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Intervenção federal no DF acaba hoje (31); saiba o que vai mudar

A intervenção federal foi implementada devido aos ataques antidemocráticos do dia 8 de janeiro, quando invadiram a praça dos Três Poderes. 

VictóriaPor Victória3 min de leitura
Foto ampla dos apoiadores de Bolsonaro no ataque à Praça dos Três Poderes, em Brasília, DF

Nesta terça-feira (31), encerra a intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal. A medida foi implementada devido aos ataques antidemocráticos do dia 8 de janeiro, em que bolsonaristas invadiram a praça dos Três Poderes. 

O ato causou bastante prejuízo às sedes, visto que diversas obras de artes, documentos, móveis e vidraças foram destruídos. Assim, diante desse cenário caótico, o presidente Lula decretou a intervenção federal. 

Além disso, Alexandre de Moraes, ministro do STF, decretou o afastamento de Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, por 90 dias. 

Fim da intervenção federal 

Primeiramente, termina hoje (31) a intervenção federal no DF, o que significa que o governo estadual voltará a comandar a segurança pública da região. Vale destacar que neste período Ricardo Cappelli estava à frente da Polícia Militar, Polícia Civil e Penitenciária e do Corpo de Bombeiros. 

A intervenção foi decretada porque constatou-se que houve falha operacional por parte das forças de segurança no DF, além da conivência de alguns policiais militares no dia 8 de janeiro. 

Quantas vezes o Brasil usou esse recurso?

É preciso mencionar que a intervenção federal está prevista no artigo 34 da Constituição e que ela tem a intenção de restaurar a ordem pública. Apesar de estar prevista em lei, essa medida foi implementada apenas quatro vezes, a última delas em 2018, no governo de Michel Temer. 

Durante a gestão de Temer, o presidente implementou a medida para conter os casos de violência que surgiram no estado do Rio de Janeiro. Nesta ocasião a intervenção durou até 1º de janeiro de 2019.

Novo secretário de Segurança 

Ricardo Cappelli, interventor da segurança pública no DF, comemorou o fim da ação. Vale destacar que o profissional comandou a segurança do DF após os atos de 8 de janeiro.

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Cappelli destacou em seu perfil no Twitter que foram dias difíceis e que ele precisou tomar decisões “no calor dos acontecimentos”. 

Apesar de deixar o cargo agora, o interventor já criou um plano de segurança para a posse dos deputados e a reabertura do ano judiciário que acontecerá nesta quarta-feira (1º).

Além disso, afirmou diversas vezes que confia nas forças de segurança do DF e que concorda com a indicação do delegado Sandro Avelar para o cargo de secretário de Segurança. O delegado foi uma indicação de Celina Leão, governadora em exercício.

Assim, para Cappelli, Avelar tem todos os requisitos necessários para conduzir as ações planejadas para os próximos dias. 

Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

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