Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Início de governo será para arrumar as contas, diz Haddad

O futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirma que, em um primeiro momento, o foco será arrumar contas. Entenda o contexto.

Liliana LuísaPor Liliana Luísa2 min de leitura
Fernando Haddad discursando com microfone e bandeira de São Paulo desfocada ao fundo

Durante entrevista exclusiva ao jornal O Globo, Fernando Haddad (PT) – futuro ministro da Fazenda – explica que as estratégias iniciais de governo visarão o equilíbrio da Economia e das demandas fiscais, ou seja, seu foco será “arrumar as contas”.

Segundo ele, nenhuma medida será tomada às pressas, sem um vasto estudo técnico sobre cada aplicação. Portanto, sua previsão é que, até abril de 2023, seu ministério siga uma agenda mais estrutural.

As contas do governo apontam despesas desnecessárias e desonerações sem fundamento técnico

Em seus cálculos iniciais, o novo ministro conclui que, a afim de se reeleger, Bolsonaro (PL) aumentou os gastos em R$ 300 bilhões – montante que equivale a 3% do PIB brasileiro.

O resultado não é apenas fruto de aumento de despesas, mas também da retirada de tributos que não contribui para a melhora da vida em sociedade.

“O governo tem que dizer ao que veio logo. Arrumar a casa é o item um. Rever desonerações e benesses que foram dadas eleitoralmente e que não têm base técnica nenhuma. Temos que rever os atos desesperados. Isso é uma sinalização clara porque o Banco Central vai responder a ela, os investidores estrangeiros vão responder”, reforça Haddad.

Suas declarações sobre arrumar contas e garantir a estabilidade econômica do país refletiram positivamente no mercado financeiro. Assim, gradualmente, descontrói-se o preconceito de investidores em relação ao próximo ministro da Fazenda.

Futuro ministro se compromete a reduzir déficit primário em 2023

Para o orçamento de 2023, já está previsto um déficit primário de R$ 220 milhões. Entretanto, Haddad explicita que “esse déficit não vai acontecer”, pois sua maneira de trabalho não é conivente a rombos financeiros.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Considerando o contexto atual, o estilo de administração de Haddad visa à interação harmônica entre a política econômica necessária para a recuperação brasileira e a política fiscal do Banco Central.

Ademais, planeja grande vínculo com as ideias da futura ministra do Planejamento, Simone Tebet, a fim de garantir máxima eficiência dos projetos públicos.

No mais, qualquer divergência terá como árbitro final o presidente Lula, já que cabe aos ministros uma visão aprofundada de suas tarefas, e ao presidente, uma percepção macro de suas interações.

Imagem: Wagner Vilas / shutterstock.com

Liliana Luísa

Autor

Liliana Luísa

Formada em Letras, Liliana é uma profissional com 10 anos de experiência no mercado de trabalho, atuando como revisora e redatora.

Topicos relacionados