O mercado financeiro tem se transformado e, em 2026, os investimentos alternativos ganham ainda mais relevância. Plataformas de crowdfunding e fundos especializados permitem que investidores participem de setores antes restritos, como bares, música, cinema e arte.
Do boteco ao cinema de terror: investimentos inusitados e o que saber
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Mesmo quem não tem experiência em finanças tradicionais pode encontrar oportunidades em negócios criativos, aproveitando regulamentações recentes e o crescimento do mercado de tokenização de ativos. A diversificação de investimentos se torna, assim, uma estratégia essencial em anos de incerteza política e econômica.
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Como funciona o investimento alternativo
O crowdfunding, conhecido anteriormente como “vaquinha virtual”, foi regulamentado pela CVM por meio da Resolução 88/2022. Hoje, investidores podem adquirir créditos de pequenas empresas, financiar fintechs, projetos artísticos, filmes, música ou até empreendimentos imobiliários, com contratos de investimento coletivo ou tokenizados.
A vantagem frente aos mercados tradicionais
Investimentos alternativos permitem acesso a setores que não seriam acessíveis via ações, CDBs ou fundos tradicionais. Eles podem oferecer rentabilidades maiores, mas exigem conhecimento sobre o risco e a estrutura de cada operação, especialmente em setores criativos.
Ganhos no setor de bares e restaurantes
Crédito para o segmento de bebidas
A Hurst Investimentos estruturou o financiamento da Pantore Pay, fintech que antecipa compras de bebidas para bares e restaurantes. O sistema garante que o pagamento seja feito ao fornecedor antes da entrega e que o dono do estabelecimento pague em até sete dias com juros.
Rentabilidade e volume de operações
O modelo permite até 11 mil empréstimos mensais em todo o Brasil, com estimativa de rendimento de 23% ao ano em até 12 meses. A segurança do crédito é reforçada pelo histórico das maquininhas de cartão, garantindo menor risco de inadimplência.
Investimentos na música
Antecipação de royalties
Investidores podem adquirir direitos sobre royalties musicais de artistas renomados. Cada execução em plataformas como Spotify, YouTube ou TikTok gera fluxo de caixa previsível, o que permite projeções confiáveis de retorno.
Artistas e fluxo de renda
No portfólio da Hurst, estão artistas como Toquinho, Paulo Ricardo, Amado Batista, Maiara e Maraisa, e Marília Mendonça. A análise histórica do fluxo de royalties possibilita estimar retornos de forma bastante precisa.
Cinema e audiovisual
Financiamento de filmes
O setor cinematográfico também está aberto para investidores via crowdfunding. A Hurst investe em filmes nacionais e internacionais, incluindo indicados ao Oscar e ao Globo de Ouro, como “Valor Sentimental” e “Sirât”.
Produções nacionais e expectativas
Filmes brasileiros, como “Apanhador de Almas” e “Cordélicos”, oferecem projeção de retorno de até 31%. A distribuição inclui streaming, bilheteria e vendas internacionais, ampliando o potencial de valorização do investimento.
Entretenimento familiar e fundos tradicionais
Parques de diversão e atrações
Investimentos em entretenimento familiar incluem construção de parques em shoppings de Campinas, com conclusão prevista para início de 2026. Esses ativos oferecem retorno vinculado à operação do parque e à venda de ingressos.
Fundos de crédito e ativos judiciais
A Hurst atua também em recebíveis de empréstimos para servidores públicos, pequenas empresas e ativos judiciais, como precatórios e RPVs, com rentabilidade variável de 18% a 34% ao ano.
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Riscos e cuidados
Liquidez e prazo
Diferente de títulos tradicionais, esses investimentos têm liquidez reduzida e exigem paciência do investidor. Alguns ativos, como filmes, possuem maturação mais rápida, em torno de quatro meses, enquanto outros podem demandar até três anos.
Avaliação detalhada de cada operação
O sucesso depende do histórico do emissor e da gestão da operação. Isso inclui análise de credibilidade, experiência do parceiro e projeção realista do retorno. Riscos específicos incluem falhas no setor, baixa performance do ativo ou problemas de custódia.
Tokenização e segurança digital
Empresas como Zuvia digitalizam ativos por meio de blockchain, permitindo negociação em bolsa com maior segurança. Contudo, há riscos de ataques cibernéticos, exigindo que investidores entendam a custódia e proteção de tokens.
Eventos, shows e música ao vivo
Fundos de direitos creditórios
A Flowinvest, em parceria com a 30e, financia shows por meio de FIDCs, antecipando o valor dos ingressos. Entre os eventos financiados estão grandes nomes internacionais como Paul McCartney e Roger Waters, além da brasileira Xuxa.
Expansão para produtores menores
A empresa também apoia artistas regionais, times de futebol e projetos menores via crowdfunding, aproveitando sua expertise para estruturar investimentos seguros e rentáveis.
Considerações finais
Investimentos alternativos em 2026 oferecem oportunidades únicas em setores criativos e pouco acessíveis. Embora possuam riscos, como liquidez limitada e variabilidade de retorno, podem gerar rentabilidades superiores às tradicionais.
O investidor deve analisar cuidadosamente cada operação, considerando histórico, estrutura do ativo e parceiros envolvidos. Ao diversificar entre bares, música, cinema e arte, é possível ampliar o portfólio e participar de mercados inovadores e promissores.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
