Enquanto o mercado ainda digere o aumento na alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o Banco Inter (INBR32) surpreendeu ao anunciar a redução temporária do spread cambial em sua conta global de investimentos. A condição especial, válida de 29 de maio a 12 de junho de 2025, atinge diretamente clientes dos segmentos Digital, One, Prime e PJ, permitindo uma conversão mais barata do real para moedas estrangeiras, principalmente o dólar.
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Banco Inter anuncia redução de spread cambial em sua conta global de investimentos, mesmo com o aumento do IOF.
O movimento do banco digital ocorre em um momento de pressão fiscal e mudanças nas diretrizes cambiais promovidas pelo governo federal, que vêm impactando plataformas de investimento, comércio internacional e o bolso do consumidor.
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Entenda o que é o spread cambial
O spread cambial é a diferença entre a cotação oficial de uma moeda estrangeira, como o dólar ou o euro, e o valor efetivamente cobrado por bancos e instituições financeiras na hora de fazer a conversão de reais em operações como compras internacionais ou transferências de investimento.
Essa diferença costuma ser a principal fonte de receita cambial para bancos, e representa um custo importante para o cliente final. Ao reduzir o spread, o Inter torna sua conta global mais competitiva, ampliando o apelo entre investidores que operam ativos no exterior.
Reduções anunciadas pelo Inter
As novas condições anunciadas pelo Inter afetam os principais perfis de clientes da instituição. Veja como ficou:
| Segmento | Spread anterior | Spread reduzido |
|---|---|---|
| Digital | 1,50% | 1,25% |
| One | 1,50% | 1,25% |
| Prime | 1,25% | 1,15% |
| PJ (empresas) | 1,50% | 1,25% |
O benefício vale apenas durante o período promocional, que vai de 29 de maio até 12 de junho, e é exclusivo para operações feitas por meio do Super App do Inter, onde é possível realizar câmbio e transferir recursos para contas globais.
Vantagem real ao investidor
Na prática, essa redução no spread representa uma economia real para quem precisa converter valores para investir em ativos estrangeiros ou manter reservas em moedas fortes. A medida também neutraliza parcialmente os impactos da alta do IOF, que encarece essas transações.
Alta do IOF reacende debate sobre carga tributária
Na contramão das reduções promovidas por instituições financeiras, o governo federal surpreendeu ao interromper a queda progressiva do IOF nas operações internacionais, estipulada anteriormente para chegar a zero até 2028.
Em vez disso, a alíquota sobre compras com cartão de crédito no exterior foi elevada de 3,38% para 3,5%, um movimento que gerou reação negativa no mercado e resistência no Congresso Nacional.
IOF em alta: uma medida emergencial?
A justificativa da equipe econômica foi de que a elevação visa compensar perdas de arrecadação diante da necessidade de cumprir o novo arcabouço fiscal. No entanto, o cenário gerou críticas sobre o uso do IOF como instrumento de ajuste temporário, em vez de uma política de longo prazo.
Congresso reage: ameaça de derrubada do decreto
A insatisfação chegou ao Legislativo. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou nesta semana que o ambiente no Congresso é favorável à derrubada do decreto que aumentou o IOF. Em publicação na rede social X (antigo Twitter), Motta exigiu que o Executivo apresente, em até dez dias, uma alternativa sustentável e definitiva, sem recorrer a “gambiarras tributárias”.
Essa pressão pode resultar em recuo do governo, ou ao menos em negociação de um novo modelo de tributação sobre operações internacionais, que afete menos diretamente o consumidor.
Concorrência reage: Mercado Pago zera spread
O Inter não foi o único a agir. Na semana anterior, o Mercado Pago também fez um movimento agressivo no segmento cambial ao zerar o spread em compras internacionais feitas com o cartão de crédito da empresa.
A iniciativa teve forte repercussão entre os usuários, e aponta para uma tendência de competição no câmbio, onde os bancos e fintechs buscam se diferenciar pela redução de custos operacionais ao cliente, mesmo diante de um cenário tributário desfavorável.
Outros players devem seguir?
Especialistas apontam que outras plataformas, como Nubank, C6 Bank, Wise e Nomad, devem acompanhar o movimento, sob risco de perder participação de mercado. A disputa pelo cliente que realiza transações internacionais está acirrada, e o spread cambial se tornou uma das principais armas dessa guerra de tarifas.
Super App do Inter: integração como diferencial

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+311 mil seguidores
O Super App do Banco Inter tem sido um dos principais trunfos da instituição. A plataforma concentra serviços bancários, investimentos, câmbio, seguros e marketplace em uma única interface, facilitando a vida do cliente e permitindo operações cambiais com poucos cliques.
Para usar o benefício da redução de spread, o usuário deve:
- Acessar o Super App com login e senha;
- Navegar até a seção de câmbio;
- Realizar a conversão entre real e dólar;
- Transferir os recursos para a conta global Inter, se desejar.
Segundo o banco, os recursos podem ser usados para investir em ações internacionais, ETFs, títulos públicos dos EUA ou até manter saldo para compras em viagens.
Impacto no investidor brasileiro
Com a alta do IOF e as oscilações do dólar, o investidor brasileiro enfrenta um cenário de aumento no custo total de operações cambiais. Por isso, a redução do spread surge como uma alternativa importante de economia, especialmente para quem realiza conversões frequentes ou valores mais altos.
Simulação prática
Considere uma conversão de R$ 10.000,00 para dólares:
- Com spread de 1,50%, o custo adicional é de R$ 150,00;
- Com spread de 1,25%, o custo cai para R$ 125,00;
- Economia direta de R$ 25,00 — que pode ser ainda mais relevante em valores maiores.
Essas diferenças se acumulam ao longo do tempo e afetam diretamente a rentabilidade de investimentos em dólar.
O futuro do IOF e das tarifas bancárias

Com a possibilidade de revisão do decreto que aumentou o IOF e o avanço do debate sobre reforma tributária, o cenário futuro ainda é incerto. No entanto, o episódio reforça a importância de comparar plataformas financeiras, entender as cobranças embutidas em cada operação e buscar opções que ofereçam transparência e economia.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
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