Três grandes empresas de commodities brasileiras e três bancos, incluindo o Itaú e Santander, se juntaram em prol da criação de uma empresa florestal. Assim, o objetivo da ação é atingir em 20 anos uma soma de áreas protegidas equivalente ao estado do Rio de Janeiro.
Itaú e Santander se unem para criar nova empresa
Confira a quais empresas o Itaú e o Santander se uniram para criar uma nova empresa focada na preservação ambiental.
Desse modo, o projeto de criação da Biomas foi apresentado no último sábado (14), durante a Conferência do Clima COP27, no Egito.
Quem participou da Conferência do Clima?
Saiba quais foram as empresas e bancos que participaram da COP27:
- Suzano;
- Marfrig;
- Vale;
- Rabobank;
- Itaú Unibanco;
- Santander Brasil.
Qual foi o investimento?
O Itaú, Santander, Rabobank e cada uma das empresas anteriormente citadas participa da Biomas através de um investimento de R$ 20 milhões destinados a suportar os primeiros anos de atividade da empresa, que propõe um modelo de negócio baseado na comercialização de crédito de carbono.
Apesar dos investidores iniciais, o grupo de empresas que formam a Biomas pode crescer no futuro. Além disso, a nova empresa tem o objetivo de alcançar em duas décadas uma área de 4 milhões de hectares de matas nativas protegidas e diferentes biomas brasileiros. Entre eles pode-se citar a Mata Atlântica, Amazônia e Cerrado.
Dos 4 milhões de hectares, 2 milhões serão de restauração de áreas a partir do plantio de quase 2 bilhões de árvores nativas. Vale destacar, ainda, que a Suzano, maior produtora mundial de celulose de eucalipto, afirmou, após questionamento, que não tem áreas da companhia e que terá atuação independente.
Além disso, a empresa afirmou que a Biomas não tem o objetivo de adquirir áreas, mas de criar parcerias com os proprietários de terras através do compartilhamento de parte da receita a ser gerada com a venda dos créditos de carbono.
Biomas
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Primeiramente, a iniciativa surgiu em um momento em que o país segue batendo recordes de desmatamento na Amazônia. Isso porque no mês de outubro a área de desmatamento deste bioma chegou a quase 904km², ou seja, o maior nível para o período desde que o rastreamento iniciou em 2015.
Além disso, houve um aumento de 3,1% na comparação com o mesmo mês de 2021, de acordo com os dados de satélite do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Do mês de janeiro ao mês de outubro 949.400 hectares foram desmatados, isto é, 12 vezes o tamanho da cidade de Nova York.
Este dado também quebrou um recorde para o período, superando, assim, 12,7% o recorde anterior de 2019. “Não há mais tempo para promessas, é hora da ação”, afirmou Walter Schalka, presidente da Suzano, em comunicado à imprensa.
Imagem: Everson Mayer / Shutterstock.com
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