em suas operações. A longo prazo, a reforma promete simplificação, previsibilidade e alinhamento com padrões internacionais de tributação.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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