Ter uma casa própria, do jeito que você sempre quis, é um sonho de milhões de brasileiros. Contudo, com a crise financeira que muitos atravessam, a prioridade do momento é colocar comida na mesa e pagar as despesas com saúde e educação, por exemplo.
Juros alto faz brasileiros desistirem da casa própria
Sonho de consumo de milhões de cidadãos, casa própria deixa de ser uma prioridade por uma série de fatores. Confira quais!
De acordo com pesquisa Raio-X FipeZap+, a intenção de compra de imóveis chegou ao menor índice em três anos. No primeiro trimestre de 2023, 40% dos brasileiros queriam comprar uma propriedade. Porém, no ano passado, o percentual era de 44%. Confira aqui quais são os principais motivos.
Crise financeira e juros elevados
Conforme sugere Alison de Oliveira, coordenador de índices da FipeZap, o maior motivo para a redução desse percentual foi a taxa de juros elevada. De fato, no mês passado, a Caixa Econômica Federal, uma das maiores instituições financeiras do País, divulgou um aumento nos juros para o crédito imobiliário.
Segundo a diretoria do banco, as taxas sobem de 8,99% para 9,99% ao ano. Além disso, acrescenta-se a esse valor a Taxa Referencial (TR). Por outro lado, nas instituições privadas, como Santander, Bradesco e Itaú, a taxa de juros fechou em um índice superior a 10% no ano de 2022.
Vale lembrar que, em março de 2023, a taxa média anual estava em 11% ao ano. O número corresponde aos juros dos empréstimos destinados à compra de imóveis.
Juros não são o único problema para adquirir a casa própria
Em primeiro lugar, se não for bem estruturada, a aquisição de uma propriedade pode comprometer a renda familiar. A redução da remuneração mensal dos brasileiros é mais um fator que contribui para a queda do índice.
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Tendo esse cenário em vista, o Governo Lula retomou o programa Minha Casa Minha Vida, que torna possível a compra de casas populares, sob juros mais em conta. A estratégia do Executivo passa por retomar o interesse do brasileiro pela casa própria.
A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) sugere que “Além da redução da Selic, precisamos que o Banco Central adote medidas que elevem o funding ao setor imobiliário”.
Imagem: MIND AND I / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
