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Itaú leva IA generativa à maquininha de pagamentos; veja como funciona

Itaú integra inteligência artificial à Laranjinha+ e permite vendas por voz diretamente na maquininha. Veja como funciona.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto6 min de leitura
Itaú leva IA generativa à maquininha de pagamentos; veja como funciona

O avanço da inteligência artificial chegou oficialmente ao setor de pagamentos no Brasil. O Itaú Unibanco anunciou uma nova funcionalidade para a maquininha Laranjinha+, incorporando IA generativa ao processo de vendas por cartão e PIX.

A novidade começa a ser disponibilizada aos clientes nas próximas semanas e promete mudar a forma como pequenos e médios comerciantes utilizam terminais de pagamento no dia a dia. A principal mudança está na possibilidade de interagir com a maquininha por comando de voz, sem precisar usar celular ou outro equipamento auxiliar.

Na prática, o lojista poderá simplesmente falar o valor da cobrança, enquanto o dispositivo interpreta o pedido, cria automaticamente a transação e exibe o pagamento pronto para confirmação na tela.

A iniciativa reforça uma tendência crescente no sistema financeiro brasileiro: transformar maquininhas em plataformas completas de gestão comercial e relacionamento com clientes.

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Como funciona a maquininha com inteligência artificial do Itaú

A nova funcionalidade foi integrada à versão mais moderna da plataforma de adquirência do banco, chamada Laranjinha+.

O funcionamento é relativamente simples:

O comerciante fala o valor da venda

Por meio de comando de voz, o empreendedor informa o valor da cobrança, seja para cartão ou PIX.

Exemplo prático:

  • “Cobrar R$ 89,90 no cartão”
  • “Gerar PIX de R$ 45”

A partir disso, a IA processa a solicitação automaticamente.

O terminal interpreta e executa a cobrança

Depois de receber o comando, a maquininha:

  • identifica o pedido;
  • prepara a transação;
  • exibe os dados na tela;
  • solicita apenas a confirmação do pagamento.

Segundo o Itaú, a tecnologia também será capaz de responder dúvidas relacionadas à venda e auxiliar comerciantes durante o atendimento.

Laranjinha+ entra na disputa tecnológica das adquirentes

O mercado brasileiro de pagamentos vive uma corrida intensa por inovação. Empresas de adquirência têm buscado diferenciais para fidelizar comerciantes em um setor cada vez mais competitivo.

Nos últimos anos, as maquininhas deixaram de ser apenas equipamentos de cobrança para assumir funções como:

  • gestão financeira;
  • antecipação de recebíveis;
  • emissão de relatórios;
  • integração com sistemas;
  • vendas por link;
  • PIX integrado;
  • controle de estoque;
  • programas de fidelidade.

Agora, a inteligência artificial surge como a nova aposta estratégica.

De acordo com o diretor de recebimentos e adquirência do Itaú Empresas, Angelo Russomanno, o objetivo é transformar a maquininha em uma plataforma mais completa para apoiar a rotina do empreendedor.

Atualização será feita sem troca de equipamento

Um dos pontos destacados pelo banco Itaú é que os clientes não precisarão trocar a maquininha para acessar a novidade, desde que já utilizem a versão mais recente da Laranjinha+.

A funcionalidade chegará por atualização de software, semelhante ao que acontece em smartphones e aplicativos.

Segundo o Itaú:

  • cerca de 150 mil clientes já possuem a nova geração do terminal;
  • a expectativa é alcançar 500 mil dispositivos até o fim do ano;
  • o plano prevê expansão para aproximadamente 1,7 milhão de usuários até 2027.

O banco informou ainda que entre 35 mil e 45 mil novas maquininhas vêm sendo distribuídas mensalmente.

Pesquisa mostrou interesse elevado dos lojistas

Antes do lançamento, o projeto do Itaú passou por uma fase de testes com participação de 5 mil clientes em diversas regiões do País.

Os resultados indicaram forte interesse na funcionalidade de voz:

Dados levantados pelo Itaú

  • 84,3% dos comerciantes disseram ter interesse em uma maquininha com comando de voz;
  • 82,5% afirmaram que o recurso aumentaria a probabilidade de continuar utilizando o terminal do banco.

