O Itaú BBA anunciou uma mudança estratégica em sua carteira recomendada de dividendos para julho de 2025. A ação da Petrobras (PETR4), uma das mais tradicionais da carteira, foi retirada e substituída pelos papéis do Bradesco (BBDC4). A troca marca um reposicionamento da análise fundamentalista do banco frente às perspectivas operacionais e financeiras das companhias envolvidas.
Itaú BBA substitui Petrobras por Bradesco em carteira de dividendos de julho
Itaú BBA retira Petrobras (PETR4) da carteira de dividendos e insere Bradesco (BBDC4), com expectativa de dividend yield de 7,4% em 2025.
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Expectativas positivas para o Bradesco

Os analistas Victor Natal e Mathias Venosa, responsáveis pela carteira de dividendos do Itaú BBA, destacaram que os próximos resultados trimestrais do Bradesco devem refletir uma recuperação consistente em diversas frentes. Segundo eles, há sinais de melhora operacional e financeira nas principais divisões do banco.
“Gostamos da tese”, afirmam Natal e Venosa em relatório enviado a clientes.
A dupla analisa que o Bradesco tem apresentado níveis mais saudáveis de inadimplência, reflexo direto dos ajustes feitos ao longo dos últimos anos em sua política de concessão de crédito. Com uma abordagem mais cautelosa e estratégica, o banco começa a colher os frutos de suas reformulações internas.
Setor de saúde como diferencial competitivo
Outro ponto relevante na decisão dos analistas é o desempenho do Bradesco Saúde. O Itaú BBA vê esse segmento como um dos mais promissores no portfólio da instituição financeira. Os resultados robustos esperados para essa área devem contribuir para manter os balanços sólidos até o final do ano, o que é particularmente atraente para investidores que buscam ativos defensivos e com bom pagamento de dividendos.
Projeção de dividendos para o Bradesco
Além da melhora nos indicadores operacionais, o Itaú BBA destaca a atratividade da ação do Bradesco do ponto de vista de retorno ao acionista. A projeção é de um dividend yield de 7,4% para 2025, o que coloca o papel como uma das principais apostas da carteira de julho.
A troca da Petrobras pelo Bradesco ocorre, portanto, com base em fundamentos concretos de mercado, avaliação de risco e perspectiva de entrega de valor ao investidor por meio da distribuição de proventos.
O desempenho da carteira em junho
Rentabilidade superior ao Ibovespa
Em junho, a carteira de dividendos do Itaú BBA entregou uma rentabilidade de 5,2%, superando o desempenho do Ibovespa, que teve alta de 1,3% no período. Isso representa um ganho de 3,9 pontos percentuais acima do principal índice da Bolsa brasileira.
Esse desempenho positivo reforça a assertividade das escolhas feitas pelos analistas, que apostam em empresas com fundamentos sólidos, bom histórico de distribuição de dividendos e potencial de valorização.
Marcopolo lidera os ganhos
A grande surpresa do mês foi a Marcopolo (POMO4), que subiu 9,8% em junho. O desempenho foi impulsionado por boas perspectivas em relação à demanda por seus veículos e um cenário de custos mais controlado.
A empresa tem se beneficiado de uma retomada no setor de transportes e da ampliação de programas públicos de renovação de frota. Isso torna seus papéis ainda mais atraentes para estratégias de investimento voltadas ao longo prazo e à distribuição de dividendos.
Copel decepciona e tem pior desempenho
Na outra ponta, a Copel (CPLE6) foi o destaque negativo da carteira, com recuo de 1,7%. A queda nos papéis refletiu preocupações pontuais com relação ao cenário regulatório e à sensibilidade da empresa a variáveis climáticas, além de uma possível acomodação dos preços após altas anteriores.
Apesar disso, a Copel permanece na carteira do Itaú BBA, com um dividend yield projetado de 8,6% para 2025, o maior entre os ativos recomendados.
Composição atual da carteira de dividendos do Itaú BBA
Veja como ficou a nova carteira de dividendos do Itaú BBA após a troca de Petrobras por Bradesco:
| Empresa | Código | Dividend Yield 2025 | Peso na carteira |
|---|---|---|---|
| Copel | CPLE6 | 8,6% | 20% |
| Marcopolo | POMO4 | 7,0% | 20% |
| Bradesco | BBDC4 | 7,4% | 20% |
| Direcional | DIRR3 | 10% | 20% |
| Aura Minerals | AURA33 | Restrito | 20% |
Bradesco assume papel central
Com a entrada do Bradesco, o portfólio do Itaú BBA passa a contar com um dos maiores bancos privados do país em sua estratégia de dividendos. A expectativa é de que o papel contribua tanto com solidez quanto com consistência na distribuição de proventos.
Direcional segue como destaque em dividend yield
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A Direcional (DIRR3) permanece como a ação com o maior dividend yield projetado: 10% para 2025. A empresa do setor de construção civil tem se mostrado eficiente em sua gestão operacional e beneficiada por programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida, que seguem em expansão.
Por que a Petrobras foi retirada?
A exclusão da Petrobras (PETR4) da carteira de dividendos do Itaú BBA chama atenção, já que a estatal é conhecida por seu histórico robusto de pagamentos aos acionistas. No entanto, a decisão dos analistas reflete preocupações com o cenário macroeconômico e político que envolve a companhia.
Incertezas regulatórias e de governança
A estatal vem enfrentando instabilidades relacionadas à sua governança e a possíveis intervenções do governo federal em sua política de preços e distribuição de lucros. Tais fatores aumentam o risco para investidores que buscam previsibilidade e consistência nos pagamentos de dividendos.
Volatilidade do petróleo impacta estratégia
Outro fator relevante é a oscilação nos preços internacionais do petróleo, que afetam diretamente os resultados da Petrobras. Essa volatilidade torna a empresa menos atrativa para estratégias conservadoras, como as focadas em dividendos recorrentes e previsíveis.
Estratégia do Itaú BBA mira em equilíbrio e previsibilidade

A nova composição da carteira do Itaú BBA para julho de 2025 reflete uma busca por ativos que entreguem equilíbrio entre solidez financeira, boa gestão e retorno consistente ao investidor. A substituição da Petrobras por Bradesco é um exemplo claro dessa abordagem, priorizando menor volatilidade e maior previsibilidade.
Além disso, os demais ativos escolhidos — Copel, Marcopolo, Direcional e Aura Minerals — reforçam a diversificação setorial da carteira, contemplando energia, transportes, construção e mineração, com foco em empresas bem posicionadas em seus respectivos mercados.
Considerações finais
A decisão do Itaú BBA de modificar sua carteira de dividendos evidencia a importância de uma gestão ativa e fundamentada na análise de riscos, desempenho operacional e cenário econômico. Com a inclusão do Bradesco, o portfólio passa a contar com um ativo tradicional, sólido e com expectativa de bons retornos aos acionistas.
Para investidores que buscam geração de renda passiva por meio de dividendos, acompanhar essas movimentações é essencial para manter uma estratégia eficiente e alinhada com as mudanças de mercado.
