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iFood aponta risco de aumento no custo das entregas

iFood alerta que regulamentação dos entregadores pode encarecer o delivery no Brasil. Veja o que muda e o impacto para consumidores.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
iFood

O iFood, maior plataforma de delivery do país, acendeu um alerta sobre o possível aumento no preço das entregas no Brasil. A empresa avalia que a regulamentação do trabalho por aplicativos, atualmente em discussão no Congresso Nacional, pode encarecer os pedidos feitos por meio da plataforma.

A proposta legislativa tem como objetivo melhorar as condições de trabalho de entregadores de aplicativos, estabelecendo regras de remuneração mínima e outros direitos. No entanto, segundo o iFood, mudanças nesse modelo podem elevar os custos operacionais e impactar diretamente o valor final pago pelos consumidores.

Esse cenário preocupa empresas do setor e também especialistas em economia digital, já que o preço das taxas de entrega é considerado um dos fatores mais decisivos para quem utiliza aplicativos de delivery no Brasil.

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O que está sendo discutido na regulamentação que preocupa o iFood

O debate sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos ganhou força no Congresso Nacional e envolve empresas como o iFood, que concentram grande parte do mercado de entregas no país.

Entre os principais pontos em discussão está a criação de uma remuneração mínima para entregadores.

Pagamento mínimo por entrega

Nas discussões atuais, uma das propostas prevê:

  • R$ 10 por entrega realizada
  • R$ 2,50 adicionais por quilômetro percorrido

A intenção é garantir maior previsibilidade de renda para os profissionais que trabalham com aplicativos como o iFood.

Por outro lado, as plataformas argumentam que a criação de um valor mínimo obrigatório pode gerar aumento nos custos operacionais.

Pesquisa do iFood mostra sensibilidade dos consumidores ao preço

Para entender o possível impacto de um aumento nas taxas, o iFood divulgou uma pesquisa recente sobre o comportamento dos consumidores.

O levantamento ouviu 1.533 pessoas em todas as regiões do Brasil.

Consumidores podem reduzir pedidos

Segundo os dados apresentados pelo iFood:

  • 67% dos consumidores afirmaram que fariam menos pedidos caso os preços aumentem
  • 15% deixariam de usar aplicativos de delivery
  • apenas 16,4% manteriam a mesma frequência de pedidos

Os resultados indicam que o aumento das taxas pode reduzir significativamente a demanda no setor.

Taxa de entrega é fator decisivo para usuários do iFood

A pesquisa divulgada pelo iFood mostra que o preço final do pedido e o valor da taxa de entrega são os principais fatores que influenciam a decisão de compra.

Segundo os dados:

  • a faixa considerada ideal para taxa de entrega varia entre R$ 4,99 e R$ 8,49
  • apenas 5% dos consumidores aceitariam pagar mais de R$ 12

Esse comportamento reforça a preocupação do iFood sobre possíveis mudanças no mercado caso os custos aumentem.

Preço alto faz consumidores desistirem de pedidos

Outro dado relevante apontado pelo levantamento do iFood é o abandono de pedidos antes da finalização da compra.

Entre os consumidores que já desistiram de concluir uma compra:

  • 56,4% afirmaram que o preço final foi o principal motivo

A taxa de entrega aparece como um dos principais obstáculos para a finalização do pedido.

Classe C pode ser a mais impactada pelo aumento

O iFood destaca que consumidores da classe C tendem a ser os mais sensíveis ao aumento de preços no delivery.

Esse público representa uma parcela importante dos usuários da plataforma.

Caso as taxas subam de forma significativa, existe o risco de redução na frequência de pedidos, especialmente entre consumidores que utilizam o serviço de forma ocasional.

Promoções e frete grátis ajudam a manter pedidos no iFood

Apesar da sensibilidade ao preço, a pesquisa também aponta fatores que podem estimular o uso da plataforma.

Entre os principais estão:

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Entre os consumidores entrevistados, 35,2% afirmaram que gostariam de pedir comida com mais frequência, mas disseram que limitações financeiras impedem isso.

Dentro desse grupo, 64,2% apontaram o custo como principal barreira.

Debate sobre regulamentação busca equilibrar interesses

A discussão sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos envolve diferentes interesses.

De um lado, entregadores defendem regras que garantam remuneração mínima, maior segurança e direitos trabalhistas.

Do outro, empresas como o iFood afirmam que mudanças estruturais no modelo podem aumentar custos e impactar consumidores.

Especialistas apontam que o desafio do Congresso será encontrar um equilíbrio entre garantir melhores condições de trabalho e manter o serviço acessível à população.

Mercado de delivery continua crescendo no Brasil

O setor de delivery se consolidou como um dos mais importantes segmentos da economia digital no Brasil.

Nos últimos anos, plataformas como o iFood ampliaram significativamente sua presença, conectando restaurantes, consumidores e entregadores em todo o país.

O crescimento foi impulsionado principalmente pela digitalização do consumo e pela popularização dos aplicativos de entrega.

Mesmo assim, o setor ainda enfrenta desafios regulatórios e econômicos que devem definir o futuro do modelo de negócios nos próximos anos.

Considerações finais

O alerta feito pelo iFood sobre o possível aumento no preço das entregas mostra como o debate sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos é complexo.

A proposta busca garantir melhores condições para entregadores, mas pode gerar impactos no custo final do delivery para consumidores.

Nos próximos meses, o avanço das discussões no Congresso Nacional será decisivo para determinar como o setor de delivery irá funcionar no Brasil e quais mudanças poderão afetar empresas, trabalhadores e usuários.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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