Os participantes relataram demandas ligadas principalmente à:

  • agilidade nas vendas;
  • rapidez operacional;
  • facilidade de uso;
  • duração da bateria;
  • melhoria da experiência de atendimento.

Esses fatores têm peso importante especialmente para pequenos negócios, ambulantes, deliverys e estabelecimentos com grande fluxo de atendimento.

Inteligência artificial pode acelerar atendimento no varejo

A adoção de IA em terminais de pagamento pode gerar impactos relevantes na produtividade do comércio.

Em ambientes movimentados, como:

  • restaurantes;
  • cafeterias;
  • farmácias;
  • supermercados;
  • lojas de conveniência;

a redução de etapas operacionais pode diminuir filas e acelerar o fechamento das vendas.

Além disso, a automação tende a reduzir erros de digitação e tornar o processo mais intuitivo para operadores com pouca familiaridade tecnológica.

Próximas funções já estão em desenvolvimento

O Itaú confirmou que o copiloto de vendas será apenas a primeira aplicação da inteligência artificial dentro da plataforma.

Novas funcionalidades devem ser liberadas gradualmente.

Entre os recursos previstos estão:

Realização de cálculos por voz

O lojista poderá solicitar operações matemáticas diretamente ao terminal.

Exemplos:

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  • cálculo de troco;
  • divisão de valores;
  • percentual de desconto;
  • somas rápidas durante vendas.

Apoio à gestão do negócio

A expectativa é que futuras versões tragam funcionalidades ligadas à administração financeira e operação comercial.

Embora o banco Itaú ainda não tenha detalhado todos os recursos, especialistas do setor apontam que IA embarcada em maquininhas pode evoluir para:

  • análise de vendas;
  • sugestões comerciais;
  • alertas financeiros;
  • relatórios inteligentes;
  • suporte automatizado.

Projeto envolveu laboratório de pesquisa do Itaú

O desenvolvimento da tecnologia contou com apoio do Instituto de Ciência e Tecnologia do Itaú (ICTi), braço de pesquisa aplicada do banco.

O instituto atuou principalmente na criação da experiência de voz e nas abordagens técnicas necessárias para integrar inteligência artificial ao terminal físico.

A iniciativa mostra como os grandes bancos brasileiros têm ampliado investimentos em:

  • IA generativa;
  • automação bancária;
  • experiência do usuário;
  • transformação digital.

Mercado de pagamentos no Brasil vive nova fase

O lançamento acontece em um momento de forte digitalização do sistema financeiro brasileiro.

Nos últimos anos, o crescimento do PIX, das carteiras digitais e dos bancos digitais acelerou a necessidade de inovação no varejo.

Dados do Banco Central do Brasil mostram que o PIX já se consolidou como um dos meios de pagamento mais utilizados do País, pressionando instituições financeiras e adquirentes a criarem soluções mais rápidas e integradas.

Nesse cenário, a inteligência artificial aparece como ferramenta estratégica para melhorar:

  • eficiência operacional;
  • experiência do cliente;
  • retenção de lojistas;
  • competitividade das plataformas.

O que muda para pequenos empreendedores

Para micro e pequenos negócios, a novidade pode representar ganho de produtividade sem necessidade de investimento adicional em equipamentos sofisticados.

Como a atualização ocorrerá remotamente, muitos comerciantes terão acesso à tecnologia sem custos extras de troca do terminal.

Além disso, o uso de comandos de voz pode facilitar o trabalho em operações onde o vendedor precisa manter atenção simultânea em clientes, estoque e atendimento.

Na prática, a tendência é que a maquininha deixe de ser apenas um dispositivo de cobrança para se tornar uma central operacional do comércio.

IA nas maquininhas deve ganhar espaço nos próximos anos

Especialistas do setor financeiro avaliam que a integração de inteligência artificial em terminais de pagamento tende a se expandir rapidamente no Brasil.

A expectativa é que novas gerações de maquininhas passem a oferecer recursos como:

  • atendimento automatizado;
  • reconhecimento de voz;
  • análises financeiras em tempo real;
  • suporte operacional inteligente;
  • integração com sistemas de gestão.

Com isso, a disputa entre bancos e fintechs deve entrar em uma nova fase, focada não apenas em taxas e recebimentos, mas também em tecnologia embarcada e experiência do empreendedor.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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