A Itaúsa, holding que gere o Itaú Unibanco, vendeu, na última quarta-feira, 19 de julho de 2023, mais de 5 milhões de ações classe A da XP Investimentos. Assim, o grupo conseguiu levantar R$ 600 milhões no processo.
Itaú abandona XP Investimentos por R$ 600 milhões; o que aconteceu?
Entenda os motivos que levaram a Itaúsa a desfazer de sua posição dentro da XP Investimentos. Saiba mais sobre!
Inclusive, a venda realizada na quarta-feira representou 1,02% do capital da empresa de investimentos. Em suma, esse é mais um passo da companhia, que busca, desde o mês passado, zerar sua posição na corretora.
Nesse sentido, a decisão da Itaúsa sobre a XP Investimentos ocorre em um momento em que a holding busca controlar a dívida líquida. Ademais, a decisão também gerou impacto na corretora, especialmente pelas oscilações de mercado.
Fim do casamento entre Itaú e XP Investimentos
Como dito, a Itaúsa levantou R$ 600 milhões com a venda de cerca de 5,6 milhões de ações da XP Investimentos. Dessa forma, o grupo deixou de ter 1,02% do capital social da corretora, isto é, atualmente a holding tem 3,27% do total, sendo que, desse montante, 1,15% representa o capital votante.
Vale destacar que, no último mês de junho, a instituição financeira já havia vendido ações da XP Investimentos, sendo que, na oportunidade, conseguiu arrecadar R$ 1,1 bilhão no processo. Nesse cenário, a tendência é que a Itaúsa siga se desfazendo de sua posição dentro da corretora ao longo dos próximos meses.
Estratégia da holding
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
A estratégia da Itaúsa acerca da venda da sua participação na XP Investimentos acontece em meio a um momento de equilíbrio de sua dívida líquida. Conforme dados do grupo, esse indicador estava em R$ 3,9 bilhões ao final do terceiro trimestre, o que equivale a 5% do seu patrimônio líquido.
Contudo, cerca de R$ 2,9 bilhões estão previstos para serem amortizados até 2025. Portanto, a decisão de desfazer sua posição na XP Investimentos, um ativo considerado não-core, também teve influência do cenário econômico passado pela holding, especialmente buscando reduzir a alavancagem.
Imagem: Reprodução / XP Investimentos
Pode ser do seu interesse:
