Se engana quem pensa que ter até 68 pedidos de impeachment, como foi o caso de Dilma Rousseff, já é suficiente para derrubar um presidente. É dito isso pois, em quase 4 anos do atual governo, houve a formalização de 152 pedidos de impeachment de Bolsonaro. Ou seja, a cada 9 dias de mandato, Bolsonaro foi alvo de 1 pedido de impeachment.
Impeachment de Bolsonaro: ele foi alvo de 1 pedido a cada 9 dias
Os pedidos de impeachment de Bolsonaro tiveram os mais diferentes autores: de juristas a religiosos, passando por parlamentares.
1 pedido de impeachment de Bolsonaro a cada 9 dias
A partir da quantidade de pedidos que a Câmara recebeu, é possível perceber que esse é o maior número de solicitações desde o fim da ditadura. Em suma, os pedidos de impeachment de Bolsonaro tiveram os mais diferentes autores: de juristas a religiosos, passando por parlamentares de vários partidos.
O pedido mais recente de impeachment de Bolsonaro foi apresentado em 5 de outubro pelo senador do PT, Jean Paul Prates. De acordo com o petista, Bolsonaro ameaçou as eleições 2022, bem como o Poder Judiciário. Entretanto, a chance de Arthur Lira, o presidente da Câmara, aceitar o pedido é zero.
Para se ter ideia do quanto Bolsonaro se destaca com relação aos pedidos de impeachment, elencamos a seguir, o número de pedidos que cada presidente recebeu:
- Bolsonaro: 152 pedidos;
- Dilma Rousseff: A presidente foi destituída do mandato com 68 pedidos de cassação;
- Lula: O candidato à presidência do Brasil já recebeu 37 pedidos quando ocupou o cargo;
- Temer: Após destituir Dilma, Temer recebeu 31 pedidos;
- Fernando Collor: também afastado, ele recebeu 29 pedidos;
- Fernando Henrique Cardoso: O presidente recebeu 24 pedidos de impeachment;
- Itamar Franco: Por fim, ele recebeu 4 pedidos.
Por que Dilma sofreu impeachment e Bolsonaro não?
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De acordo com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, o “motivo real” para o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016, foi a falta de apoio político à chefe do Executivo na época, e não as pedaladas fiscais. Inclusive, na ocasião, o ministro disse que afastar Dilma “por corrupção depois do que veio, do que se se seguiu, seria uma ironia da história”.
A partir dessa declaração, é possível imaginar porque Bolsonaro não sofreu o impeachment: em suma, o presidente conseguiu colocar, tanto na presidência da Câmara quanto do Senado, aliados políticos. E provavelmente por isso nenhum dos 152 pedidos foi aceito.
Imagem: Salty View / shutterstock.com
