Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

INSS atrasado há mais de 5 anos? Veja como calcular e pagar corretamente

Descubra como calcular e pagar corretamente as contribuições do INSS atrasado, inclusive para períodos superiores a 5 anos, e mais!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
inss liberação

O pagamento de INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) atrasado é um tema relevante para quem deseja regularizar sua situação perante a Previdência Social, especialmente para garantir aposentadoria e outros benefícios. Porém, pagar as contribuições em atraso não é um processo simples. Existem regras específicas para cada situação e, muitas vezes, o cidadão não sabe exatamente como proceder.

Quando é necessário pagar o INSS atrasado?

INSS.zip - 5
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Antes de mais nada, é importante saber se há realmente a necessidade de realizar o pagamento do INSS em atraso. Em alguns casos, como quando o trabalhador é registrado, mas o empregador não faz o devido recolhimento, o responsável pelo pagamento pode ser o próprio empregador. Porém, se o indivíduo for contribuinte individual ou facultativo, a responsabilidade recai sobre ele.

Leia mais: INSS vai usar IA contra fraudes e as pessoas vão poder pedir benefícios em cartórios e hospitais

Quem são os contribuintes facultativos e individuais?

Os contribuintes facultativos são aqueles que não têm vínculo empregatício, mas optam por fazer a contribuição ao INSS. Já os contribuintes individuais, como autônomos e empresários, são aqueles que prestam serviços de forma independente. A forma de pagamento retroativo do INSS varia para esses dois grupos.

Como calcular o INSS atrasado?

O cálculo do INSS atrasado depende do tipo de contribuinte e do período a ser regularizado. Para contribuintes facultativos, por exemplo, é possível pagar retroativamente os últimos seis meses de contribuições. Para os contribuintes individuais, que atuam por conta própria, o pagamento retroativo pode ser feito para períodos anteriores, incluindo os mais longos.

Para contribuintes facultativos

Se o cidadão for contribuinte facultativo e deseja pagar contribuições de até seis meses atrás, o processo é relativamente simples. Nesse caso, o cálculo pode ser feito diretamente no site da Receita Federal. O interessado deve acessar o portal, preencher as informações e gerar a guia de pagamento.

Para contribuintes individuais

No caso dos contribuintes individuais, o pagamento do INSS retroativo é um pouco mais complexo. Isso porque, para períodos com mais de cinco anos de atraso, o valor das contribuições deve ser corrigido com juros e multas. Isso torna o processo de cálculo mais detalhado, e a pessoa precisará, em muitos casos, de apoio profissional, como um contador, para realizar o cálculo correto.

Documentação

A comprovação do tempo de serviço é uma etapa fundamental para garantir que o pagamento retroativo seja aceito pelo INSS. Para os contribuintes individuais, a documentação necessária inclui:

  • Comprovantes de pagamento pelos serviços prestados (notas fiscais, recibos, etc.)
  • Declarações de imposto de renda, caso o contribuinte tenha declarado o trabalho de forma correta
  • Inscrição profissional na prefeitura ou outros órgãos reguladores, se aplicável
  • Microfichas de recolhimento ao INSS

Esses documentos ajudam a comprovar que o trabalhador realmente exerceu uma atividade remunerada e que o pagamento retroativo é legítimo. A falta de comprovação pode levar à rejeição do pedido de regularização.

O que acontece quando o atraso ultrapassa 5 anos?

Quando as contribuições estão atrasadas há mais de cinco anos, o processo se torna mais complicado. Além dos juros e multas que precisam ser aplicados, a documentação exigida pelo INSS pode ser mais rigorosa. Nesse caso, o contribuinte pode precisar de assessoria jurídica ou contábil para garantir que o pagamento seja feito corretamente.

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Como os juros e multas afetam o cálculo?

Quando as contribuições estão atrasadas por mais de cinco anos, o INSS aplica juros de mora e multa, de acordo com o período de atraso. Os juros variam de acordo com a taxa Selic, enquanto a multa pode ser uma porcentagem do valor devido. Essas taxas são calculadas de forma progressiva, ou seja, quanto maior o tempo de atraso, maior será o valor a ser pago.

Quais são as formas de pagamento do INSS atrasado?

Após calcular o valor devido, seja ele com juros e multas ou não, o contribuinte pode realizar o pagamento por meio da Guia da Previdência Social (GPS), que pode ser gerada no site da Receita Federal. A guia de pagamento pode ser paga nas agências bancárias autorizadas ou via internet banking.

Vale a pena regularizar as contribuições atrasadas?

INSS
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Para quem está com o INSS atrasado, regularizar a situação pode ser uma boa alternativa, principalmente para garantir benefícios futuros, como aposentadoria, pensão por morte e outros direitos previdenciários. Além disso, regularizar o INSS pode garantir que o contribuinte tenha direito a benefícios como o auxílio-doença, caso precise no futuro.

Considerações finais

Pagar o INSS atrasado é uma forma importante de garantir o direito à aposentadoria e outros benefícios previdenciários. No entanto, o processo exige atenção aos detalhes, como os critérios para contribuintes facultativos e individuais, a necessidade de comprovação de atividade profissional e o impacto dos juros e multas no cálculo. Caso o atraso ultrapasse cinco anos, é recomendável buscar auxílio profissional para evitar erros no cálculo.

Regularizar o INSS atrasado pode ser um passo essencial para garantir o seu futuro financeiro e previdenciário. Se você tem dúvidas sobre como proceder, é sempre aconselhável buscar ajuda de um contador especializado ou consultar diretamente o INSS para garantir que todos os requisitos sejam atendidos corretamente.

Pode ser do seu interesse:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

Topicos relacionados