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Investimento em previdência privada dispara e arrecada R$ 147 bi até setembro

Investimento em previdência privada no Brasil atinge R$ 146,9 bilhões até setembro de 2024, com crescimento de 17,6%!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
IOF

O investimento em planos de previdência privada no Brasil tem mostrado um desempenho robusto em 2024. Até setembro, o setor arrecadou R$ 146,9 bilhões, marcando um impressionante crescimento de 17,6% em comparação ao mesmo período de 2023. Esse aumento é um reflexo de um cenário econômico favorável e de uma crescente conscientização sobre a importância de se planejar financeiramente para a aposentadoria.

A recuperação econômica, que impulsionou o emprego e a renda, é um dos principais fatores responsáveis por esse crescimento. Além disso, a preocupação com a aposentadoria e o envelhecimento populacional tem levado cada vez mais brasileiros a buscar alternativas de investimentos para garantir um futuro mais seguro financeiramente.

Crescimento das Arrecadações e Resgates

Calculadora com notas em cima e papel com frase "Previdência Privada"
Imagem: Shutterstock / rafastockbr

De acordo com a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), os aportes realizados em planos de previdência privada no Brasil chegaram a R$ 146,9 bilhões entre janeiro e setembro de 2024. Esse aumento de 17,6% representa uma recuperação considerável após os desafios enfrentados pelo país nos últimos anos, incluindo os impactos econômicos causados pela pandemia de Covid-19.

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Embora o valor arrecadado tenha crescido, os resgates também aumentaram, somando R$ 99,3 bilhões, o que representa uma alta de 3,4%. Esse aumento, no entanto, ficou abaixo da inflação do período, o que sugere que, apesar das retiradas, a captação líquida foi bastante expressiva, totalizando R$ 47,7 bilhões – um aumento de 64,6% se comparado com 2023.

Em setembro de 2024, os ativos totais nos planos de previdência privada ultrapassaram R$ 1,5 trilhão, o que equivale a cerca de 13% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Esse número reforça a importância do setor como uma fonte relevante de investimentos e uma alternativa de proteção financeira para os brasileiros.

Cenário Econômico e a Busca por Segurança Financeira

O presidente da Fenaprevi, Edson Franco, destacou que o crescimento do setor se deve a uma série de fatores econômicos e sociais. A recuperação do emprego e da renda foi um elemento chave, pois muitos brasileiros voltaram a ter capacidade de poupar e investir. Além disso, a crescente preocupação com a aposentadoria e o envelhecimento da população motivaram muitos a procurar alternativas para garantir uma renda complementar no futuro.

VGBL e PGBL: As Modalidades Mais Procuradas

O VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) continua sendo o produto mais popular entre os investidores em previdência privada. Esse tipo de plano foi responsável por 92% de toda a captação no período analisado, o que representa cerca de R$ 135 bilhões. O VGBL é especialmente atrativo para pessoas isentas de Imposto de Renda ou para aquelas que optam pela declaração simplificada do IR.

Por outro lado, o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) também continua sendo uma opção importante, embora tenha representado apenas 6% do total arrecadado, com R$ 9,1 bilhões. O PGBL é indicado para aqueles que fazem a declaração completa do Imposto de Renda, pois permite a dedução de até 12% da renda bruta tributável.

Além disso, os planos tradicionais de previdência privada, embora representem uma menor fatia do mercado, também têm atraído investidores, somando R$ 2,2 bilhões no período.

Número de Participantes Aumenta

Outro dado relevante é o número de pessoas que possuem planos de previdência privada aberta no Brasil. Em setembro de 2024, 11,2 milhões de brasileiros estavam investindo nesse tipo de produto, o que corresponde a cerca de 7% da população adulta do país. Esse número representa um crescimento de 1,6% em relação ao mesmo mês de 2023, evidenciando a crescente adesão ao conceito de previdência privada.

A maior parte dos participantes opta pelo VGBL, com 8,9 milhões de planos, representando 63% do total. O PGBL foi escolhido por 22% dos investidores, o que equivale a 3,1 milhões de planos. Apenas 15% dos participantes optaram pelos planos tradicionais, somando 2,2 milhões.

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A Inclusão Social na Previdência Privada

Um dado interessante é que, apesar de ser um produto amplamente associado à classe A e B, a previdência privada também tem sido adotada por uma parcela significativa da classe C. De acordo com Franco, quase metade dos participantes de planos de previdência privada são da classe C, o que mostra que os produtos estão alcançando uma maior diversidade de público.

Além disso, a adesão ao mercado de previdência privada tem ocorrido, principalmente, na modalidade individual. Atualmente, 80% dos planos são individuais, enquanto 20% são coletivos, voltados para grupos de trabalhadores de empresas e entidades.

O Desafio da Proteção Previdenciária no Brasil

Um homem utilizando uma calculadora
Imagem: wutzkohphoto / Shutterstock.com

Apesar do crescimento dos investimentos em previdência privada, ainda existe uma grande lacuna no que diz respeito à cobertura previdenciária no Brasil. A maioria da população brasileira depende exclusivamente da aposentadoria do INSS, o que pode não ser suficiente para garantir uma aposentadoria digna.

A adesão aos planos de previdência privada segue sendo uma estratégia importante para aqueles que buscam ter uma renda complementar ao INSS, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido para tornar esse produto mais acessível e atrativo para um público maior.

Considerações finais

O aumento significativo na arrecadação e no número de participantes nos planos de previdência privada é um reflexo de um movimento crescente em direção à segurança financeira para a aposentadoria. Embora o VGBL continue a ser a principal escolha entre os investidores, outras modalidades também têm mostrado relevância no cenário atual.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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