O mercado de delivery brasileiro esta vivendo, em 2025, um de seus momentos mais decisivos. Com a entrada de gigantes chinesas e uma concorrência cada vez mais acirrada, o iFood respondeu com uma estratégia agressiva: um investimento bilionário que deve moldar os rumos do setor no país.
iFood anuncia mega investimento para proteger liderança contra apps chineses
iFood investe R$ 17 bilhões no Brasil para enfrentar apps chineses e expandir operações. Veja aqui como isso pode impactar você! Veja mais!
Durante o evento iFood Move 2025, a empresa revelou um plano ambicioso que vai muito além da manutenção de sua liderança. A proposta é clara: reforçar o ecossistema, melhorar a experiência dos usuários, apoiar parceiros e usar a tecnologia como diferencial competitivo.

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Novo investimento do iFood: Aposta bilionária para manter a liderança
A reação ao avanço das plataformas estrangeiras
Com um aporte de R$ 17 bilhões, o iFood elevou o nível da disputa no setor de entregas. O valor representa um aumento de 25% em relação ao ano anterior e marca o terceiro ano consecutivo com investimentos acima dos R$ 10 bilhões.
Esse anúncio veio em resposta direta à ofensiva de apps chineses, como a Meituan, que atua no Brasil com a marca Keeta e já prometeu investir R$ 5,6 bilhões, e a 99Food, controlada pela DiDi Chuxing, que anunciou um investimento de R$ 1 bilhão para desenvolver um superapp. A Rappi, atual concorrente latino-americana, também entrou na corrida com um aporte previsto de R$ 1,4 bilhão nos próximos anos.
A dimensão do mercado brasileiro de delivery
O Brasil tem mais de 1,2 milhão de estabelecimentos voltados à alimentação, dos quais 71% já atuam com algum serviço de delivery, segundo a Abrasel. É nesse mercado que o iFood atua com hegemonia, detendo cerca de 80% de participação.
A empresa atende 55 milhões de clientes, movimenta 120 milhões de pedidos por mês e está presente em mais de 1.500 cidades, conectando cerca de 400 mil estabelecimentos e gerando renda para outros 400 mil entregadores.
Impacto econômico do iFood no Brasil
Participação expressiva no PIB nacional
Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o iFood movimentou cerca de R$ 140 bilhões na economia brasileira em 2024 — o equivalente a 0,64% do Produto Interno Bruto do país. Isso representa um volume superior ao PIB de dez estados brasileiros e ultrapassa o valor de mercado de 98% das empresas nacionais.
Geração de empregos em larga escala
Ainda segundo a Fipe, o iFood gerou mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos no último ano, o que corresponde a quase 1% da população ocupada do Brasil. Com a expansão dos investimentos, a expectativa é de crescimento também nesse aspecto.
Aumento no número de colaboradores
Até o primeiro trimestre de 2026, a empresa prevê ter 8,6 mil funcionários, um acréscimo significativo frente aos 1,1 mil postos de trabalho anunciados recentemente, dos quais 500 já foram preenchidos. A maioria das novas vagas será voltada para profissionais de tecnologia.
Expansão tecnológica como diferencial estratégico
Avanço na inteligência artificial
O iFood tem investido pesadamente no desenvolvimento de soluções baseadas em inteligência artificial. A meta é criar e aprimorar mais de 190 modelos proprietários que melhorem a experiência de consumo, otimizem a logística de entrega e fortaleçam a relação entre restaurantes e consumidores.
A empresa também destinou até R$ 500 milhões extras para investimentos em startups que atuem em sinergia com sua operação principal.
Crédito para restaurantes e estímulo ao crescimento
Uma das frentes mais estratégicas do investimento envolve o fornecimento de crédito para restaurantes parceiros. Com condições específicas voltadas ao crescimento e à digitalização, o iFood busca ampliar a base de clientes desses estabelecimentos e impulsionar suas vendas.
O apoio financeiro visa, ainda, estimular a formalização e geração de empregos, criando um ciclo virtuoso dentro da própria plataforma.
