Em um momento em que a taxa básica de juros permanece em patamar elevado, os fundos imobiliários continuam sendo uma alternativa atraente para quem busca renda passiva consistente. Pensando nisso, o Itaú BBA divulgou sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para o mês de julho, com rendimentos que podem chegar a até 16% ao ano.
Itaú BBA indica 12 FIIs com dividendos de até 15% para julho
Carteira do Itaú BBA para julho inclui FIIs com dividendos que chegam a 16%, com foco em ativos financeiros e tijolo.
A seleção reúne opções diversificadas entre fundos de ativos financeiros — como CRIs — e fundos de “tijolo”, voltados a imóveis físicos. Segundo os analistas da instituição, o cenário atual oferece boas oportunidades para investidores montarem posições de longo prazo, aproveitando descontos ainda presentes no mercado.
Confira a seguir os destaques da carteira, as estratégias por trás das escolhas e quais fundos ganharam ou perderam espaço no portfólio do banco.
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Ajustes estratégicos para julho

Para este mês, o Itaú promoveu uma mudança pontual na carteira: a saída do CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11) e a entrada do Kinea Hedge Fund (KNHF11). Com essa alteração, houve uma leve redução, em torno de 4%, da exposição aos ativos financeiros em relação ao mês anterior.
A nova aposta no KNHF11 é explicada por sua carteira considerada saudável, composta por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), imóveis diretos, outros FIIs e ações. Além disso, o fundo tem parte significativa atrelada ao CDI, o que é interessante em um ambiente de juros elevados, já que a Selic deve se manter em torno de 15% até o fim do ano.
Os analistas reforçam que continuam preferindo fundos de ativos financeiros no cenário atual, sobretudo os chamados high grade, por sua boa relação risco-retorno e por carteiras sem inadimplência.
Oportunidades em fundos de tijolo
Apesar do foco maior nos FIIs de ativos financeiros, o Itaú também destacou que os fundos de tijolo merecem atenção. O fim do ciclo de alta de juros reduz a pressão sobre esses fundos, que tendem a se beneficiar em cenários de retomada da economia.
A alta recente dos preços desses fundos diminuiu os descontos em relação ao valor patrimonial, mas os analistas acreditam que ainda existem oportunidades. “O desconto atual não reflete a qualidade do portfólio de alguns fundos, o que gera oportunidades para uma montagem de posição de longo prazo”, dizem em relatório.
Atualmente, a carteira recomendada tem um dividend yield médio de 11,4%, ainda abaixo da média do IFIX, que é de 12,6%, mas com um prêmio significativo frente ao Tesouro IPCA+ 2035, de 4,16 pontos percentuais.
Os 12 FIIs recomendados para julho
Abaixo, a seleção do Itaú BBA para este mês, com o peso de cada fundo na carteira e o dividend yield (DY) anualizado esperado:
| Fundo | Ticker | Peso | DY Anualizado |
|---|---|---|---|
| HSI Malls | HSML11 | 7,5% | 9,1% |
| Bresco Logística | BRCO11 | 7,5% | 11,4% |
| Kinea Renda Imobiliária | KNRI11 | 7,5% | 8,3% |
| Kinea Hedge Fund | KNHF11 | 10% | 12,8% |
| CSHG Renda Urbana | HGRU11 | 7,5% | 14,9% |
| XP Malls | XPML11 | 7,5% | 10,6% |
| VBI Prime Properties | PVBI11 | 8,5% | 7,9% |
| RBR Properties | RBRP11 | 6,5% | 9,5% |
| Kinea Índices de Preços | KNIP11 | 10% | 10,6% |
| Kinea Rendimentos Imobiliários | KNCR11 | 10% | 13,7% |
| BTG Pactual Logística | BTLG11 | 7,5% | 9,4% |
| Kinea Unique HY CDI | KNUQ11 | 10% | 16% |
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Foco em portfólios sólidos e diversificação

O Itaú ressalta que as escolhas da carteira priorizam fundos com portfólios robustos e sem histórico de inadimplência. Fundos atrelados ao CDI continuam sendo destaque, pois tendem a manter proventos elevados enquanto a taxa Selic se mantém alta.
Já os fundos indexados à inflação também são indicados como parte de uma estratégia diversificada, pois protegem o investidor contra perda de poder de compra no longo prazo.
O cenário macroeconômico e os FIIs
O atual patamar elevado da Selic favorece fundos que investem em CRIs atrelados ao CDI. Porém, com as expectativas de que os juros possam iniciar um ciclo de queda em 2026, os fundos de tijolo podem voltar a ganhar protagonismo gradualmente.
Para quem busca um equilíbrio entre rendimento imediato e potencial de valorização futura, os analistas recomendam mesclar fundos de crédito com fundos de imóveis físicos.
Com informações de: Money Times
