Um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional pode garantir isenção de pedágio para idosos de 65 a 69 anos, ampliando os direitos previstos no Estatuto da Pessoa Idosa e representando uma das maiores mudanças em políticas públicas voltadas à mobilidade da terceira idade.
Idosos 65 a 69 anos: projeto de lei garante isenção de pedágio; confira como vai funcionar
Projeto de lei quer isentar idosos de 65 a 69 anos do pedágio em rodovias brasileiras. Entenda como vai funcionar e quem será beneficiado.
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A proposta prevê que idosos que transitam por rodovias federais e estaduais passem a ser isentos do pagamento de tarifas, medida que visa promover acessibilidade, inclusão social e qualidade de vida. Atualmente, o Estatuto da Pessoa Idosa assegura gratuidade em transportes públicos urbanos e descontos em viagens interestaduais, mas a isenção de pedágio ainda não está prevista em lei federal.
Especialistas avaliam que a medida poderá ter impactos positivos na mobilidade e na economia dos idosos, especialmente aqueles que residem em regiões afastadas ou dependem do carro para atividades cotidianas.
O que poderá mudar com a nova lei para idosos
O texto do projeto estabelece que motoristas com 65 anos ou mais terão direito à isenção de pedágios em rodovias brasileiras. A medida deve abranger tanto rodovias federais quanto estaduais, de acordo com o modelo de regulamentação que venha a ser aprovado.
Entre os pontos mais relevantes, o projeto mantém todas as demais condições do Código de Trânsito, ou seja, multas e infrações continuarão válidas, e os beneficiários deverão seguir as normas de segurança e documentação em dia.
Abaixo, um resumo do que propõe a nova legislação:
| Nova Lei para Idosos Promete Garantir Isenção em Pedágios | Informações |
|---|---|
| Quem será beneficiado? | Idosos com idade a partir de 65 anos |
| O que será isento? | Pagamento de pedágios em rodovias federais e estaduais |
| O que permanece obrigatório? | Cumprimento das regras de trânsito e pagamento de multas em caso de infrações |
| Impacto esperado | Redução de custos e maior mobilidade para a população idosa |
Essa medida, caso aprovada, trará mais liberdade e autonomia à terceira idade, garantindo que idosos possam se deslocar entre cidades e estados com menos restrições financeiras.
Histórico e contexto da proposta
Embora a ideia da isenção de pedágio para idosos seja recente no debate nacional, iniciativas semelhantes já foram discutidas anteriormente. Em 2023, o deputado Max Lemos (Solidariedade-RJ) apresentou o Projeto de Lei 518/2023, que previa o benefício para idosos acima de 70 anos e pessoas com deficiência.
A proposta, no entanto, ainda aguarda análise na Câmara dos Deputados, mas inspirou novos projetos, incluindo o atual, que amplia a faixa etária beneficiada e fortalece o caráter social da medida.
Se aprovada, a lei poderá ser um marco na política nacional de mobilidade inclusiva, pois amplia o alcance dos direitos previstos no Estatuto da Pessoa Idosa.
Leis estaduais e precedentes judiciais
Atualmente, não há legislação federal que garanta isenção de pedágio a idosos, mas alguns estados brasileiros já vêm discutindo medidas semelhantes para pessoas com deficiência (PCD) e grupos específicos.
Em 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a validade de uma lei estadual que concede isenção de pedágio para pessoas com deficiência, abrindo precedente jurídico para que os estados também legislem sobre o tema.
Essa decisão reforça a autonomia dos estados para criar normas que complementem a legislação federal, o que pode facilitar a aplicação da isenção de pedágio para idosos em nível regional, mesmo antes da aprovação definitiva da lei no Congresso Nacional.
O impacto social e econômico da isenção de pedágio
A isenção de pedágio para idosos representa mais do que um alívio financeiro — trata-se de uma política pública de inclusão e mobilidade. O alto custo dos pedágios, especialmente em estados com várias praças de cobrança, limita o deslocamento de muitos idosos que dependem do carro para visitar familiares, realizar consultas médicas ou participar de atividades sociais.
