O iFood, maior plataforma de delivery do país, acendeu um alerta sobre o possível aumento no preço das entregas no Brasil. A empresa avalia que a regulamentação do trabalho por aplicativos, atualmente em discussão no Congresso Nacional, pode encarecer os pedidos feitos por meio da plataforma.
iFood aponta risco de aumento no custo das entregas
iFood alerta que regulamentação dos entregadores pode encarecer o delivery no Brasil. Veja o que muda e o impacto para consumidores.
A proposta legislativa tem como objetivo melhorar as condições de trabalho de entregadores de aplicativos, estabelecendo regras de remuneração mínima e outros direitos. No entanto, segundo o iFood, mudanças nesse modelo podem elevar os custos operacionais e impactar diretamente o valor final pago pelos consumidores.
Esse cenário preocupa empresas do setor e também especialistas em economia digital, já que o preço das taxas de entrega é considerado um dos fatores mais decisivos para quem utiliza aplicativos de delivery no Brasil.
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O que está sendo discutido na regulamentação que preocupa o iFood
O debate sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos ganhou força no Congresso Nacional e envolve empresas como o iFood, que concentram grande parte do mercado de entregas no país.
Entre os principais pontos em discussão está a criação de uma remuneração mínima para entregadores.
Pagamento mínimo por entrega
Nas discussões atuais, uma das propostas prevê:
- R$ 10 por entrega realizada
- R$ 2,50 adicionais por quilômetro percorrido
A intenção é garantir maior previsibilidade de renda para os profissionais que trabalham com aplicativos como o iFood.
Por outro lado, as plataformas argumentam que a criação de um valor mínimo obrigatório pode gerar aumento nos custos operacionais.
Pesquisa do iFood mostra sensibilidade dos consumidores ao preço
Para entender o possível impacto de um aumento nas taxas, o iFood divulgou uma pesquisa recente sobre o comportamento dos consumidores.
O levantamento ouviu 1.533 pessoas em todas as regiões do Brasil.
Consumidores podem reduzir pedidos
Segundo os dados apresentados pelo iFood:
- 67% dos consumidores afirmaram que fariam menos pedidos caso os preços aumentem
- 15% deixariam de usar aplicativos de delivery
- apenas 16,4% manteriam a mesma frequência de pedidos
Os resultados indicam que o aumento das taxas pode reduzir significativamente a demanda no setor.
Taxa de entrega é fator decisivo para usuários do iFood
A pesquisa divulgada pelo iFood mostra que o preço final do pedido e o valor da taxa de entrega são os principais fatores que influenciam a decisão de compra.
Segundo os dados:
- a faixa considerada ideal para taxa de entrega varia entre R$ 4,99 e R$ 8,49
- apenas 5% dos consumidores aceitariam pagar mais de R$ 12
Esse comportamento reforça a preocupação do iFood sobre possíveis mudanças no mercado caso os custos aumentem.
Preço alto faz consumidores desistirem de pedidos
Outro dado relevante apontado pelo levantamento do iFood é o abandono de pedidos antes da finalização da compra.
Entre os consumidores que já desistiram de concluir uma compra:
- 56,4% afirmaram que o preço final foi o principal motivo
A taxa de entrega aparece como um dos principais obstáculos para a finalização do pedido.
Classe C pode ser a mais impactada pelo aumento
O iFood destaca que consumidores da classe C tendem a ser os mais sensíveis ao aumento de preços no delivery.
Esse público representa uma parcela importante dos usuários da plataforma.
Caso as taxas subam de forma significativa, existe o risco de redução na frequência de pedidos, especialmente entre consumidores que utilizam o serviço de forma ocasional.
Promoções e frete grátis ajudam a manter pedidos no iFood
Apesar da sensibilidade ao preço, a pesquisa também aponta fatores que podem estimular o uso da plataforma.
Entre os principais estão:
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+311 mil seguidores
- promoções e descontos
- cupons de desconto
- frete grátis
- preços reduzidos nos restaurantes parceiros
Entre os consumidores entrevistados, 35,2% afirmaram que gostariam de pedir comida com mais frequência, mas disseram que limitações financeiras impedem isso.
Dentro desse grupo, 64,2% apontaram o custo como principal barreira.
Debate sobre regulamentação busca equilibrar interesses
A discussão sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos envolve diferentes interesses.
De um lado, entregadores defendem regras que garantam remuneração mínima, maior segurança e direitos trabalhistas.
Do outro, empresas como o iFood afirmam que mudanças estruturais no modelo podem aumentar custos e impactar consumidores.
Especialistas apontam que o desafio do Congresso será encontrar um equilíbrio entre garantir melhores condições de trabalho e manter o serviço acessível à população.
Mercado de delivery continua crescendo no Brasil
O setor de delivery se consolidou como um dos mais importantes segmentos da economia digital no Brasil.
Nos últimos anos, plataformas como o iFood ampliaram significativamente sua presença, conectando restaurantes, consumidores e entregadores em todo o país.
O crescimento foi impulsionado principalmente pela digitalização do consumo e pela popularização dos aplicativos de entrega.
Mesmo assim, o setor ainda enfrenta desafios regulatórios e econômicos que devem definir o futuro do modelo de negócios nos próximos anos.
Considerações finais
O alerta feito pelo iFood sobre o possível aumento no preço das entregas mostra como o debate sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos é complexo.
A proposta busca garantir melhores condições para entregadores, mas pode gerar impactos no custo final do delivery para consumidores.
Nos próximos meses, o avanço das discussões no Congresso Nacional será decisivo para determinar como o setor de delivery irá funcionar no Brasil e quais mudanças poderão afetar empresas, trabalhadores e usuários.
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