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Demitidos em home office no Itaú terão indenização de até 10 salários

O Itaú pagará indenização de até dez salários a demitidos em home office. Entenda o acordo e quem tem direito. Saiba mais e participe da votação!

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
itaú

O Itaú Unibanco apresentou uma proposta de indenização adicional aos cerca de mil funcionários desligados em 8 de setembro, data em que muitos ainda trabalhavam em regime remoto ou híbrido. A medida surge após semanas de negociações com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, que buscava reparação para os profissionais afetados.

Segundo o sindicato, o acordo foi mediado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, e prevê pagamento de até dez salários extras, além de R$ 9 mil fixos, 13ª cesta-alimentação e a manutenção de taxas especiais de financiamento imobiliário oferecidas a empregados do banco.

Os ex-funcionários deverão deliberar sobre a proposta em assembleia híbrida marcada para quinta-feira (9). Caso o acordo seja aprovado, a adesão será individual e poderá ser formalizada em até seis meses após a votação.

Leia mais: Itaú: proposta de indenização para funcionários demitidos

Itaú mantém sigilo sobre detalhes do acordo

setas saindo de grupo de setas para simbolizar demissão em massa de funcionários
Imagem: Andrii Yalanskyi/ Shutterstock

Em nota oficial, o Itaú declarou que o conteúdo integral do acordo está sob sigilo judicial, a pedido do sindicato, até a conclusão da votação.
A instituição ressaltou que todas as tratativas foram conduzidas de maneira transparente e sob mediação da Justiça do Trabalho, em busca de uma solução consensual para o impasse criado após as demissões.

Entenda as demissões e o modelo híbrido

O Itaú nega que as demissões ocorridas em setembro tenham configurado uma demissão em massa.
De acordo com o banco, as dispensas foram realizadas com base em critérios individuais, considerando o desempenho, a aderência às atividades digitais e a compatibilidade com o novo formato de trabalho híbrido.

Em comunicado, o Itaú explicou que o processo visou “reorganizar funções e adequar as equipes às novas demandas digitais”, sem o objetivo de reduzir o quadro geral de funcionários.
Mesmo assim, o caso ganhou repercussão nacional por envolver centenas de colaboradores que trabalhavam integralmente de casa, levando o sindicato a acionar o TRT.

Compromisso com o teletrabalho continua

Uma das principais reivindicações do sindicato após as demissões era a manutenção do teletrabalho como modelo permanente dentro do Itaú.
Durante as negociações, o banco reforçou seu compromisso em manter o regime híbrido, reconhecendo o impacto positivo do formato na produtividade e na qualidade de vida dos empregados.

O teletrabalho foi implementado de forma ampla durante a pandemia, e parte significativa do quadro do Itaú segue trabalhando remotamente em 2025.
Para o sindicato, a consolidação do modelo é um avanço importante, especialmente em um cenário em que a digitalização dos serviços bancários cresce rapidamente.

O papel do sindicato e a importância da mediação judicial

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região teve papel central na intermediação do acordo.
Desde as primeiras demissões, representantes da entidade afirmavam que buscariam garantir indenizações justas e respeito às condições contratuais dos trabalhadores.

A atuação do TRT da 2ª Região foi decisiva para aproximar as partes e chegar a um consenso.
A Justiça do Trabalho mediou as reuniões, garantiu transparência nas propostas e assegurou que os direitos dos empregados fossem respeitados.

Como será o processo de adesão à indenização

Após a aprovação em assembleia, cada ex-funcionário do Itaú poderá decidir individualmente se deseja aderir ao acordo.
O prazo máximo para formalizar a adesão será de seis meses, contados a partir da data da deliberação.

Entre os principais benefícios previstos estão:

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  • Até 10 salários extras, conforme critérios estabelecidos no acordo;
  • R$ 9 mil de valor fixo para todos os elegíveis;
  • Manutenção da 13ª cesta-alimentação;
  • Taxas diferenciadas de crédito imobiliário;
  • Garantia de sigilo individual das negociações.

A expectativa é que a maioria dos desligados aceite a proposta, considerada pelo sindicato uma vitória parcial, mas importante para a categoria.

Repercussão entre os trabalhadores e impacto no setor bancário

A notícia do acordo repercutiu amplamente nas redes sociais e entre os profissionais do setor.
Para muitos, a iniciativa demonstra que o Itaú busca preservar sua imagem institucional, ao mesmo tempo em que tenta reconhecer os impactos das demissões realizadas em um contexto ainda sensível para o mercado de trabalho.

Especialistas em direito trabalhista avaliam que o caso pode servir de referência para futuras negociações envolvendo funcionários em regime remoto.
Com o avanço do teletrabalho, cresce a necessidade de definir novos parâmetros legais e contratuais para situações de desligamento.

O futuro do trabalho no Itaú

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Imagem: Joa Souza / shutterstock.com

Mesmo após as demissões, o Itaú segue investindo em inovação e tecnologia, além de políticas de flexibilidade de jornada e formação digital para seus colaboradores.
O banco tem reiterado o compromisso com o modelo híbrido e com a valorização dos profissionais que se adaptam à transformação digital do setor.

Segundo fontes internas, a instituição prepara novos programas de capacitação voltados para áreas de atendimento remoto, análise de dados e produtos digitais.
Essas iniciativas reforçam o esforço do Itaú em manter-se competitivo e ao mesmo tempo socialmente responsável.

Com informações de: InfoMoney

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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