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Itaú dá novo passo para abrir banco próprio nos EUA e ampliar oferta de serviços

Itaú recebe aprovação preliminar nos EUA para criar o Itaú Bank, mas ainda precisa cumprir exigências e obter novas autorizações.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes··4 min de leitura
Itaú dá novo passo para abrir banco próprio nos EUA e ampliar oferta de serviços

O Itaú Unibanco está ampliando sua presença no mercado financeiro dos Estados Unidos. A instituição informou que recebeu uma aprovação preliminar condicionada do Office of the Comptroller of the Currency (OCC) para estabelecer um banco com licença nacional no país, que terá o nome de Itaú Bank, National Association.

A decisão representa uma etapa importante para a expansão internacional do grupo, mas não significa que o novo banco já esteja autorizado a iniciar suas atividades. O Itaú ainda terá de cumprir condições regulatórias e operacionais e passar por outras etapas previstas pelas autoridades americanas.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O que muda com a criação do Itaú Bank

A nova instituição deverá ampliar a estrutura que o Itaú já mantém nos Estados Unidos. A proposta é aumentar a capacidade do grupo de oferecer produtos e serviços financeiros diretamente no mercado americano, atendendo diferentes perfis de clientes.

A autorização preliminar foi concedida pelo OCC, órgão federal responsável pela concessão e supervisão de bancos nacionais nos Estados Unidos. De acordo com a própria autoridade, bancos nacionais são instituições constituídas e reguladas pelo órgão dentro do sistema bancário federal americano.

Na prática, a criação de uma instituição com licença nacional pode proporcionar ao Itaú uma estrutura mais abrangente para desenvolver suas operações no país, em vez de depender exclusivamente de estruturas já existentes.

O grupo já possui operações internacionais nos Estados Unidos. Seu formulário de referência informa que as unidades internacionais no país atuam em serviços e operações financeiras, incluindo financiamento de comércio exterior, empréstimos, gestão de caixa, câmbio, cartas de crédito, garantias e operações nos mercados de capitais.

Aprovação do OCC ainda não significa início das operações

Um dos principais pontos da notícia é a diferença entre aprovação preliminar condicionada e autorização definitiva.

O aval recebido pelo Itaú permite que o processo avance, mas está sujeito ao cumprimento de determinadas exigências. A instituição ainda precisará obter as aprovações necessárias de outras autoridades americanas antes de colocar o novo banco em funcionamento.

Entre os órgãos envolvidos no processo estão o Federal Reserve Board e a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), além do próprio OCC.

Essa etapa é relevante porque a abertura de um banco nos Estados Unidos envolve requisitos relacionados à estrutura de governança, capital, controles internos, gerenciamento de riscos, compliance e capacidade operacional. O sistema regulatório americano mantém diferentes órgãos com responsabilidades específicas sobre as instituições financeiras.

O próprio OCC vem destacando, em 2026, a importância dos processos de criação de novos bancos e da existência de uma estrutura bancária competitiva, com procedimentos regulatórios voltados à entrada de novas instituições.

Itaú já possui histórico no mercado americano

A expansão anunciada não representa a chegada do Itaú aos Estados Unidos. O grupo já mantém atividades internacionais no país e possui uma relação de longa data com o mercado financeiro americano.

Além das operações bancárias, o Itaú também está presente no mercado de capitais dos Estados Unidos. O grupo possui ADRs negociadas na Bolsa de Nova York (NYSE), permitindo que investidores tenham exposição às ações da instituição por meio desse mecanismo.

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O histórico corporativo do Itaú também mostra que a expansão internacional faz parte de uma estratégia construída ao longo de décadas. O banco abriu suas primeiras agências no exterior em Nova York e Portugal em 1980.

Com o Itaú Bank, a estratégia ganha uma nova dimensão: a criação de uma instituição bancária nacional própria nos Estados Unidos.

Por que o movimento é importante para o Itaú

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A constituição de um banco nacional americano pode aumentar a capacidade do Itaú de desenvolver produtos específicos para o mercado local e aprofundar o relacionamento com clientes que possuem operações financeiras entre Brasil e Estados Unidos.

Para empresas brasileiras com negócios internacionais, por exemplo, uma estrutura mais ampla pode facilitar a oferta integrada de serviços financeiros, como crédito, câmbio, gestão de caixa e financiamento de operações comerciais.

A iniciativa também reforça o processo de internacionalização do grupo em um momento no qual os serviços bancários são cada vez mais digitais e ultrapassam fronteiras.

O Itaú aparece ainda em levantamentos internacionais de instituições financeiras. Na edição de 2026 do ranking World’s Best Banks, da Forbes em parceria com a Statista, foram analisados mais de 54 mil consumidores de 34 países, considerando fatores como confiança, atendimento, serviços digitais, condições e orientação financeira.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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