Além disso, a medida contribuiria para o turismo interno, permitindo que a terceira idade viaje com mais frequência, estimulando economias locais e reduzindo o isolamento social.
Economistas apontam que, apesar da redução na arrecadação de concessionárias, o impacto seria pequeno em relação ao benefício social gerado. A faixa etária entre 65 e 69 anos representa menos de 6% dos motoristas ativos, segundo dados do Denatran, o que indica que o custo fiscal seria limitado.
Como funcionará o processo de isenção
O projeto prevê que o idoso interessado deverá se cadastrar previamente junto ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) ou aos órgãos estaduais responsáveis pelas concessões de rodovias.
Esse registro poderá ser vinculado à placa do veículo e ao CPF do motorista, evitando fraudes e garantindo controle sobre o uso do benefício.
Entre os requisitos possíveis estão:
- Comprovação de idade (65 anos ou mais);
- Documento do veículo em nome do idoso ou de cônjuge/companheiro;
- Situação regular no sistema de multas e tributos de trânsito.
Etapas previstas para adesão:
- Cadastro no sistema de isenção via site ou aplicativo do órgão responsável;
- Análise e validação dos dados pessoais e do veículo;
- Ativação da isenção junto ao sistema de cobrança automática (Sem Parar, ConectCar, Veloe etc.);
- Reconhecimento automático nas praças de pedágio.
Esse modelo também permitirá que a isenção funcione sem necessidade de parar nas praças, garantindo fluidez no trânsito.
Repercussão e posicionamentos
A proposta vem recebendo apoio expressivo de parlamentares e movimentos sociais voltados aos direitos dos idosos. Entidades como a Frente Nacional de Defesa da Pessoa Idosa destacam que o projeto reconhece o papel social e econômico da população mais velha.
Por outro lado, representantes das concessionárias de rodovias alertam que a medida pode exigir compensações financeiras por parte do governo, já que os contratos de pedágio preveem arrecadações específicas para manutenção e operação das vias.
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O debate, portanto, deve incluir ajustes jurídicos e fiscais, especialmente em contratos de concessão vigentes.
Comparação internacional
Em países como Portugal e Espanha, idosos já contam com descontos automáticos em pedágios e estacionamentos. Em outros, como o Canadá, existem políticas locais que reduzem taxas rodoviárias para aposentados.
O Brasil, portanto, segue uma tendência global de facilitar o deslocamento da terceira idade, especialmente diante do crescimento da expectativa de vida e do aumento da participação dos idosos nas atividades econômicas.
O que esperar da nova lei
Caso aprovada, a nova lei deverá ser implementada gradualmente, começando pelas rodovias federais sob concessão pública e, depois, ampliada para rodovias estaduais.
O impacto positivo esperado inclui:
- Redução de custos de deslocamento para aposentados;
- Maior participação social dos idosos;
- Valorização da cidadania e autonomia da terceira idade;
- Fomento ao turismo regional e à economia local.
O projeto reforça o compromisso do Estado com o direito à mobilidade e dignidade da pessoa idosa, tema cada vez mais relevante em uma sociedade que envelhece rapidamente.
Um passo histórico pela mobilidade da terceira idade
A possível isenção de pedágio para idosos de 65 a 69 anos é uma das medidas mais aguardadas no cenário social brasileiro. O projeto, ainda em tramitação, reflete uma demanda crescente por políticas públicas que garantam autonomia, respeito e acessibilidade à população idosa.
Se aprovada, a nova lei representará um marco no reconhecimento dos direitos da terceira idade, tornando as viagens mais acessíveis e reduzindo barreiras financeiras que limitam a mobilidade de milhões de brasileiros.
Acompanhar o andamento do projeto será essencial para que os beneficiários saibam como se cadastrar e usufruir da isenção, caso a proposta se torne lei.
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