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Motoristas pagarão mais nos pedágios Rio–SP a partir de 1º de setembro

Pedágios da Dutra e BR-101 terão novas tarifas a partir de setembro. Confira quanto carros vão pagar em cada praça da RioSP.

Jessica CassanaPor Jessica Cassana··8 min de leitura
Motoristas pagarão mais nos pedágios Rio–SP a partir de 1º de setembro

Motoristas que trafegam entre Rio de Janeiro e São Paulo precisarão considerar um novo gasto no orçamento das viagens a partir de setembro. As tarifas de pedágios administradas pela concessionária RioSP serão reajustadas, afetando trechos importantes da BR-116, a Rodovia Presidente Dutra, e da BR-101.

Os novos preços começam a ser cobrados à zero hora de 1º de setembro de 2026. Para automóveis, caminhonetes e furgões, as tarifas regulares passarão a variar entre R$ 4,60 e R$ 17,10, dependendo da praça utilizada.

A mudança foi autorizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) dentro da quarta revisão ordinária do contrato de concessão da RioSP. O impacto médio calculado pela agência ficou em 1,32%, percentual consideravelmente inferior à inflação usada como referência no processo.

Na prática, até pequenas diferenças em cada cabine podem aumentar o custo total de viagens que atravessam várias praças. Por isso, quem utiliza frequentemente a Dutra ou a BR-101 deve ficar atento aos novos valores.

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Pedágios da Dutra e BR-101 mudam em setembro

pedágios
Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

A revisão atinge as dez praças de pedágio da concessão RioSP espalhadas por São Paulo e Rio de Janeiro.

No estado de São Paulo, estão incluídas praças localizadas em Arujá, Guararema, Jacareí e Moreira César, distrito de Pindamonhangaba.

No Rio de Janeiro, a mudança alcança os pontos de cobrança de Itatiaia, Paraty, Mangaratiba e Itaguaí.

Segundo a tabela divulgada pela ANTT, os valores para veículos de passeio serão os seguintes:

PraçaLocalizaçãoValor atualNovo valor
P1Arujá (SP)R$ 4,50R$ 4,60
P2Arujá/Rodoanel (SP)R$ 4,50R$ 4,60
P3Guararema (SP)R$ 4,50R$ 4,60
P4Jacareí (SP)R$ 8,10R$ 8,20
P5Jacareí (SP)R$ 8,10R$ 8,20
P6Moreira César (SP)R$ 16,90R$ 17,10
P7Itatiaia (RJ)R$ 14,50R$ 14,70
P8Paraty (RJ)R$ 4,80R$ 4,90
P9Mangaratiba (RJ)R$ 4,80R$ 4,90
P10Itaguaí (RJ)R$ 4,80R$ 4,90

A própria ANTT confirmou que os preços passam para R$ 4,60 nas praças P1 a P3, R$ 8,20 nas P4 e P5, R$ 17,10 na P6, R$ 14,70 na P7 e R$ 4,90 nas três praças da BR-101.

Qual será o pedágio mais caro?

Entre os valores cobrados normalmente de veículos de passeio, o maior continuará sendo encontrado na praça P6, em Moreira César, no município paulista de Pindamonhangaba.

A tarifa passará de R$ 16,90 para R$ 17,10, um aumento de R$ 0,20 por passagem.

Logo depois aparece a praça de Itatiaia, no Rio de Janeiro, onde o valor aumenta de R$ 14,50 para R$ 14,70.

Já os menores preços regulares ficarão nas praças de Arujá e Guararema, que passarão a cobrar R$ 4,60 de veículos de passeio.

Embora os aumentos individuais pareçam pequenos, o motorista precisa considerar quantas praças atravessará durante a viagem.

Um condutor que percorre grandes trechos da concessão pode passar por diversos pontos de cobrança, fazendo com que as diferenças se acumulem no custo final do deslocamento.

Por que o reajuste foi de apenas 1,32%?

Um dos pontos que chama atenção na revisão é que o reajuste médio ficou abaixo da inflação considerada no cálculo.

Segundo a ANTT, o IPCA utilizado na revisão contratual acumulou 4,44%. Entretanto, isso não significa que todas as tarifas precisariam aumentar exatamente nesse percentual.

Contratos de concessão rodoviária incluem diferentes mecanismos capazes de elevar ou reduzir os valores finais.

Nesse processo específico, foram utilizados instrumentos de reequilíbrio previstos contratualmente, entre eles os chamados Fatores D e C.

De acordo com a agência reguladora, a combinação desses mecanismos fez com que o impacto médio percebido pelos usuários ficasse em 1,32%, cerca de 70% inferior ao índice inflacionário utilizado como referência.

Isenções judiciais também influenciaram o cálculo

Outro fator importante envolve valores relacionados a isenções determinadas judicialmente.

A ANTT decidiu realizar a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro decorrente dessas situações utilizando um mecanismo de contas contratuais, evitando que todo esse efeito fosse incorporado imediatamente ao pedágio.

Segundo a agência, sem essa solução, o reajuste médio poderia ultrapassar 2,5%.

Ou seja, o percentual final não resulta apenas da correção pela inflação. Ele considera uma série de componentes previstos no contrato de concessão.

BR-101 continua com pedágio maior em períodos de pico

Quem utiliza a BR-101 no litoral do Rio de Janeiro precisa prestar atenção a uma característica específica do contrato.

