O governo federal, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), tomou medidas para eliminar o prazo de 90 dias de carência para que novos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) possam contratar empréstimos consignados.
Governo recorre ao STJ para liberar crédito consignado do INSS; entenda
Governo solicita ao STJ o fim da carência de 90 dias para empréstimos consignados de novos aposentados e pensionistas do INSS. Saiba mais!
O pedido, feito ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), visa facilitar o acesso ao crédito para beneficiários recém-concedidos, ao mesmo tempo em que atende interesses estratégicos do governo, como a valorização do leilão da folha de pagamentos do INSS.
Neste artigo, vamos detalhar o histórico dessa carência, a disputa judicial envolvendo a exclusividade nos contratos e os impactos econômicos dessa mudança.
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A Regra Atual
Atualmente, aposentados e pensionistas do INSS precisam aguardar 90 dias após a concessão do benefício para contratar empréstimos consignados.
Essa regra foi imposta para evitar pressões sobre novos beneficiários e preservar os direitos dos consumidores.
Mudança Planejada
Em 2024, o governo indicou a intenção de eliminar o prazo de carência como parte do processo de valorização do leilão da folha de pagamentos do INSS, realizado em outubro. Essa mudança tornaria o crédito consignado mais acessível, atraindo instituições financeiras ao certame.
Exclusividade dos Bancos Vencedores: Polêmica e Disputa
A Cláusula de Exclusividade
Uma das principais críticas ao modelo atual do leilão foi a criação de uma cláusula de exclusividade de 90 dias, que concedeu aos bancos vencedores do certame o direito exclusivo de oferecer crédito consignado durante o período.
- Quem são os vencedores? A Crefisa foi a principal vencedora, com a maior parte dos lotes do país, seguida pelo Mercantil, Itaú e Bradesco, que também participaram do leilão.
- Impacto para os consumidores: Durante o período de exclusividade, aposentados e pensionistas só poderiam contratar consignados com os bancos responsáveis pela folha de pagamentos, limitando a liberdade de escolha.
Intervenção Judicial
Em outubro de 2024, a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) entrou com uma ação judicial contra a exclusividade, alegando que ela configurava monopólio temporário e feria os princípios da livre concorrência.
- Decisão da Justiça: A Justiça de Brasília acolheu o pedido da ABBC, estabelecendo que o crédito consignado só poderia ser ofertado após o prazo de 90 dias, de forma igualitária entre todas as instituições financeiras.
Benefícios Econômicos do Leilão da Folha de Pagamentos
Apesar das controvérsias, o leilão trouxe resultados financeiros expressivos:
- Aumento na arrecadação: A previsão inicial era de R$ 10 bilhões, mas o resultado final alcançou R$ 14 bilhões em cinco anos.
- Valores acima do esperado: As disputas entre Crefisa, Mercantil, Itaú e Bradesco elevaram os preços ofertados, superando as expectativas.
- Impacto para o governo: Os recursos serão repassados ao INSS, com previsão de R$ 2,8 bilhões por ano, fortalecendo os cofres públicos.
O Pedido do Governo ao STJ

Objetivo da AGU
A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que novos aposentados e pensionistas possam acessar o crédito consignado imediatamente após a concessão dos benefícios.
- Motivação: A medida visa tornar o crédito mais acessível, especialmente em um cenário de alta demanda por financiamento entre beneficiários.
- Impacto no mercado: A eliminação da carência pode aumentar a competitividade entre instituições financeiras, reduzindo taxas de juros e ampliando as opções para os consumidores.
Impactos para Aposentados e Pensionistas
Vantagens
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- Acesso imediato ao crédito: Beneficiários poderão contratar empréstimos assim que seus benefícios forem concedidos.
- Maior liberdade de escolha: Com o fim da exclusividade, aposentados e pensionistas poderão optar pela instituição financeira de sua preferência.
Desafios
- Risco de endividamento: A facilidade de acesso ao crédito pode levar ao aumento do endividamento entre aposentados e pensionistas.
- Falta de regulamentação clara: Mudanças frequentes podem gerar incertezas entre os beneficiários.
Expectativas para 2025
Com o novo modelo de crédito consignado, espera-se:
- Maior competitividade no mercado financeiro.
- Redução de taxas de juros.
- Mais transparência nos contratos de consignados.
Além disso, a arrecadação gerada pelo leilão da folha de pagamentos será destinada a projetos sociais e ao fortalecimento do INSS, beneficiando a população de forma ampla.
Considerações finais
O fim da carência de 90 dias para empréstimos consignados do INSS representa uma mudança significativa para aposentados e pensionistas.
A medida, se aprovada pelo STJ, poderá facilitar o acesso ao crédito e ampliar a liberdade de escolha entre instituições financeiras, mas também exige cuidado para evitar o superendividamento.
Para os beneficiários, a recomendação é acompanhar as atualizações nos canais oficiais e avaliar com cautela as condições oferecidas pelas instituições antes de contratar o crédito.
A iniciativa reflete o compromisso do governo em modernizar a gestão da folha do INSS e promover inclusão financeira, mas o desafio será equilibrar os interesses econômicos e sociais de forma sustentável.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
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