O Itaú Unibanco, um dos maiores bancos privados do Brasil, anunciou a venda de sua operação na Argentina para o Banco Macro por R$ 250 milhões. Embora tenha atuado no país vizinho por mais de 40 anos, o banco comunicou, em nota, que manterá sua presença apenas através de um escritório de representação. A operação está sujeita à aprovação das autoridades reguladoras dos dois países.
Itaú vende operação para o Banco Macro; saiba mais
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A venda ocorre próxima à eleição presidencial na Argentina, em um cenário de inflação de mais de 115% em 12 meses. O país enfrenta desaceleração econômica, taxas de juros negativas e restrições para transferências externas.
Como a venda impacta as operações do Banco Macro na Argentina?
Com a aquisição, o Banco Macro consolida-se como o maior banco privado de capital argentino, ampliando sua rede de atendimento em todo o país. Com suas 565 agências e 9,4 mil funcionários, o banco atingirá a marca de 6 milhões de clientes, atendendo desde pessoas físicas até grandes empresas.
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Além disso, segundo a empresa, o Macro tem um valor de mercado de US$ 1,3 bilhão, enquanto o valor de mercado do Itaú é de US$ 50 bilhões (R$ 247 bilhões). Atualmente o banco argentino é o quinto maior do país, com 2,1 trilhões de pesos em ativos, de acordo com o banco central argentino.
Qual é a situação do Banco Itaú na América do Sul?
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O Itaú possui a maior presença entre bancos brasileiros na América do Sul, com operações no Chile, Colômbia, Paraguai e Uruguai. Ademais, na Argentina, era o 16º maior do país em termos de empréstimos em pesos argentinos, com uma participação no mercado de 2,1%. Lá, o banco possuía 67 agências e postos de atendimento, além de 145 caixas eletrônicos.
Em 1979 o Itaú desembarcou na Argentina, com o objetivo inicial de apoiar as atividades de grandes empresas com relações comerciais com o Brasil. Em 1998, ampliou sua atuação ao comprar o Banco del Buen Ayre por US$ 225 milhões, o que o tornou o 12º maior banco do país.
Imagem: SERGIO V S RANGEL / shutterstock.com
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