As praças P8, em Paraty; P9, em Mangaratiba; e P10, em Itaguaí possuem diferenciação tarifária para determinados períodos de maior movimento.

A concessão prevê uma majoração de 1,66 vez durante períodos de pico em fins de semana e feriados, segundo a ANTT.

Isso significa que o custo pode ficar significativamente maior justamente nos períodos em que aumenta o fluxo de turistas pelo litoral fluminense.

Para quem pretende viajar em feriados prolongados, por exemplo, não basta considerar apenas a tarifa regular de R$ 4,90 exibida para essas praças.

A regra diferenciada deve ser incluída no planejamento da viagem.

Quem usa cobrança eletrônica pode ter desconto

Outra regra importante mantida na concessão é o desconto para veículos que utilizam sistemas automáticos de identificação.

De acordo com a ANTT, a estrutura tarifária contempla desconto de 5% para pagamento eletrônico por identificação automática do veículo (AVI).

Na prática, sistemas de cobrança automática permitem identificar o veículo por meio de dispositivos eletrônicos, evitando a necessidade de pagamento manual na cabine.

Para motoristas que utilizam as rodovias com frequência, especialmente em deslocamentos diários ou semanais, o benefício pode representar uma diferença maior ao longo do ano.

Antes de contratar qualquer serviço de tag, porém, vale comparar eventuais mensalidades, taxas e condições oferecidas pelas empresas responsáveis pelo sistema.

Caminhões e ônibus pagam valores diferentes

Os valores de R$ 4,60 a R$ 17,10 apresentados na nova tabela se referem principalmente à categoria formada por automóveis, caminhonetes e furgões com dois eixos e rodagem simples.

Para ônibus, caminhões, veículos com reboque e outras configurações, os valores são maiores.

Isso acontece porque o contrato utiliza multiplicadores relacionados à categoria e ao número de eixos do veículo.

Portanto, transportadoras e motoristas profissionais precisam consultar a categoria correspondente antes de calcular o novo custo das viagens.

O reajuste pode ter impacto especialmente relevante para operações logísticas que fazem várias passagens pelas praças ao longo do mês.

Onde ficam as praças que terão novos valores?

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A ANTT mantém cadastradas dez praças dentro da atual concessão RioSP.

Na BR-116, a P1 fica em Arujá, enquanto a P2 corresponde às cabines avançadas também na região de Arujá. A P3 está localizada em Guararema.

As praças P4 e P5 estão em Jacareí. A P6 fica em Moreira César, distrito de Pindamonhangaba, e a P7 está em Itatiaia, no Rio de Janeiro.

Na BR-101, as três praças estão localizadas em Paraty, Mangaratiba e Itaguaí, respectivamente. A localização oficial das estruturas consta no cadastro da ANTT.

Quanto o motorista deve reservar para a viagem?

Motorista Seguro
Imagem: Rovena Rosa / Agência Brasil

Não existe um único valor de pedágio aplicável a toda viagem entre Rio e São Paulo.

O custo depende do ponto de entrada na rodovia, do destino, da rota escolhida, da quantidade de praças atravessadas e da categoria do veículo.

Por exemplo, alguém que utiliza apenas um pequeno trecho próximo a Arujá pode encontrar apenas a cobrança de R$ 4,60.

Já quem percorre uma distância maior e cruza diferentes praças precisa somar cada tarifa correspondente ao percurso.

O cálculo também muda para motoristas que trafegam pelos pontos da BR-101 em períodos de tarifa diferenciada.

Por isso, principalmente em viagens longas, o pedágio deve ser tratado como uma despesa total do trajeto, junto com combustível, estacionamento e outros custos.

Por que as tarifas de concessões são revisadas?

A revisão tarifária faz parte do funcionamento dos contratos de concessão de rodovias federais.

Em linhas gerais, esses contratos estabelecem obrigações para a concessionária, como operação da rodovia, atendimento aos usuários, conservação, manutenção e realização de investimentos previstos ao longo da concessão.

Ao mesmo tempo, existem mecanismos para preservar o chamado equilíbrio econômico-financeiro do contrato.

Isso significa que alterações de custos, inflação, investimentos, cumprimento de metas e outros eventos previstos contratualmente podem interferir na tarifa.

No caso da RioSP, o contrato tem 30 anos de duração e compreende 625,8 quilômetros de rodovias federais.

A extensão engloba uma das ligações rodoviárias mais importantes do país, conectando as duas maiores regiões metropolitanas brasileiras e também trechos estratégicos do litoral fluminense.

Quando começam os novos valores?

Os novos pedágios passam a valer oficialmente à zero hora de 1º de setembro de 2026.

Isso significa que motoristas que passarem pelas praças a partir desse horário já estarão sujeitos à nova tabela.

Quem pretende viajar pela Dutra ou pela BR-101 nos primeiros dias de setembro deve, portanto, atualizar o cálculo de despesas antes de sair de casa.

Apesar de o reajuste médio de 1,32% ter ficado abaixo do IPCA considerado na revisão, o impacto final varia conforme o percurso.

Para quem passa por apenas uma praça ocasionalmente, a diferença será pequena. Para usuários frequentes ou veículos que atravessam diversos pontos de cobrança, o efeito acumulado pode ser mais relevante no orçamento mensal.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

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