A Alemanha é um importante país integrante do Grupo dos Sete (G7), com os países mais industrializados do mundo. Embora seja uma das economias mais avançadas do mundo, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia alemã entrou em recessão neste ano.
Importante país do G7 entra em recessão econômica; confira
Entenda a conjuntura atual do país que diminuiu 0,3% no primeiro trimestre de 2023, caracterizando uma "recessão técnica".
Os dados divulgados, nesta quinta-feira (25), pelo Departamento Federal de Estatísticas (Destatis), mostraram que a economia da Alemanha diminuiu 0,3% no primeiro trimestre. Porém, uma contração de 0,5% já havia acontecido entre outubro e dezembro de 2022. Portanto, este é o segundo trimestre consecutivo de queda do Produto Interno Bruto (PIB) alemão, o que caracteriza uma “recessão técnica”.
Qual é o cenário atual da Alemanha?
A Alemanha enfrenta, neste momento, uma alta nos preços da energia, consequência da guerra entre Ucrânia e Rússia. Assim, esse aumento afetou o orçamento das residências e empresas. Por outro lado, em abril, uma estimativa preliminar do Destatis já havia apontado que o PIB do país estava estagnado, com crescimento zero no primeiro trimestre.
Segundo o economista do banco ING, Carsten Brzeski, “foram necessárias algumas revisões estatísticas, mas, no final das contas, a economia alemã realmente se comportou, neste inverno, da forma que já temíamos desde o verão passado. O inverno ameno, a recuperação na atividade industrial, ajudada pela reabertura chinesa, e uma diminuição dos atritos na cadeia de suprimentos não foram suficientes para tirar a economia da zona de perigo da recessão.”
Inflação
A inflação do país foi impulsionada pelo aumento do custo da energia, ficando em 7,2% no mês de abril. Em comunicado divulgado, o Destatis afirmou que “a persistência de grandes altas de preços continuou sendo um fardo para a economia alemã no início do ano”.
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O impacto foi sentido pela população. Por conta dessa conjuntura, os consumidores diminuíram seus gastos com itens como alimentação e vestuário, bebidas, calçados e mobiliário. Ainda, houve menos compras de carros novos, algo possivelmente explicado por causa da interrupção dos subsídios do governo no final do ano passado.
Imagem: Alexey Struyskiy / Shutterstock.com
