O iFood passou a incluir uma taxa fixa de R$ 0,99 em todos os pedidos realizados na plataforma, abrangendo clientes de todas as cidades onde o serviço opera. A empresa justificou a medida como parte de um esforço para aprimorar sua tecnologia e a experiência do usuário. A mudança, no entanto, foi implementada sem aviso prévio, surpreendendo os clientes no momento da finalização das compras.
iFood anuncia nova taxa para investir em tecnologia e aprimorar a experiência do cliente
iFood passou a cobrar taxa fixa de R$ 0,99 em todos os pedidos no Brasil. Medida busca financiar melhorias tecnológicas e na experiência.
iFood amplia cobrança que antes era restrita

Antes da mudança, o iFood aplicava a taxa de serviço somente em pedidos que não atingiam determinados valores mínimos. Esses valores variavam conforme a localidade. Agora, a taxa se tornou obrigatória e universal, sendo cobrada em qualquer compra, independentemente do valor.
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O que está incluído nas taxas do iFood?
Taxa de serviço: R$ 0,99
Desde 25/05/2025, todos as compras feitas na plataforma passaram a incluir essa taxa fixa.
Taxa de entrega
Ainda incide sobre os pedidos, sendo definida conforme a distância, tempo estimado e promoções aplicadas.
Comissões aos restaurantes
Além do valor pago pelo cliente, o iFood também obtém receita com comissões cobradas dos estabelecimentos parceiros. Essas comissões variam de 12% a 23% sobre o valor do pedido.
Taxa de processamento de pagamento
Os restaurantes arcam ainda com uma taxa de 3,20% sobre o valor transacionado, referente ao serviço de processamento de pagamentos.
Mensalidade
Estabelecimentos que faturam mais de R$ 1,8 mil mensais devem pagar mensalidades entre R$ 130 e R$ 150, conforme apurou o Tecnoblog.
Taxas de serviço: uma prática comum?
Comparação com outros setores
A cobrança de taxas de serviço é prática recorrente em diversos setores da economia digital. Plataformas de venda de ingressos, por exemplo, frequentemente incluem valores extras para cobrir custos operacionais, como manutenção de servidores e logística.
Reação do mercado e dos consumidores
Insatisfação e críticas
Desde que a mudança foi percebida pelos usuários, diversos consumidores expressaram insatisfação nas redes sociais. As principais críticas se referem à falta de comunicação prévia e à sensação de que o custo de um serviço essencialmente digital está sendo repassado excessivamente aos clientes.
Defesa do iFood
A empresa argumenta que a taxa é necessária para sustentar a evolução da plataforma e garantir a qualidade dos serviços, como estabilidade do aplicativo, segurança das transações e desenvolvimento de novas funcionalidades.
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Tendência de mercado ou prática abusiva?
Especialistas apontam que o mercado de delivery está se consolidando e, com isso, as plataformas buscam formas adicionais de monetização. A imposição de taxas fixas é uma dessas estratégias, embora gere debate sobre seus limites éticos e legais.
No contexto internacional, taxas similares são aplicadas por plataformas como Uber Eats e DoorDash, que também justificam as cobranças com base em investimentos tecnológicos e operacionais.
O futuro do delivery com taxas adicionais

Com a expansão do mercado e o aumento da concorrência, é provável que outras plataformas também passem a implementar tarifas semelhantes, como forma de manter a viabilidade e fortalecer seus modelos operacionais.
FAQ
Por que o iFood implementou essa taxa?
Segundo a empresa, o objetivo é financiar investimentos em tecnologia e melhorar a experiência de compra dos usuários.
O iFood comunicou a mudança aos clientes?
Não houve envio de notificações individuais. A empresa apenas atualizou as informações em seu fórum oficial.
A cobrança é legal?
Embora haja questionamentos, a empresa informa a taxa na etapa de pagamento, o que atende ao princípio da transparência previsto no Código de Defesa do Consumidor.
Considerações finais
A imposição da taxa fixa de R$ 0,99 pelo iFood marca mais um capítulo na evolução dos modelos de negócios das plataformas de delivery no Brasil. A justificativa de investimento em tecnologia é válida, mas a ausência de comunicação direta e a cobrança até de assinantes suscitam críticas e dúvidas sobre a prática.