Benefícios para entregadores e cadeia logística
Melhoria nas condições de trabalho
Entre abril de 2025 e março de 2026, os entregadores que atuam via iFood devem receber R$ 5,2 bilhões, o que representa um aumento de 27% em relação ao ano anterior. Profissionais com carga mensal acima de 90 horas têm obtido renda bruta de até 4,1 salários mínimos.
Além da renda, os entregadores contam com benefícios como antecipação de pagamentos, seguros gratuitos, apoio psicológico e jurídico, e programas de capacitação e educação.
Expansão de rotas e geração de mais entregas
Com o aumento do tráfego na plataforma, espera-se um acréscimo nas rotas de entrega e maior previsibilidade para os trabalhadores. Isso favorece tanto quem entrega quanto os restaurantes parceiros, que tendem a registrar maior volume de pedidos.
Crescimento real dos restaurantes parceiros
Aumento médio nas vendas e nos empregos
De acordo com dados do iFood, os restaurantes parceiros viram um crescimento médio de 17,6% entre 2022 e 2024. De 2023 a 2024, o aumento nas vendas foi 2,3 vezes superior à média nacional do setor.
Esse crescimento se traduziu também em geração de empregos formais. A adesão à plataforma elevou em média 6,9% os postos de trabalho nesses estabelecimentos, chegando a 10,2% no caso dos pequenos negócios.
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+311 mil seguidores
Digitalização e visibilidade no marketplace
Para muitos empreendedores, a presença no iFood representa mais do que volume de pedidos — é uma porta de entrada para o ambiente digital. A plataforma oferece ferramentas para gestão, promoções personalizadas e visibilidade no marketplace, o que ajuda os negócios a se destacarem.
Estratégia frente à concorrência estrangeira
Meituan e a marca Keeta
A Meituan, uma das maiores plataformas de delivery do mundo, tem acelerado sua entrada no Brasil com a Keeta. Seu investimento inicial de R$ 5,6 bilhões deixa claro que a disputa com o iFood será intensa.
Com uma forte base tecnológica e experiência na China, a Meituan aposta em preços competitivos, subsídios promocionais e uma interface otimizada para atrair usuários e restaurantes.
99Food e o projeto do superapp
A 99Food, por sua vez, vai além do food delivery tradicional. Controlada pela DiDi, empresa conhecida pelos serviços de mobilidade, a proposta é integrar múltiplos serviços num só app — transporte, entregas, pagamentos e mais.
Esse formato de superapp já é consolidado na Ásia e pode representar uma mudança importante no padrão de consumo digital no Brasil.
O papel do iFood no ecossistema de inovação
Histórico de aportes e visão de longo prazo
Desde 2011, o iFood tem mantido uma trajetória de investimentos contínuos no Brasil. A empresa acredita no potencial do país para o desenvolvimento de soluções inovadoras e na construção de uma cadeia sustentável de valor.
Diego Barreto, CEO da empresa, enfatizou essa visão durante o iFood Move 2025: “Desde 2011, o iFood investe no Brasil, acreditando no potencial do país e contribuindo para um ecossistema de inovação que beneficia milhões”.
Conexão com startups e aceleração de soluções
O contato direto com startups permite ao iFood acelerar o desenvolvimento de ferramentas internas, promover parcerias estratégicas e incorporar tecnologias emergentes ao seu portfólio. Essa estratégia coloca a empresa na vanguarda do setor de delivery global.

O investimento recorde do iFood não é apenas uma reação ao avanço das concorrentes estrangeiras. Trata-se de um movimento estratégico para consolidar a liderança no mercado brasileiro, com foco em inovação, apoio aos parceiros e expansão da infraestrutura.
Ao apostar fortemente em tecnologia, inteligência artificial e benefícios sociais, o b demonstra que pretende manter sua posição como protagonista no setor de delivery da América Latina. A disputa está apenas começando, mas a empresa mostra estar pronta para enfrentar os desafios com visão de futuro e compromisso com o desenvolvimento do país.
