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Seu benefício pode ficar sem suporte por dias: atendimento do INSS é suspenso até o fim do mês

Instabilidade no INSS paralisa Meu INSS, Central 135 e agências. Veja o que está fora do ar e quais prazos foram prorrogados.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
INSS 4

Milhares de aposentados e pensionistas em todo o Brasil enfrentam dificuldades para acessar os serviços do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Aplicativo, site e telefone simplesmente não funcionam. Para quem depende desses canais para perícias, benefícios e informações básicas, o cenário tem sido de frustração e insegurança.

A paralisação ocorre em meio a um processo de modernização dos sistemas previdenciários conduzido pela Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da informação da Previdência Social. Segundo o INSS, a interrupção completa dos serviços estava programada, mas a instabilidade registrada dias antes do desligamento surpreendeu o instituto.

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O que está fora do ar no INSS

Desde o início da paralisação, os principais canais de atendimento estão indisponíveis para o público em geral.

Aplicativo e site Meu INSS

O aplicativo Meu INSS, utilizado por milhões de brasileiros para consultar benefícios, extratos, perícias e pedidos administrativos, passou a apresentar falhas constantes antes de ficar totalmente indisponível. Muitos usuários relatavam telas travadas, mensagens de erro e impossibilidade de login.

Central telefônica 135

A Central 135 também deixou de funcionar. Em diversos casos, a ligação não completava. Em outros, o segurado ficava aguardando atendimento até a chamada cair. O telefone é essencial para quem não tem acesso à internet ou dificuldade em usar aplicativos.

Agências do INSS

As agências físicas do INSS estão fechadas para atendimento ao público durante o período da paralisação. Nem mesmo atendimentos presenciais previamente agendados estão sendo realizados.

Por que os sistemas do INSS pararam

De acordo com informações da Dataprev, a paralisação faz parte de um processo de modernização tecnológica. A empresa está promovendo a migração dos dados previdenciários para uma plataforma mais atual, com maior capacidade de processamento e sustentabilidade.

Segundo a Dataprev, na última semana houve um aumento excepcional de acessos ao Meu INSS, cerca de seis vezes acima do normal. Esse pico, em parte provocado pela divulgação da indisponibilidade programada, contribuiu para a instabilidade antecipada dos sistemas.

O INSS informou que foi avisado no dia 6 de janeiro sobre a necessidade de interrupção no fim do mês, mas não esperava falhas tão severas antes da data prevista.

Relatos de quem ficou sem atendimento

Mesmo com a realização de mutirões e a antecipação de atendimentos, muitos segurados ficaram sem solução. Em Porto Alegre, a aposentada Maria Lira relatou a situação enfrentada ao tentar buscar atendimento presencial.

“Cheguei até aqui, uma filona, e não consegui nada, tudo fechado. Não tem nenhuma pessoa para dar um parecer para a pessoa. É desrespeito com a gente.”

Segundo o INSS, apenas no último fim de semana antes da paralisação completa foram antecipados mais de 21 mil atendimentos, entre perícias médicas e avaliações sociais. Ainda assim, a demanda não foi totalmente absorvida.

Até quando o INSS ficará fora do ar

A parada dos sistemas começou às 19h, no horário de Brasília. Até o dia 1º de fevereiro, não haverá atendimento:

  • nas agências do INSS
  • na Central 135
  • no site Meu INSS
  • no aplicativo Meu INSS

A previsão oficial é que os serviços comecem a ser restabelecidos a partir de 2 de fevereiro, de forma gradual.

O que acontece com atendimentos e prazos

Reagendamento de atendimentos perdidos

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Quem tinha atendimento agendado e não conseguiu ser atendido, inclusive durante os mutirões, poderá consultar uma nova data a partir de 2 de fevereiro, quando os sistemas voltarem a funcionar.

Prazo para contestar descontos indevidos foi prorrogado

Diante da paralisação, o INSS prorrogou o prazo para contestação de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. O prazo, que terminaria em 14 de fevereiro, foi estendido até 20 de março, garantindo mais tempo para que os segurados exerçam seu direito.

Impacto direto na vida dos segurados

A instabilidade dos sistemas do INSS afeta principalmente aposentados, pensionistas e pessoas em situação de vulnerabilidade, que dependem do benefício para despesas básicas como alimentação, aluguel e medicamentos.

Especialistas em políticas públicas apontam que, apesar da importância da modernização tecnológica, falhas de comunicação e ausência de canais alternativos de atendimento agravam o impacto social dessas paralisações.

Órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério da Previdência Social já destacaram em relatórios anteriores a necessidade de garantir continuidade mínima dos serviços essenciais, mesmo durante atualizações de sistemas.

O que o segurado pode fazer agora

Enquanto os canais oficiais permanecem fora do ar, a principal recomendação é acompanhar comunicados oficiais do INSS e da Dataprev. Não é necessário comparecer às agências durante o período de fechamento, pois não haverá atendimento.

Após a retomada dos serviços, é importante verificar:

  • reagendamento automático ou manual de perícias e avaliações
  • novos prazos administrativos
  • possíveis mensagens no aplicativo Meu INSS

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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